Dom Wladimir: “Não queremos nos mudar do Brasil. Queremos mudar o Brasil”

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Manhã cinzenta do 2º Domingo da Páscoa. Temperatura na casa dos 24ºC. Estas eram as condições climáticas no momento em que a Diocese de Colatina subiu ao Convento da Penha para sua Romaria. Fiéis das 31 paróquias, padres, diáconos e seminaristas celebraram a Eucaristia, com a presidência do Bispo Diocesano, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias.

Na homilia, Dom Wladimir, em tom profético, apresentou as formas pelas quais a ressurreição de Cristo se atualiza nos dias atuais: “A clareza da ressurreição é percebida na vivência do amor e da solidariedade com nossos irmãos e irmãs. Nós percebemos a ressurreição de Jesus hoje quando nos empenhamos para assegurar nossos direitos e quando nos encorajamos e temos a firmeza de dizer “não” às reformas que assaltam os direitos dos empobrecidos e eliminam vidas. Percebemos a ressurreição quando nos deixamos impulsionar pelo Espírito do Criador e lutamos contra o descaso pelo nosso querido Rio Doce e contra o descuido pelos biomas brasileiros e pela preservação da vida, zelando pela casa comum que é de todos nós”.

O bispo enfatizou ainda a importância de que os cristãos se mobilizem e trabalhem ativamente pelas mudanças necessárias: “Enfim, não podemos ficar somente no encantamento das celebrações. Precisamos voltar ao nosso cotidiano, pois é em nosso dia a dia que iremos testemunhar a ressurreição de Jesus, assumindo o compromisso de retirar da cruz muitos irmãos crucificados pela falta de trabalho, de segurança, de saúde, enfim, pela falta de justiça e honestidade pública”. E também denunciou a “lama” da corrupção, exigindo a punição aos corruptos e a devolução do dinheiro subtraído: “Como já dissemos muitas vezes, desde quando a lama da corrupção veio à tona: é preciso passar o Brasil a limpo, custe o que custar. É preciso devolver o dinheiro que foi desviado, com juros e correção. Os corruptos estão numa zona de conforto muito grande, estão muito seguros, muito imunes. Vamos ficar atentos! Ainda esta semana ouvi mais uma reportagem dizendo de pessoas que queriam se mudar do Brasil. Nós não queremos nos mudar do Brasil. Nós queremos mudar o Brasil”.

Para concluir, Dom Wladimir chamou o povo à esperança: “Queremos viver e morrer no Brasil, num país justo e honesto. Cristão, católico, sob o manto de Nossa Senhora, com muitos títulos: Aparecida, Saúde, das Vitórias, e hoje das Alegrias, Esperança nossa”.

Como expressão de louvor à Mãe de Deus, em nome de todos os fiéis da Diocese, a paroquiana Rosinha, do Bairro Vila Lenira, prestou sua homenagem a Nossa Senhora através do toque do berrante. Em comunhão com a Igreja do Brasil, que celebra o Ano Mariano, a Diocese recebe, a partir do início de março, a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.

HOMENAGEM DA FOLIA DE REIS

Também na parte da manhã, ao Campinho do Convento chegou o grupo da Folia de Reis Menino Jesus, de Brazlândia (DF). Por cerca de uma hora o grupo promoveu uma cantoria em homenagem a Nossa Senhora da Penha, acompanhado pelos frades do Convento.

Texto e foto: Frei Gustavo Medella

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