Devotos da Penha: testemunhas da esperança

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Nesta sexta-feira, 21, feriado de Tiradentes, a Festa da Penha chegou ao maior número de devotos desde a sua abertura, no último domingo. Às 14h, a fila para subir de van ao Convento da Penha dobrava a esquina. Muitos seguiam a pé pela entrada principal e outros pela chamada Ladeira da Penitência, uma caminhada de 457 metros, feita de pedras pé-de-moleque, fruto do trabalho de escravos. Ela data do ano de 1643, e por ela passaram diversas autoridades, como Dom Pedro II e sua comitiva em 1860. Ela também é conhecida como Ladeira das sete voltas, ou das Sete Alegrias de Nossa Senhora.

Foi por lá que chegou ao Campinho a família do Ícaro, de 1 ano e 6 meses. Seus pais, Rosangela e Marco Antonio, trouxeram o menino para agradecer uma graça alcançada por intercessão de Nossa Senhora da Penha. A madrinha, que estava com eles, é muito devota e prometeu que se ele se curasse de um início de pneumonia, ela traria o Ícaro três vezes ao Oitavário. “Eu fiz a promessa na Sexta-feira Santa, que se ele ia se curar e graças a Deus hoje ele está aqui”, afirmou emocionada.

Área Pastoral Vitória encerra a participação arquidiocesana

A Celebração Eucarística desta sexta-feira foi preparada pela Área Pastoral Vitória, encerrando assim a participação das seis Áreas Pastorais locais. A Missa foi presidida por Pe. Anderson Teixeira, da Paróquia Sagrada Família, do Jardim Camburi.

Em sua homilia, Pe. Anderson destacou o testemunho dos apóstolos após a ressurreição de Cristo. “Nós ficamos admirados com o testemunho dos apóstolos que, depois da ressurreição de Jesus, continuam a missão do Cristo, mantém viva a sua fé, enfrentam as realidades e as dificuldades e os riscos que a fé impõe”, afirmou.

“Olhamos este despertar, este nascimento da fé cristã, esta origem da nossa Igreja e olhamos a nossa Igreja hoje. Olhamos para o povo que está aqui, olhamos as comunidades eclesiais de base que vivem dia a dia a fé, celebrando a Palavra, celebrando a Eucaristia. O que será que sustenta, o que dá força à nossa caminhada? O que mantém viva e acesa a fé em meio às dificuldades e inseguranças, que parecem pesar em nossa realidade urbana?”, questionou o sacerdote.

E convidou os fiéis a buscarem a verdadeira alegria da fé na escuta da Palavra e na Eucaristia. “Celebrar é atualizar o mistério da Páscoa de Jesus. É retornar para nossa casa, para nossa comunidade, com um sorriso no rosto, uma palavra de conforto e esperança. Não podemos descer esta montanha da mesma forma que subimos. Não podemos olhar a realidade desanimados, pessimistas, mas devemos cultivar a esperança”, pediu Pe. Anderson, afirmando que a fé não é algo teórico ou filosófico, mas a presença real, misericordiosa e permanente de Jesus Cristo”, concluiu.

Ao final da celebração, membros das paróquias da Área Pastoral Vitória fizeram uma procissão com as imagens dos padroeiros, e alguns símbolos.

MOMENTO DEVOCIONAL

Na meia hora que precede a Celebração Eucarística, como de costume, foi realizado o momento devocional a Nossa Senhora da Penha e Frei Pedro Palácios. A oração foi conduzida por Frei Florival Mariano de Toledo. Após a oração introdutória, o frade falou sobre Frei Pedro Palácios, afirmando que ele foi um modelo de missionário. “Filho de São Francisco de Assis, veio com toda a humildade e simplicidade de coração. Não tinha a ciência universitária, tinha a sabedoria dos pequeninos. Por isso, ele compreendeu e amou nossos índios, e os índios o compreenderam e amaram. Ele amou o povo simples, que plantava para sobreviver. Aqui em Vila Velha, Frei Pedro Palácios se fez tudo para todos”, afirmou.

Em sua reflexão, Frei Leandro Costa, do Santuário Divino Espírito Santo, em Vila Velha, falou sobre a importância da alegria. “A alegria deve ser a atitude constante dos que reconhecem em Cristo as suas próprias vidas”, disse, acrescentando que a tristeza não combina com o testemunho dos seguidores de Cristo.

O frade falou ainda de São Francisco de Assis e a alegria franciscana. “A alegria franciscana é a nossa forma de compreender a vida. A alegria de São Francisco é vibrante”, afirmou. Frei Leandro advertiu, assim como Frei Djalmo Fuck no momento devocional do dia anterior, que os fiéis resentes no Campinho deveriam sair de lá transformados. “Aqui, peregrinos de Nossa Senhora da Penha, da Virgem da Alegria, nesta montanha sagrada, queira Deus que nós saiamos daqui transformados e carregando uma pura e sincera alegria”, pediu, ressaltando que foi no alto de uma montanha que Jesus proclamou as bem-aventuranças.

FREI FLORIVAL, FREI PAULO E OS JOVENS DE TERRA VERMELHA

Às 19h30 aconteceu uma apresentação musical no Campinho, com Frei Florival, Frei Paulo César e teatro com os Jovens de Terra Vermelha. (VEJA O ÁLBUM DE FOTOS LOGO ABAIXO)

Cantando músicas populares e religiosas, os dois confrades levaram alegria ao público que subiu ao Campinho para prestigiar o show.

Na apresentação, Frei Paulo Pereira, Guardião e Reitor do Convento da Penha, afirmou que cada um evangeliza com seus dons, e que os dons de seus confrades era a música.

Acompanhados da banda, o repertório incluiu canções do Jota Quest, Beto Guedes, Renato Teixeira e também cantos religiosos, como Doce é sentir e a Oração de São Francisco. No bis, pedido pelo público e por Frei Paulo Pereira, eles cantaram juntos, encerrando a apresentação.

Amanhã, sábado, neste mesmo local, acontece a Romaria da Diocese São Mateus às 8h. No mesmo horário, acontece a Romaria das pessoas com deficiência na Praça Duque de Caxias.

Texto e foto: Érika Augusto | www.franciscanos.org.br

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