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02/08/2019

Mensagem da Província Franciscana para o Dia do Perdão de Assis

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Caros confrades de todas as origens e idades, cuidadores e recebedores de cuidados, atuantes em nossas cinco frentes de Evangelização: Paróquias, Santuários e Centros de Acolhimento, Educação, Comunicação, Solidariedade com os pobres e Missão. Queridos trabalhadores, paroquianos, romeiros, alunos, professores, telespectadores e ouvintes, atendidos e atendidas em nossos trabalhos sociais, Irmãs Clarissas, religiosas franciscanas, irmãos e irmãs da Ordem Franciscana Secular, povo de Deus e todas as pessoas de Paz e Bem!

Quem já teve a graça de conhecer Cidade de Assis, na Itália, percebeu que a Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula, não fica no alto de um monte, mas numa planície, na parte baixa da cidade. No entanto, esta pequena, simples e discreta capela, localizada na parte inferior de Assis, recebeu, ao longo da história, o título de Berço da Ordem dos Frades Menores. Foi ali que teve início a primitiva fraternidade disposta ao sonhar os mesmos sonhos de Francisco. E foi deste pequenino lugar que o Seráfico Pai alcançou o privilégio do “Perdão de Assis”, estendido depois para todas as igrejas franciscanas do mundo, no dia 02 de agosto de cada ano, com possibilidade do recebimento da Indulgência Plenária, a cura total das feridas abertas pelo pecado.

Neste ano, desejo chamar a atenção para a posição geográfica da Porciúncula, percebendo o que pode nos comunicar o fato de um lugar consagrado ao perdão e à misericórdia estar localizado não em destaque numa alta montanha, mas num lugar baixo e discreto. Muito significativo, pois o perdão é o exercício de ir ao chão, tanto para quem perdoa quanto para quem pede o perdão.

Quem pede perdão se dispõe a descer da montanha do próprio orgulho, a vencer os obstáculos da própria prepotência e a encontrar-se no chão de sua mais plena verdade, cheia de beleza, mas portadora de limites. Pedir perdão é abrir-se ao reencontro consigo mesmo num exercício de humilde reconhecimento da falta cometida e na generosa disposição de apostar na possibilidade do recomeço. Não tem nada de demérito ou vergonha, ao contrário! É gesto corajoso e grande de quem consegue aprender com os próprios erros.

Quem perdoa, por sua vez, tem a possibilidade de vencer o ódio e a desconfiança, construindo uma ponte de reconciliação que o torna capaz de transpor o abismo que o separa daquele que ali está, com toda humildade, pedindo-lhe um voto de confiança. É hora de depor as armas do preconceito e do desprezo e de abrir os braços para celebrar um novo recomeço. É no chão da fragilidade humana que duas almas distantes têm a chance de se reencontrar.

Quem se deixa conduzir pela dinâmica do perdão torna-se mais gente, mais humano e adquire maior facilidade de se identificar com o húmus da terra de onde brota a raiz de sua humanidade. Esta foi a percepção de Francisco de Assis a ponto de sentir-se um com o todo criado a ponto de chamar de irmão e irmã o sol, a lua, a terra, a água, o fogo, os animais, as plantas enfim, todo ser que brotou da matriz amorosa da criação. Respeitar todos estes seres e buscar uma convivência harmoniosa com eles é esforço urgente e imediato. Uma questão de sobrevivência. O perdão é atitude que convida o ser humano a uma atitude mais modesta e descomplicada de quem se sente menos dependente de coisas para se sentir feliz e realizado.

Celebrar o Perdão significa, portanto, seguir a trilha de Jesus. No humilhante e terrível Mistério da Cruz, o Senhor abriu caminhos para o cultivo de uma humanidade reconciliada. Francisco, como poucos, entendeu esta mensagem e não quis guardar apenas para si este divino privilégio. Com seu despojamento total, entregando sua vida sem reservas à ação da Graça de Deus, até o hoje o Pobrezinho de Assis nos ensina que, embora seja sempre desafiante, vale a pena seguir pelo caminho da humildade e do perdão. Sinta-se amado e perdoado por Deus. Sinta-se chamado a ser testemunha deste amor e deste perdão.

FREI GUSTAVO MEDELLA
Vigário Provincial

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