Frei Djalmo: “ter compaixão e misericórdia é ter o coração parecido com o coração de Deus”

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Paz e Bem!

Quem mora no Espírito Santo sabe que o clima no estado, especialmente na Grande Vitória, é bem variado. Tem até um “meme” que mostra uma chuva torrencial às 11h59, e na sequência, 12h00, um sol “pocando”. Essa mudança tão repentina do tempo é “comum” para os capixabas. Uma prova disso aconteceu neste domingo (10), pouco antes do início da Missa das 9h, uma chuva forte, depois o sol apareceu e ficou até metade da celebração.

Essa instabilidade no clima não desanimou os fiéis que participaram da tradicional Missa dominical aos pés do Convento da Penha, no Campinho. A Eucaristia foi presidida pelo Guardião e Reitor da Penha, Frei Djalmo Fuck, que acolheu a todos, especialmente os peregrinos e visitantes que estavam no Convento pela primeira vez.

Frei Djalmo destacou, na homilia, o papel importante da Igreja no cuidado com os que mais sofrem, lembrando o ensinamento evangélico de Jesus no Evangelho. “Nós ouvimos que um Mestre da Lei se aproxima de Jesus e faz um pergunta – e essa mesma pergunta também ecoa no coração de cada um de nós – ‘Mestre, o que devo fazer para receber a vida eterna?’, essa pergunta, penso que, eu você, também faz em sua vida. Quem de nós também não quer seguir o caminho certo? Quem não quer fazer as coisas corretas e caminhar de acordo com a Palavra de Deus? Nós queremos o céu, queremos a vida eterna… Perguntamos a Deus, ‘o que devo fazer para receber em herança a vida eterna?’. O sonho do homem, do ser humano, é que depois de passarmos deste tempo [de tantas dificuldades e provações, mas também de tantas alegrias] é um dia chegarmos ao céu, estarmos na presença de Deus e estarmos na presença daqueles que amamos e estimamos…”, explicou o Guardião.

Na sequência, ainda na explicação do Evangelho, Frei Djalmo, afirmou que Jesus confirma a importância de dois mandamentos, os mandamentos do amor. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. “Nisto consiste toda a lei, todos os profetas. É um resumo da Sagrada Escritura, lembra Jesus. O amor a Deus e o amor ao próximo, mas naturalmente nós encontramos justificativas. ‘Mas eu não consigo chegar lá no céu… Não consigo atravessar o mar…’, a Palavra de Deus não apenas no céu ou do outro lado do mar, ela está do teu lado para que você possa viver essa palavra. Jesus vai nos contar uma parábola, porque o homem pergunta no sentido de se justificar: ‘quem é o meu próximo’. Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e ao longo do caminho essa pessoa foi espancada, sofreu muito, estava machucada, ferida. Pelo caminho, passaram três personagens, primeiro um sacerdote e depois um levita. Serviam o templo e não queriam se contaminar. Mas apareceu no caminho um samaritano e é justamente ele que, o evangelho o descreve usando três verbos: viu o homem, se aproximou dele e cuidou dele. Cuidou das feridas, teve compaixão”, explicou.

“A proximidade não é uma questão geográfica, a proximidade não é uma questão de parentesco, a proximidade tem a ver com compaixão, com misericórdia. Ter compaixão, ter misericórdia, significa ter o coração parecido com o coração de Deus. Porque um outro nome para Deus, que podemos dar, é amor, é compaixão, é misericórdia. Jesus pede a nós, que possamos nos aproximar daqueles que sofrem, daqueles que padecem. Uns sofrem fisicamente – podem sofrer a fome, o desemprego, a falta de saúde. Outros sofrem espiritualmente, sofrem emocionalmente. Quantas pessoas às vezes precisam de uma palavra nossa… O cristão precisa ser sensível, o cristão precisa se compadecer, precisa perceber e sentir a dor do outro… Saímos hoje do Convento da Penha, aos pés de Nossa Senhora, com este compromisso: fazer a mesma coisa que Jesus e aquele bom samaritano fizeram”, concluiu Frei Djalmo.

Confira algumas fotos da Celebração.

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