O que é o “Tempo da Criação”?

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Paz e Bem.

Desde o dia 1º de setembro, quando comemoramos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado com a Criação até o dia 4 de outubro, Festa de São Francisco de Assis, Padroeiro da Ecologia, iniciamos o Tempo da Criação. Muitos cristãos se unem neste momento especial para refletir, rezar e realizar ações concretas que permitam à humanidade viver um estilo de vida que cuida solidariamente da Casa Comum.

  • O Tempo da Criação é um período para renovarmos a nossa relação com nosso Criador e com toda a criação através do arrependimento, da ação e alegria juntos. Durante o Tempo da Criação, nos juntamos às nossas irmãs e irmãos da família ecumênica em oração e ação pela nossa casa comum. 
  • Neste ano, em meio às crises que abalam o nosso mundo, somos despertados para a necessidade urgente de curar as nossas relações com a criação e uns com os outros. Este é um tempo de restauração e esperança, um jubileu para a nossa Terra, que exige maneiras radicalmente novas de se viver com a criação.

 

Tempo da Criação é movimento Movimento Católico Global pelo Clima, que se une aos esforços de diversas iniciativas pelo mundo afora (e também de outras religiões) para agir em defesa do planeta. Uma ocasião oportuna para o exercício do cuidado. A iniciativa ecumênica celebrada desde 1989, propõe que os cristãos em todo o mundo busquem a reconciliação com nosso Criador durante esta celebração anual. O Patriarca Ecumênico Dimitrios I, da Igreja Ortodoxa, proclamou, em 1989, o dia 1º de setembro como Dia de Oração pela Criação. Na verdade, o ano da Igreja Ortodoxa começa naquele dia com uma comemoração de como Deus criou o mundo. Outras grandes igrejas cristãs europeias deram as boas vindas a este dia em 2001, e o Papa Francisco o fez pela Igreja Católica Romana em 2015.

Os frades franciscanos aderem com entusiasmo a esta iniciativa ecumênica. Várias Províncias da Ordem, por meio dos escritórios de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC), organizam atividades em conjunto com a Família Franciscana. Este ano nos reunimos com mais força e esperança desde a Revolução Laudato Si’. No Convento da Penha, a fraternidade franciscana está realizando a Campanha “O lixo que vira pão”, em parceria com o o Grupo Fraternidade e Vida. O objetivo é estimular adoção de práticas que colaboram com o sustento de milhares de famílias. Por meio de vídeos diários, os fiéis são levados a separar de forma adequada o lixo, resíduos domésticos, em secos e úmidos. Através dessa separação, o que é para muitos é lixo, para o catador é sustento, é comida, é pão: o lixo que vira pão.


 

JUBILEU DA TERRA
Por todas estas razões, os Presidentes das Igrejas da Europa convidam a celebrar neste ano o Tempo da Criação sob o título de “Jubileu pela Terra”. Pois, o conceito de Jubileu está enraizado na Bíblia e enfatiza que deve haver um equilíbrio justo e sustentável entre as realidades sociais, econômicas e ecológicas. A lição do jubileu bíblico nos mostra a necessidade de reequilibrar os sistemas de vida, afirma a necessidade de igualdade, justiça e sustentabilidade, afirma a necessidade de uma voz profética em defesa da casa do homem.

Por fim, o Documento convida todos os Pastores e cristãos europeus, as paróquias, as comunidades eclesiais e todas as pessoas de boa vontade, a acompanhar atentamente o Tempo da Criação e a vivê-lo com espírito ecumênico, unidos em oração e ação.

Cáritas: rezar e agir para o bem da Casa Comum
“A pandemia da Covid-19 deve representar um chamado a respeitar a casa comum”: é o que escreve a Cáritas Internacional em uma nota, por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação em 1º de setembro. Uma recorrência que “representa uma ocasião importante para celebrar a riqueza da fé cristã que se expressa também na salvaguarda de nossa Casa comum” e para “renovar nosso coração e nossa mente”, “renovando nosso relacionamento com Deus”.

Refletindo sobre os difíceis meses vividos no mundo inteiro devido à pandemia do coronavírus, a Caritas observa como isso nos permitiu tomar consciência de uma humanidade comum e de todas as interconexões presentes entre as dimensões “política, econômica, social, espiritual e cultural”. “Nos demos conta”, continua o órgão caritativo, “como os sistemas sociais injustos criaram um terreno fértil para a propagação das doenças, como nossas vidas são frágeis e como éramos vulneráveis mesmo antes da propagação deste vírus”.


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