Paz e Bem.
Com a celebração do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a “Semana das semanas”, chamada de Semana Santa. A primeira parte da Missa recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, onde Ele é aclamado: “Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”.
A Missa das 9 horas, celebrada no Campinho do Convento, foi presidida pelo Frei Robson de Castro. O frade iniciou sua reflexão explicando a “realeza” de Jesus. “A simplicidade e humildade de Jesus surpreendem a todos nós, que trazemos sempre uma imagem de um rei poderoso, um rei que precisa sempre estar sendo servido, um rei que está a procura de poder, de riqueza. Nosso Rei é bem diferente! Todo rei tem que ser nobre, rico e sábio. No entanto, a nobreza de Jesus vem do fato, Dele sendo Deus, abre mão da condição divina para assumir nossa humanidade. Sua riqueza não está em acumular as coisas, pelo contrário, está em doar. Quanto mais Ele se doa, mais rico Ele é. E sua sabedoria consiste no fato Dele viver em tudo a vontade desse misterioso Pai do Céu”, disse o frei.
Frei Robson também destacou alguns pontos que marcam o “caminho da Cruz” percorrido por Jesus, entre eles, o Cirineu que ajuda o Senhor a carregar a cruz. “A figura de Simão de Cirene… Quantos de nós também são obrigados a carregar a cruz, talvez não só a sua, mas de familiares. A resposta mediante essas cruzes são: Deus nunca nos dá uma cruz a qual nós não tenhamos força e condição para bem carregá-la, na verdade, o Senhor carrega essa cruz junto conosco, Ele nunca nos abandona”, exortou.
“Jesus é como uma flor esmagada, mas mesmo assim, não deixa de lançar o seu perfume de misericórdia. Dimas (o bom ladrão) sentiu esse perfume de misericórdia que exalou dos olhos de Jesus Crucificado, ficou inebriado com este perfume e não teve outra coisa a dizer, a não ser ‘lembra-te de mim quando estiveres no paraíso”, finalizou Frei Robson.
“A Semana Santa que iniciamos hoje é muito rica de ritos, símbolos… O Domingo de Ramos é a celebração da porta de entrada da Semana Santa. É como que hoje, nós batéssemos à porta da Semana e disséssemos: ‘oi, quero entrar! Eu quero viver essa Semana das Semanas!’, por isso, na Liturgia nós ouvimos os dois ‘extremos’ desta semana. Num primeiro momento, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. A exultação. Para as pessoas, aquele era o Rei que chega à cidade santa. Se para uns Ele era o Rei, para outros, Ele era criminoso. E ouvimos no Evangelho do relato da Paixão, uma palavra forte dizendo: ‘crucifica-o!”, foi assim que Frei Gabriel Dellandrea, Guardião do Convento, iniciou a reflexão da Missa das 11 horas, no Campinho.
Centenas de fiéis participaram da Celebração Eucarística, que teve início na Capelinha de São Francisco de Assis, com a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, bênção dos ramos e procissão até o altar.
Frei Gabriel fez uma analogia para explicar as duas realidades humanas vividas por Jesus: a glorificação e a humilhação. “Quantas vezes somos honrados por aquilo que fizemos, mas algumas pessoas, às vezes, acham que o que fizemos foi errado e por isso, nos crucificam nas pequenas e nas grandes decisões. Se sabemos onde queremos chegar, a exultação dos seres humanos não é uma grande dádiva. E também a humilhação daqueles que não entendem as nossas decisões, não deveria nos afetar, porque nós sabemos que a verdadeira exultação, vem do Senhor”, enfatizou.
































































