#tbt da campanha “Telhado de Fé”

Compartilhe:

Paz e Bem!

Sabemos que ao longo do tempo o Convento da Penha passou por muitas transformações. Algumas intervenções, além de necessárias, ocorreram em ocasiões oportunas. Até o ano de 1750, foram modificações, após, apenas reformas e melhorias. Uma dessas reformas, vamos recordar no #tbt de hoje, a reforma do telhado do corredor lateral do Santuário de Nossa Senhora da Penha.

A Campanha “Telhado de Fé” foi lançada no dia 11 de agosto de 2017, na época, com objetivo de angariar recursos para a reforma do telhado do corredor lateral do Convento da Penha que, devido a ação de intempéries, necessitava de substituição das telhas, troca do madeiramento, isolamento contra chuva, entre outros serviços. As ações foram necessárias para a conservação e manutenção do principal templo religioso, ponto turístico e patrimônio capixaba, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O Convento, edificado sobre uma rocha a 154 metros de altitude, tem um telhado muito particular da arquitetura colonial, com as telhas de cerâmica, de capa e canal, também conhecidas por telhas árabes ou mouriscas, assentadas numa estrutura de madeira paraju, no sistema de caibro armado. Toda essa estrutura original precisou de reparos e da consequente manutenção.

A reforma do telhado do Convento, além de ter mantido todas as características e arquitetura colonial, também colaborou com a proteção de verdadeiros tesouros da fé católica, como por exemplo o Painel de Nossa Senhora das Alegrias, de 1558 (uma das obras de arte mais antigas do Brasil) e a Imagem de Nossa Senhora da Penha, de 1568 (chegada no ES em 1570), obras sacras das mais antigas do país, que, diariamente, podem ser veneradas e apreciadas por todos que ao Convento da Penha acorrem (em tempos sem pandemia), quer pela fé e devoção ou, simplesmente, para apreciar o complexo arquitetônico deslumbrante e panorâmico do seu entorno.

Capixaba quer sair de casa: Convento da Penha
Foto: Internet (antes da reforma)

As muitas goteiras e infiltrações foram as principais razões para a intervenção. A obra teve elevado custo, motivo pelo qual a fraternidade franciscana lançou a campanha para arrecadar doações em prol da reforma. Os fiéis puderam contribuir de diversas maneiras. Uma delas por uma conta bancária, envelopes recolhidos no próprio Convento e também por meio da venda das telhas.

A “venda das telhas” funcionou da seguinte forma: o fiel que desejasse adquirir uma telha, que por muitos e muitos anos serviu de cobertura no Convento, tinha a possibilidade de comprar a partir de R$10. Algumas telhas continham pinturas de artistas capixabas, que voluntariamente imprimiram traços artísticos nas telhas. Além da telha, o contribuinte ainda levou para cara um certificado timbrado dos Freis do Convento afirmando que o objeto de fato fazia parte do conjunto arquitetônico.

Toda a ação foi dirigida também pela Associação dos Amigos do Convento da Penha, a AACP, uma instituição criada em 1996, com a finalidade principal de garantir a manutenção e conservação do Santuário de Nossa Senhora da Penha. Desde a década de 80, ela atua no Convento, quando o mesmo já não se encontrava em boas condições de conservação. Haviam goteiras, pisos danificados, obras de arte deterioradas, sala dos milagres e o museu desativados, muita infestação de cupins, dentre outros danos. E desde então, através dos associados, a instituição promove esse cuidado com a Casa da Mãe.

Assista a reportagem da TV Gazeta da época: https://globoplay.globo.com/v/6076063/

Posts Relacionados

Facebook

Instagram

Últimos Posts

São Boaventura: uma voz ainda atual

Por ocasião do 750º aniversário da morte de São Boaventura , que celebraremos no dia 15 de julho de 2024, foi publicada a Carta dos Ministros Gerais

X