Gratidão e lembranças no último adeus a Dom Silvestre Scandian

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Foto: Vitor Jubini

Milhares de pessoas, entre fiéis, amigos, familiares, autoridades e padres de todo o estado, estiveram presentes na Catedral Metropolitana de Vitória, na Cidade Alta, durante todo a madrugada e o dia de domingo (17/02), para prestarem as últimas homenagens a Dom Silvestre Luiz Scandian, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Vitória, que faleceu na madrugada do último sábado (16/02).

A última Missa de corpo presente foi celebrada às 15h, presidida pelo atual Arcebispo Dom Dario Campos, com presença de familiares, seminaristas, diáconos, padres, dos bispos das outras dioceses, Dom Décio Sossai, Dom Wladimir Lopes, Dom Paulo Dalbó, de Dom Geraldo Lyrio Rocha, bispo emérito de Mariana, Minas Gerais. Os testemunhos de pessoas, fiéis e até mesmo dos padres reafirmava o carisma, carinho e pastoreio em excelência de Dom Silvestre. Com atenção voltada aos mais pobres, sofridos, excluídos e marginalizados, Dom Silvestre sempre foi muito respeitado e admirado por todos. Autoridades civis e políticas também estiveram presentes ou passaram durante o dia, na Catedral. Entre elas, a vice-governadora Jaqueline, o ex-Governador Paulo Hartung, o deputado federal Helder Salomão, a deputada estadual Iryni Lopes, o presidente do Tribunal de Justiça, os Prefeitos de Vitória e Serra, Luciano Rezende e Audifax Barcelos, e o Governador Renato Casagrande. No cemitério, esteve presente o Prefeito de Vila Velha, Max Filho. Dom Luiz Mancilha Vilela, que tinha profunda amizade com Dom Silvestre, teve a ausência justificada, porém enviou um abraço afetuoso e confortante à família e aos arquidiocesanos. Outra ausência justificada foi a de Dom Aldo Gerna que não teve condições de se fazer presente, mas era muito ligado a Dom Silvestre, com quem trabalhou muitos anos e considerava um irmão; O padre Provincial da Congregação do Verbo Divino, Alfredo, veio representando a congregação da qual Dom Silvestre pertencia.

Dom Geraldo emocionou a todos quando trouxe uma linda recordação de Dom Silvestre. Quando o então Arcebispo de Vitória, ia, por diversas ocasiões ao bairro São Pedro, na Capital Capixaba, quando o local ainda era muito pobre e com total falta de instrutura, além de não dispor de segurança pública. Ao questionar o irmão de ministério, do porquê dele ir ao local mesmo debaixo de sol, Dom Geraldo foi surpreendido com a seguinte afirmação de Dom Silvestre: “Como diz o ditado popular longe dos olhos, longe do coração. Então eu vou lá para ver os pobres, porque longe dos olhos, longe do coração”, após a lembrança, todos aplaudiram de pé.

Dom Silvestre foi além de tudo, um pastor muito atento às necessidades do povo e da arquidiocese. Atitudes inúmeras, foram recordadas pelos padres e por centenas de fiéis.

Na homilia, Dom Dario Campos, afirmou que “as aparências enganam, quem via a fragilidade física de Dom Silvestre e sua fala mansa não imaginava a força que ele tinha”. Depois destacou três pontos da Palavra de Deus que conseguia perceber em Dom Silvestre, sendo o primeiro, a força do Espírito atribuída ao Profeta Isaías; o segundo, a frase da segunda leitura “Quem crê em Mim, viverá!” e o terceiro ponto, a frase da carta de Paulo a Timóteo, “combati o bom combate”. Diversas vezes Dom Dario, repetiu “colocamos nas mãos de amadas do Pai, Dom Silvestre que ficou nesta Arquidiocese mais de 20 anos. Queremos depositar nosso irmão nas mãos do Pai com o rosto molhado pelas lágrimas, mas com fé. Com fé e na caridade confiamos nosso irmão nas mãos do Senhor da messe…” A homilia terminou com um convite: “Agora vamos agradecer a Deus pela vida de Dom Silvestre e, de pé, dizer todos juntos: muito obrigado! MUITO OBRIGADO, DOM SILVESTRE!”

Padre Carlos, Provincial dos padres Verbitas, representando a congregação de Dom Silvestre, também agradeceu pela vida de Dom Silvestre, agradeceu aos familiares que o ofereceram à Igreja e expressou suas condolências. Em seguida, foi lida, pelo Chanceler do Arcebispado, Padre Renato Paganini, a carta da CNBB a Dom Dario que terminou dizendo “somos cidadãos do céu”.

No fim, Dom Dario pediu a Dom Geraldo Lyrio Rocha que conduzisse a encomendação do corpo bem como as exéquias. Em seguida, os padres carregaram o caixão até o caminhão do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, dando início ao cortejo fúnebre para o Cemitério do Bosque, em Alvorada, Vila Velha, onde o corpo foi sepultado, já que era um desejo de Dom Silvestre que fosse sepultado no mesmo local que seus pais foram. As Guardas Municipais de Vitória e Vila Velha, com os batedores, além da Polícia Militar do Espírito Santo, iam bloqueando o trânsito e dando toda a condição de realização do cortejo.

Pelo caminho, muitas pessoas acenaram, aplaudiram e até jogaram flores (do alto dos prédios) para homenagear Dom Silvestre, enquanto o cortejo ia passando pelas ruas das cidades. Tomados de emoção, chegando ao cemitério, centenas de pessoas aguardavam para acompanhar o sepultamento e prestarem as últimas homenagem, dar o último adeus. Quando os militares carregaram o caixão, todos aplaudiram e gritaram “Viva Dom Silvestre!”, até a chegada. No cemitério, debaixo de uma tenda, montada pela prefeitura de Vila Velha, foram realizadas as últimas homenagens e a cerimônia de entrega, antes do sepultamento. Cantaram, aplaudiram, rezaram e todos choravam. Às 17h55, o corpo foi levado para a sepultura e às 18h foi feito o sepultamento do corpo de Dom Silvestre.

Assista a reportagem abaixo e confira como foi o útimo adeus a Dom Silvestre Luiz Scandian

Fotos: Arquidiocese de Vitória, Vitor Jubini e Cristian Oliveira.

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