Paz e Bem!
Até 1895, a Igreja no Estado do Espírito Santo estava hierarquicamente vinculada à Diocese de Niterói do Estado do Rio de Janeiro. A criação da primeira Diocese aconteceu em 15 de novembro de 1895 através da Bula “Santíssimo Domino Nostro”, promulgada pelo Papa Leão XIII, com o nome de Diocese do Espírito Santo, abrangendo a extensão do próprio Estado. O primeiro bispo, Dom João Baptista Corrêa Nery, foi responsável pelo governo da Diocese até 1901.
Em 1958 a então Diocese do Espírito Santo recebeu o título de Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo (Bula “Cum Territorium” do Papa Pio XII) e em seguida originou a criação das Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus e anos depois a de Colatina.

A história que vamos conhecer hoje no quadro semanal “Aconteceu na Penha”, é do decreto do então bispo do Rio de Janeiro, Dom Pedro Maria Lacerda. Ele foi confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por bula de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo.
Em 1879, Dom Pedro Maria Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, decreta a celebração de festas de Nossa Senhora da Penha fora do Santuário. Tal medida aconteceu para acolher mais devotos haja vista que a popularidade da Festa em honra à Nossa Senhora das Alegrias da Penha já estava atingindo um patamar elevado. O que até então era uma festa apenas dos franciscanos locais, se transformava em uma grande festividade.
É bastante difícil imaginar que no século passado os eventos da Festa da Penha aconteciam na Capela, lá em cima no alto, no interior do Santuário. Os registros das primeiras romarias informam que a Capela, embora pequena, sempre foi muito aconchegante, acolhedora, por isso que atualmente nem a Missa das 9h (em tempos sem pandemia) pode ser realizada na Capela, por conta do número grande de pessoas que costumam participar.
A decisão do então bispo Dom Pedro Maria caiu como uma ótima notícia, isso porque os franciscanos que aqui residiam não sabiam mais como acolher tantas pessoas. De acordo com a história, esse período foi como um divisor de águas porque além de bastante conhecida, a Festa da Penha já estava se tornando também uma oportunidade bonita, expressiva para manifestar a fé e a devoção à Nossa Senhora da Penha.

Em registros históricos, como contam alguns historiadores, foi a partir da decisão de Dom Pedro Maria que o Santuário franciscano de Nossa Senhora dos Prazeres ou de Nossa Senhora das Alegrias da Penha, passou a acolher em número quase incontável romeiros e peregrinos advindos de localidades vizinhas, como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Macaé (do Estado do Rio de Janeiro), de estados como São Paulo, Minas Gerais (em expressivo número) e da Bahia.

Fonte: O Livro do Convento da Penha e site morrodomoreno.com.br