Terço gigante está pronto para o início da Festa

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Moacir Beggo

Vila Velha (ES) – O Convento da Penha pode ser visto de vários ângulos no alto da montanha. De cada lado, oferece um belo cartão postal. Mas o lado o mais fotografado de todos é a visão do Campinho com as duas palmeiras decorando o cenário. Neste sábado de Aleluia (07/4), o cartão postal ganhou mais beleza e um toque de fé com a instalação do terço gigante, uma tradição que se repete durante a Festa da Penha há 15 anos.

Entre as duas palmeiras que completam o cartão postal do Convento, os devotos da Virgem Maria já podem admirar a obra do médico Osmar Sales, que, com a ajuda do Corpo de Bombeiros da cidade, foi colocada entre as palmeiras. Desta vez, a decoração das contas do Rosário foram feitas com bolas ou coroas de cipó, trazidas da Bahia por sugestão de Célia, sua esposa. Pesando cerca de 50 quilos, com as bolas espalhadas em 20 metros, o rosário tem um total de 60 lâmpadas que ficarão iluminadas à noite.

O terço foi confeccionado na cor branca para realçar o tema do Oitavário: “Maria, a Mãe de Jesus, o Cristo da Paz”. Mas o tema do Rosário, escolhido por Osmar, é “Maria, Mãe do Redentor”, por isso a cruz do terço é formado com a imagem do Cristo Redentor do Rio de Janeiro. A medalha do centro traz a imagem da Virgem da Penha.

“Resolvi empregar o cipó este ano para remeter à imagem de Maria, pois o cipó lembram a simplicidade e a resistência da Mãe de Jesus diante das dificuldades enfrentadas na sua vida”, explicou o médico, que procura sempre utilizar materiais recicláveis e, neste ano, também usa latinhas de alumínio e canos de PVC.

Além de Célia, seus filhos Artur e Stefany acompanharam a montagem. “Eles não perdem este momento, pois desde crianças participam”, disse Célia.

Antes do meio-dia, os sargentos Valmir e Alcemir escalaram as palmeiras para colocar o terço. O sargento da reserva Alcemir participa pela 14ª vez: “Mesmo depois de ter aposentado, ele continuou fazendo este trabalho. Ele é muito experiente”, conta Osmar.

Entre as palmeiras de Antônio Zampiere

Entre as pessoas da equipe de Osmar, cerca de 20, estava Conceição Zampiere, que não perde uma Festa da Penha e ajudou a erguer o terço até ganhar a altura necessária para ficar pendurado entre as palmeiras.

Conceição admirava com orgulho as palmeiras, enquanto os bombeiros as escalavam. “Foi meu pai que plantou há mais de 60 anos”, contava. “Meu pai plantou três palmeiras em forma de cruz, mas essas duas cresceram na mesma proporção”, disse Conceição, que é filha de Antônio e Catharina Zampiere, o casal que se casou no dia 6 de maio de 1943 e, anos depois, em julho de 1947, mudou-se para o Convento da Penha. Durante 40 anos, Antônio criou a família – oito filhos – em meio a muito trabalho e histórias de fé.

Como não lembrava a data que seu pai, já falecido, plantou as palmeiras, Conceição ligou para sua mãe e ela recordou que logo que veio morar plantou as palmeiras, ou seja, no ano de 1947. Para ela, como as palmeiras vivem cem anos, “já está na hora de começar a plantar outras duas no lugar”.

Banda de Congo

O Convento da Penha, em Vila Velha, recebeu, também neste Sábado de Aleluia, a banda de Congo Mestre Honório, da Barra do Jucu, como parte das homenagens à Nossa Senhora da Penha. O grupo subiu o morro cantando, mas quando chegou no portão da ladeira, parou os instrumentos para visitar em silêncio a imagem da Padroeira.

Todo ano a banda de congo Mestre Honório sobe as ladeiras do Convento, marcando também o período de jejum da Quaresma, já que durante 40 dias a banda ficar sem tocar e sem cantar como forma de penitência.

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