#tbt: As luzes da Celebração do “Perdão de Assis” em 2018

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Paz e Bem!

Neste #tbt maravilhoso, vamos recordar a Celebração do Perdão de Assis 2018, as luzes, a devoção e o clima orante do encontro.

O Convento da Penha e a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, realizaram na noite do dia 03 de agosto, a Caminhada Penitencial do Perdão de Assis. A concentração e os primeiros momentos devocionais, aconteceram em frente à Igreja do Rosário, na Prainha, Vila Velha. Debaixo de uma chuva intermitente, os fiéis encorajados pela unidade, não desanimaram. A cada instante antecedente ao início da Celebração, mais e mais grupos, famílias, jovens e participantes, chegavam e se preparavam para o momento.

Ao iniciar o clima orante, meditativo e de misericórdia, o Frei Paulo Roberto Pereira, OFM, Guardião do Convento, fez a saudação inicial e introduziu a explicação da motivação da Caminhada do Perdão, em seguida, foi acolhida no meio dos caminhantes, a Cruz Processional de madeira, que durante o trajeto os fiéis revezavam-se no carregamento. Foi acolhido também, de forma simbólica, um jovem representando São Francisco. Ele espalhou a “Luz do Cristo”, simbolizado nas velas. A partir daí, o escuro da praça em frente ao Rosário, foi clareado pelas milhares de luzes.

O Frei Djalmo Fuck, OFM, Pároco e Guardião da Paróquia do Rosário, Vila Velha, após saudar os fiéis, conduziu a explicação da história do Perdão da Porciúncula:

A pequena igreja de Santa Maria dos Anjos, carinhosamente chamada de “pequena porção” ou Porciúncula, é o berço do Movimento Franciscano. Foi ali que Francisco recebeu os primeiros companheiros. Ali também que a jovem Clara foi acolhida na fraternidade dos que escolheram amar aos pobres e à pobreza. Foi também em Santa Maria que Francisco apontou o caminho para a Ordem Franciscana Secular. Cada vez que os franciscanos desejam reexperimentar o vigor dos primeiros tempos da missão, eles se recordam da dádiva da Porciúncula; afinal, foi a partir daquela pequena igreja que os irmãos e irmãs saíram pelo mundo a espalhar o evangelho do amor, da alegria e do perdão.

Por pedido de Francisco, o papa concedeu transformar a Porciúncula num local de encontro com a misericórdia e reconciliação. Por isso, no dia dedicado à Nossa Senhora dos Anjos, todos os que se reunirem para rezar e proclamar sua fé, são agraciados com o dom de Deus. Dom que nos ergue do chão, dom que cura nossas feridas, dom que ilumina nossas vidas.

À frente da procissão luminosa, eram erguidos os estandartes de São Francisco de Assis, o Seráfico Pai autor do Perdão de Assis, de Santa Clara de Assis, fundadora da Ordem das Clarissas e o de Nossa Senhora da Penha, Padroeira do Estado do Espírito Santo.

Na chegada ao Campinho do Convento, a equipe de canto do Santuário da Penha e o Frei Paulo César, animaram a recepção dos fiéis, que chegaram debaixo de chuva forte. Uma encenação entre “São Francisco e Utopia”, demonstraram como Francisco teve a conversa com Deus em oração, onde ali, São Francisco pede que todos recebam o perdão, o teatro foi finalizado com uma canção entoada também por todos os Frades presentes.

Em um dos momentos finais, Frei Clarêncio conduziu a explicação proposta da reconciliação:

A reconciliação é uma necessidade da criatura humana desde o pecado de Adão e Eva no paraíso. A história da humanidade é uma história de reconciliação. Toda a pregação dos profetas do Antigo Testamento foi uma chamada à reconciliação da criatura com seu Deus e da criatura com seus irmãos. Lembremos o profeta Isaías: “Se removeres do teu meio a opressão, a falsidade, a maledicência, se deres comida ao faminto, a tua luz brilhará nas trevas, a tua escuridão se transformará em pleno dia, serás como um jardim florido” (Is 58,9-11).

No dia 2 de agosto de 1216, Francisco reuniu na igreja de Nossa Senhora dos Anjos, conhecida como Porciúncula, o povo de Assis e redondezas, os bispos da província da Úmbria com seus padres e, sorridente e feliz, começou a pregação com esta proposta: “Quero mandar vocês todos para o paraíso!”. Como? Para Francisco, entra-se no paraíso pela porta da reconciliação e do perdão. A mesma porta por onde entrou o bom ladrão, que morreu com Jesus no Calvário. Porque a eternidade é o paraíso dos reconciliados e nele só os vestidos com o manto da reconciliação. Amém.

Após este instante, Frei Paulo Roberto, pediu que os fiéis se voltassem para o Convento, onde entre as palmeiras foi colocada uma cruz com o Sagrado Coração de Jesus, que se acendeu. Em seguida, o Frei pediu que os fiéis se abraçassem, saudando-os uns aos outros no objetivo de reconciliação e paz. Finalizando o Encontro, os cestos com pães foram abençoados pelos Freis e logo distribuídos.

A Celebração foi encerrada com a Bênção Franciscana com a imposição das mãos de todos os Freis.

Recorde conosco galeria com os principais momentos da Celebração do Perdão de Assis.

Colaboração de fotos: Assessoria de Comunicação do Convento, PASCOM do Rosário, fiéis, Karina Gomes, Letícia Cardoso.

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