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Encontro Estadual: “Homens iluminados para levar o espírito de comunhão e de unidade”

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Paz e Bem!

Cerca de 5 mil homens participaram do VI Encontro Estadual do Terço dos Homens, em Vila Velha-ES, no último sábado (25/05). O evento foi marcado por milhares de expressões de fé à Nossa Senhora da Penha, Mãe e Padroeira do Espírito Santo, por muita alegria, animação, cânticos marianos, orações e a tradicional reza do Terço culminando com a celebração da Santa Eucaristia. Homens com o terço na mão e com fé no coração!

O Encontro teve início às 10h com a acolhida e recepção das caravanas no Parque da Prainha. Aproximadamente 150 ônibus trouxeram os devotos, vindos de diferentes partes do Espírito Santo e até de fora, como de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, que aproveitaram a proximidade com o Estado, para também participarem. Muitos estavam pisando em terras capixabas pela primeira vez. A animação deste momento inicial, ficou por conta do ministério de música da Paróquia São Pedro Apóstolo, do bairro São Pedro, Vitória. A apresentação ficou por conta do Glayson Lozer, membro da coordenação estadual e comunicação. Foram montadas também tendas com venda de água e refrigerante pelo valor de R$1,00, por meio de uma parceria do Terço dos Homens com a empresa Uai, além de tendas com venda de camisas, terços e cadastro de grupos e paróquias.

Após a acolhida inicial, foi a vez do Padre Anderson Gomes, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Praia da Costa, Vila Velha, subir no trio para animar os tercistas presentes. Às 12h30, a Imagem de Nossa Senhora da Penha foi levada no meio da multidão para um pequeno altar preparado, dentro do Terço Gigante que estava no gramado da Prainha. Após mais cantos de Maria, agradecimentos e palavras do Padre Maurício, ex-orientador espiritual do Terço dos Homens da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e do coordenador estadual Jamilson Guerini. Em seguida, todos saíram em procissão, carregando o andor com a Imagem de Nossa Senhora da Penha e o Terço Gigante. O Padre Adenilson Antônio Schimidt, orientador espiritual do Terço dos Homens na Arquidiocese de Vitória, conduziu as orações e cantos até a chegada ao Campinho do Convento.

Ao chegarem, centenas de fiéis já aguardavam os demais tercistas para o início do ponto alto da programação. A animação ficou por conta do Coral de Homens Despertai, regido pelo Maestro Rodrigo Gomes. Eles cantaram acolhendo a Imagem da Virgem da Penha e depois cantaram o refrão do hino do Terço dos Homens.

“Ó Mãe e Rainha do Santo Rosário, Mãe admirável, Mãe do Santuário. O mundo sem fé, na dor se consome, ajude este mundo com o Terço dos Homens…♫♪”

Padre Anderson Teixeira, da Paróquia Sagrada Família de Jardim Camburi, Vitória, ficou responsável pelos comentários, orações e introdução dos mistérios rezados em cada dezena. Cada Ave-Maria foi rezada por um tercista, de dez em dez eles subiam ao palco para puxarem as orações. Cada Pai-Nosso também era rezado por homens participantes dos grupos de Terço de suas comunidades. As duas últimas dezenas foram reservadas para tercistas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Às 14h52, findando a oração do Terço, o comentário anunciava o início da Celebração Eucarística e acolhia Dom Paulo Bosi Dal’Bó, Bispo da Diocese de São Mateus, presidente da Celebração, os padres Adenilson, Anderson Teixeira, o Diácono Permanente Sérgio Rodrigues, os Freis Paulo Roberto, Pedro de Oliveira e Pedro Engel, e demais participantes.

Dom Paulo Dal’Bó acolheu e agradeceu a presença de todos. Ele registrou a presença de familiares vindos do interior do Estado que participam do Terço dos Homens e fez uma rápida recordação por voltar ao Convento, chamado por ele de “lugar abençoado”, tão pouco tempo depois de ter participado da Festa da Penha. Na homilia, o Bispo começou explicando de forma descontraída o Evangelho do 6º Domingo da Páscoa. “Quem ama Jesus levante a mão. Quem ama… O que Jesus diz? ‘Quem me ama guarda a minha Palavra’. Vocês estão guardando a Palavra onde? Na dispensa? No armário? Na geladeira? Na prateleira? Onde estamos guardando a Palavra? No coração! E se estamos guardando a Palavra no coração, ela deve ser o dom mais precioso e mais nobre da missão e neste sentido, ‘quem me ama guarda a minha Palavra’, não é guardar no sentido figurado de esconder, é justamente usar a Palavra de Deus como maior instrumento na missão. Esta é talvez a grande dificuldade. Muitos têm na casa a bíblia, a Palavra do Senhor só como mais um detalhe, um enfeite, nas suas casas e deveria ser de fato um verdeiro instrumento de missão. É um texto de despedida [no Evangelho], logo logo já estaremos celebrando a Festa da Ascensão e também Pentecostes. Justamente quando Jesus vai fazendo um discurso de despedida para o Pai, Ele vai fortalecendo a comunidade dos discípulos. ‘Eu vou para o Pai mas não vou deixar órfãos. Eis que o Espírito Consolador vai ajudar na missão, com capacidade de falar palavras acertadas, mesmo em meio aos conflitos e perseguições. Assim Jesus vai preparando a comunidade dos apóstolos. Quando chega Pentecostes, o grupo se encontra completamente preso num ambiente fechado, portas fechadas, mas Jesus consegue entrar e dizer: ‘a paz esteja convosco’ e mostra as mãos, o lado, dizendo: ‘assim como meu Pai me enviou, eu também vos envio’. Sopra sobre eles e diz ‘recebei o Espírito Santo’. De repente, esta comunidade que aparentemente estava com medo, insegura, sem esperança, sem coragem para a missão, sem coragem de lutar, se reencantam com a ação do Espírito Santo no coração de cada um e partem em missão”, explicou Dom Paulo.

O Bispo ainda continuou animando e encorajando os presentes.

“Se hoje somos evangelizados e um grupo muito maior que doze, porque temos dificuldade na missão? Nós temos quase 50 mil homens que estão no Terço dos Homens. Talvez esses que estão recebendo a ação do Espírito Santo de Deus, homens iluminados para levar o espírito de comunhão e de unidade… Quem sabe que esta grande força masculina, juntamente com a força feminina, sejam o grande sinal de Deus para que o Evangelho de Jesus não morra e continue.”

Por fim, antes da Bênção Final e das considerações finais, Dom Paulo ainda emocionou a todos com uma belíssima história. “Um belo dia, um casal de jovens, após 3, 4 anos de namoro resolveu casar. Dois anos de casados, resolveram ter o primeiro filho e quando esta criança nasce, a mãe percebe que toda a responsabilidade da casa e também da educação da criança, acaba sobrando pra ela. Ela tentou por diversas vezes a consciência do esposo, o menino foi crescendo, cinco aninhos de idade, já aprendeu a escrever o seu nome e também o nome do pai. Todos os dias, ele tirava um tempinho para dizer: ‘pai eu preciso falar contigo!’ e o pai dizia: ‘filho eu não tenho tempo. Trabalho o dia todo, chego em casa preciso descansar, me atualizar no jornal e assim ia, sempre que o filho queria falar com o pai, tirava um papelzinho do bolso que ali tinha escrito alguma coisa, e o pai sempre não podia. A cada dia que passava o filho tentava, mas o pai não se abria ao diálogo. Um dia, instalaram uma piscina, o pai conectado no celular o tempo todo. Quando ele estava abrindo e lendo o jornal, viu que tinha um Mapa Mundi e pensou: ‘hoje vou tirar um tempinho para brincar com meu filho!’, quando o filho disse que precisava falar com o pai, ele respondeu que poderia, mas com uma condição. Vou rasgar esse Mapa Mundi todo em pedacinhos, você vai sentar aí do lado e vai montar este mapa, quando você terminar de montar esse quebra-cabeça você volta que o papai vai tirar tempo pra você hoje. Na cabeça do pai era impossível uma criança de cinco anos montar o Mapa Mundi. Cinco minutos depois, o filho estava de volta e o pai lá deitado lendo seu jornal. Para a surpresa do pai, o menino já havia terminado de montar, sem entender, ele diz ao pai: ‘Já terminei. O sr não percebeu mas no verso do jornal (mapa) estava uma família e eu peguei pela família. Juntei um pedacinho da mãe, do pai, da criança e menos de cinco minutos eu juntei o mundo.”

Com essa reflexão, Dom Paulo concluiu dizendo que “se queremos juntar a família maior que é o mundo, comecemos pelo lado mais fácil, a família em casa… O Terço dos Homens veio com grande força, deste olhar para dentro de cada homem, mas olhar também para dentro do lar, dentro da casa. Quais são as lacunas abertas ainda na minha família?! Na relação com a esposa, na relação com os filhos… Não é porque é bonito a gente rezar o terço, o Terço dos Homens tem que trazer para cada um de nós este reflexo de Deus e de Maria que tanto prezaram pelos valores morais, éticos e cristãos da família. Falamos tanto de conversão do mundo, conversão da Igreja, conversão pastoral. Não se converte o mundo se eu não me converter. Não se converte a família maior que é o mundo, se eu não começar primeiramente pela minha família…” e encerrou cantando “misericórdia de Deus na família”.

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