Romaria reúne entidades de apoio à pessoa com deficiência

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Enquanto a Diocese de São Mateus celebrava a Eucaristia no Campinho, diversas entidades de apoio à pessoa com deficiência se reuniam na Praça Duque de Caxias, no centro de Vila Velha, para dar início à Romaria das pessoas com deficiência.

O evento acontece desde 2006, dentro da programação oficial da Festa da Penha. Mesmo com o calor forte, os romeiros não desanimaram. Muitos carregavam faixas representando suas entidades, e outros pedindo melhorias para a pessoa com deficiência. Frei Paulo Roberto e Frei Gilson Kammer acompanharam os romeiros, que caminharam cerca de 1km até a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, na Prainha. Ali aconteceu a missa campal que encerrou a atividade.

Também esteve presente Pe. Carlos Pinto Barbosa, que vem do bairro Afonso Cláudio, junto com um grupo. Ele participou das 12 edições desta romaria e afirma que este é um momento onde pais, educadores e pessoas com deficiência demonstram sua superação. “Eles tem suas dificuldades, desde o momento em que saem de casa até chegarem aqui, e não há reclamação, só louvor e ação de graças. Tem pessoas aqui que saíram 3h da manhã de casa, e não reclamam”, diz o sacerdote. Para ele, estar aqui é motivo de grande força para seu ministério ordenado.

A fé é o principal motivo da romaria, mas não é o único. Em cartazes e também no carro de som, os participantes pediam melhorias na infraestrutura e a ampliação de políticas públicas para a pessoa com deficiência. Eles criticavam também a Lei de terceirização, que prejudica as pessoas com deficiência, reduzindo as vagas para eles nas empresas.

Por volta das 9h30, teve início a Celebração Eucarística, que foi presidida pelo Pe. Carlos. Em sua homilia, ele perguntou a alguns pais presentes qual era a motivação deles estarem ali. Emocionados, muitos afirmaram que era um momento de agradecer a Deus pelo dom da vida.

O sacerdote também criticou o cenário político atual, que privilegia a economia, em detrimento dos direitos dos cidadãos. “É triste nós olharmos as nossas autoridades que em suas as decisões, beneficiam a economia, buscam a estabilidade econômica do Estado, mas com um preço muito caro pro povo de Deus. Homens e mulheres que lá estão, decidindo. Pessoas que fazem planos econômicos, políticos para nosso Estado, mas que com certeza nunca participaram de uma romaria como esta. Não enxergam a realidade do povo de Deus, não enxergam a realidade sofrida de nossas famílias, seja no interior, na cidade, aonde for. Só enxergam números, dinheiro, poder e realização pessoal. A ganância passa por cima da necessidade do povo”, afirmou Pe. Carlos.

Ele encerrou sua homilia pedindo que os presentes continuem sendo sinal de esperança na sociedade e que não deixem de buscar os seus direitos, com humildade e simplicidade. “Isto que nós fazemos nesta romaria é anúncio de esperança, anúncio do Ressuscitado. Quando se reivindica o direito, se está falando do Evangelho, porque você acredita e busca. Que esta romaria mantenha viva a chama da esperança. Por mais difícil que seja o caminho do Calvário, no final tem vida, salvação e esperança”, concluiu.

No final da celebração, a Banda de Congo da APAE de Cariacica (ES), se apresentou, sob a direção do mestre Jefinho.

Texto e foto: Érika Augusto | www.franciscanos.org.br

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