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11/06/2025

“Santo Antônio dizia que a humildade é a mãe e raiz de todas as virtudes”, recorda Frei Paulo

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Paz e Bem.

A tradicional Missa da Saúde desta quarta-feira (11) teve como motivação principal, além das preces pela saúde dos enfermos e convalescentes, o segundo dia do Tríduo em preparação para a Festa de Santo Antônio de Pádua, que será celebrado na próxima sexta, 13 de junho. Apesar do tempo instável e do frio que atinge a região metropolitana de Vitória, os fiéis compareceram em grande número.

A Eucaristia foi presidida pelo Frei Paulo César Ferreira, Vigário do Convento, com presença do Frei Pedro Engel. No presbitério, foi preparado um pequeno altar para a Imagem do Doutor da Igreja e Glória da Ordem dos Menores, duas invocações de Santo Antônio. Ali, muitos devotos da Virgem da Penha aproveitaram para elevar orações a Deus, por intermédio do santo.

Na homilia, Frei Paulo iniciou citando o exemplo e testemunho de São Barnabé, apóstolo, cuja memória litúrgica é celebrada neste dia. “Nos Atos dos Apóstolos, Barnabé é descrito como ‘um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé’ (At 4,36s). Foi ele que apresentou o recém-convertido Paulo à comunidade de Jerusalém e com ele partiu para a primeira viagem missionária na Ásia. Aprendemos com eles o desapego dos bens materiais e o zelo apostólico. A Igreja se expande graças à ação dos apóstolos e dos que são dóceis ao Espírito Santo, compromisso nosso também! Somos dóceis à ação do Espírito ou criamos resistência?”, disse o frade.

Relacionando o papel do cristão, que é o serviço, com a importância dos santos, especialmente Santo Antônio, Frei Paulo ressaltou que “a vida cristã é mostrar serviço, é servir, portanto, Santo Antônio tem muito a nos ensinar, a sermos bons cristãos, a fazermos o bem sem olhar a quem. Santo Antônio fiel discípulo do Mestre Jesus era habilidoso em reconciliar pessoas e famílias. O que podemos aprender com ele? Onde estivermos, cultivemos uma boa amizade, até porque Jesus com seu martírio, sua entrega, derrubou de uma vez por todas o muro da separação, da inimizade. Para alcançarmos graças é preciso estar de bem com todos e com a gente mesmo. Ele dizia que o amor de Deus alimenta a alma para crescer de virtude em virtude, e suaviza os espinhos de todas as tribulações. Nas suas pregações, ensinava e exortava o povo. Fomos criados com amor e para amar. Unidos no amor de Cristo, nunca nos afastaremos Dele”, destacou.

Ainda falando dos ensinamentos de Santo Antônio, o Vigário da Penha disse que o santo foi incansável ‘Pregador do Evangelho’. “Quem não ouve a palavra de Deus e não conhece a sua lei que é a caridade, o amor, queima inutilmente o incenso da oração. Quem dá ouvidos a Palavra de Deus se abre à caridade, se abre ao amor. Que os pobres, então, sejam evangelizados, os povos sejam salvos pelo Evangelho. Quase não dando descanso ao corpo, Santo Antônio percorria cidades, aldeias e castelos defrontando os incrédulos, exortando os fiéis, estimulando os tíbios com sua palavra extremamente fluente e apaixonada, e dispensava todos os ensinamentos e conselhos mas apropriados”.

“No nosso apostolado, – continua Frei Paulo -, é necessário também o cultivo da humildade. Santo Antônio dizia que a humildade é a mãe e raiz de todas as virtudes. Quem reúne virtudes sem humildades, se assemelha a quem transporta pó ao vento. Só o humilde é capaz de seguir os passos de Jesus. O orgulho, também chamado soberba, é a raiz de todos os pecados, de todos os males. Para Santo Antônio, a humildade é o melhor remédio para combater os pecados capitais… Sem humildade não tem como receber os dons do Espírito Santo. Em nosso apostolado, vamos precisar de paciência. Diz Santo Antônio: ‘se resolves ir à feira das tribulações, onde se vendem as verdadeiras riquezas, vê antes se tens na bolsa do teu coração o preço da paciência e da alegria com que possas comprar. Se não tiveres a paciência e a alegria, eu te aconselho a não ires, porque voltarás sem nada’. Paciência pode ter vários sentidos…”, afirmou Frei Paulo.

Ao final da reflexão, o frade disse: “Com Santo Antônio, buscamos nos apóstolos o elã pastoral, missionário a procura das ovelhas perdidas, resgatando vidas, recuperando esperança aos corações. A gente diz que Santo Antônio é o santo das coisas perdidas, nos ajuda a encontrá-las. Que esse ‘perdido’ não seja qualquer coisa, banalidades, mas aquele irmão, irmã, as mesmas virtudes e qualidades do bom cristão”, finalizou.

Após a homilia, Frei Paulo entoou a Ladainha de Santo Antônio, suplicando a intercessão do santo para as preces e orações dos fiéis presentes no Campinho e os que acompanhavam pela internet.



 

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