“Terço Gigante” celebra 25 anos entre as palmeiras do Convento da Penha

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Paz e Bem.

A instalação do Terço gigante entre as palmeiras imperiais no Campinho do Convento da Penha, em Vila Velha, celebra em 2023, o jubileu de 25 anos de história que inaugura a Festa da Penha. Neste sábado da Vigília Pascal (8), a emoção foi maior para o médico Osmar Sales e sua equipe de voluntários ao erguer este símbolo para a 453ª edição da Festa de Nossa Senhora da Penha que começa neste domingo (9 de abril) e segue até o dia 17 de abril.

o primeiro terço, que foi feito para a Romaria das Mulheres, não deu certo e acabou sendo colocado entre as palmeiras. “A ideia nasceu por acaso. Em 1997, no Rio de Janeiro, durante o 2º Encontro de Famílias com o Papa João Paulo II, vi um terço com bolas de gás. A partir disso, comecei, no ano seguinte (1998), a preparar o símbolo da Festa da Penha no Espírito Santo. O objeto de devoção (em proporção gigante) é um dos mais tradicionais e esperados símbolos da festa em honra à Padroeira dos Capixabas.

Anualmente o médico busca expressar uma catequese, um ensinamento, um exemplo de Maria. Neste ano, de acordo com ele, ele quis que as pessoas compreendessem a base da fé católica que é a Ressurreição de Jesus com a Eucaristia; e no centro está a figura de Maria segurando seu filho nos braços. “O manto de Maria nos envolve, nos estimula e nos coloca sempre a disposição do Filho que ela aponta. Nós precisamos assumir o Filho e pela graça dela, vamos caminhando na sua escola. Todo esse evento que ocorre, não só aqui na Festa da Penha, mas como Aparecida, Lourdes, Fátima, é Maria que nos aponta, nos indica a presença do Filho e nos estimula a chegar, o manto nos leva, nos protege. A história da Penha tem esse mesmo sentido. Maria nos estimula, nos orienta e a Eucaristia nos sustenta nessa caminhada de fé, de devoção, de louvor ao Filho, através dela. Por isso que coloco o símbolo da Eucaristia na Cruz, para lembrar que pela Cruz houve a morte de Jesus, mas por ela também passou Aquele que iria ressuscitar e Ele continua Ressuscitado, hoje vivo, presente e verdadeiro na Eucaristia que é celebrada, por isso o símbolo da vitória, da Ressurreição e da permanente vida abundante através da Eucaristia”, explicou Osmar.

Os materiais utilizados pela equipe que confeccionou o terço vão desde bolas de isopor à lâmpadas de led. “Utilizamos bola de isopor, é a sexta vez que colocamos; revestimos elas de acetato prata para lembrar os 25 anos do terço e o brilho do terço, porque fiquei preocupado com o brilho? Porque quem ora, quem está sob a graça, está sempre em contato com o mundo espiritual, tem um brilho próprio, emite luz, devemos nos lembrar: ‘Vós sois a luz do mundo (cf. Mateus 5, 14)’, então, através da oração, nessa conexão espiritual você se transforma numa luz, você modifica o ambiente onde você está, pela luz que você emana, pelo seu comportamento, por defender a fé… Usei esse material prateado, para lembrar os 25 anos, brilhoso para lembrar essa dimensão espiritual da oração e dez a onde mil peças de acetato, milimetricamente cortadas e fixadas com cola e alfinete”, disse o voluntário.

A medalha que está no centro do terço foi produzida pela artista plástica Vivian Chiabay. “Há um mês eles entraram em contato comigo e logo a gente precisou começar, fiz uma maquete, uma peça numa escala um pouco menor – com 60 centímetros -, começamos a discutir a estrutura, material, cores, porque ela precisava ter cores afinal de contas a gente precisava trazer as cores reais de Nossa Senhora da Penha e então primeiro fizemos essa maquete, entendemos o que precisava ser ajustado e na sequência, produzi no corte a laser, todas as peças de madeira, depois levamos para a marcenaria da Iris Brunelli onde ela pintou e fez a estrutura mesmo. A peça tem várias camadas e dá esse efeito de luz e sombra. Uma vez que foi pintado e estruturado, eu e Iris pintamos manualmente cada linha daquela para que pudéssemos ver de longe. A peça tem quase dois metros”, contou Vivian.


Algumas imagens da montagem do terço.

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