Paz e Bem.
Toda Terça Tem Terço em Família. Certamente os devotos que acompanham a missão franciscana do Convento da Penha já rezaram, ao menos uma dezena de vezes, o Terço, afinal, a família da Casa da Mãe da Penha partilha com todos, o nobre privilégio de contemplar os momentos em que o coração da Virgem Maria se encheu da mais perfeita alegria. O Rosário Franciscano expressa as sete alegrias de Nossa Senhora.
Na história, essa devoção começou em 1442, no tempo de São Bernardino de Siena, quando se difundiu a notícia de uma aparição da Virgem a um noviço franciscano. Este, desde pequeno, tinha o costume de oferecer à Bem-Aventurada Virgem, uma coroa de rosas. Quando ingressou entre os Irmãos Menores, sua maior dor foi a de não poder seguir oferecendo à Santíssima Virgem esta oferenda de flores. A Virgem apareceu para consolá-lo e lhe indicou outra oferenda diária que lhe seria mais agradável. Sugeriu-lhe recitar a cada dia sete dezenas de Ave Marias intercaladas com a meditação de sete mistérios gozosos que ela viveu em sua existência. Desta maneira teve origem a Coroa Franciscana, Rosário das Sete Alegrias.
Na noite da última terça-feira (28), os Freis Jorge Lázaro, Paulo César Ferreira, Claudino Dal’Mago e o Guardião, Frei Gabriel Dellandrea, realizaram mais um encontro pelas redes sociais, desta vez, rezando nas intenções do Papa Francisco e em comunhão com a Santa Igreja pelo Jubileu 2025 – Peregrinos de Esperança. “É a esperança que o Papa invoca como dom no Jubileu, para um mundo marcado pelo conflito de armas, morte, destruição, ódio contra o próximo, fome, etc. A esperança é o bálsamo que o Papa Francisco quer derramar sobre as feridas de uma humanidade oprimida pela ‘brutalidade da violência’ ou que se encontra nas garras de um crescimento exponencial da pobreza”, disse Frei Jorge ao abrir a transmissão.
Nos intervalos dos mistérios, foram apresentadas as intenções que os fiéis foram deixando nos comentários. Devotos de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, também partiparam.
A primeira Alegria de Maria, a Anunciação do Anjo, teve o tema “sinais dos tempos” como foco de oração. “O Papa Francisco espera que ‘o primeiro sinal de esperança’ do Jubileu ‘se traduza em paz para o mundo, mais uma vez imerso na tragédia da guerra’. Esquecida dos dramas do passado, a humanidade encontra-se de novo submetida a uma difícil prova que vê muitas populações oprimidas pela brutalidade da violência. Faltará ainda a esses povos algo que não tenham já sofrido? Como é possível que o seu desesperado grito de ajuda não impulsione os responsáveis das Nações a querer pôr fim aos demasiados conflitos regionais, cientes das consequências que daí podem derivar a nível mundial? Será excessivo sonhar que as armas se calem e deixem de difundir destruição e morte?’, questionou.
A segunda alegria, a Visita de Maria a sua prima Isabel. “Para os presidiários, respeito e condições dignas”. Na sequência, Francisco pede ‘sinais tangíveis de esperança’ para os presos. Propõe aos governos “formas de amnistia ou de perdão da pena”, bem como “percursos de reinserção na comunidade”. Acima de tudo, o Papa pede “condições dignas para quem está recluso, respeito pelos direitos humanos e sobretudo a abolição da pena de morte”. Para oferecer aos prisioneiros um sinal concreto de proximidade, o próprio Pontífice visita a prisão em determinadas ocasiões para ser uma presença de esperança junto a eles.
A terceira alegria de Maria é o Natal, ou seja, o Nascimento de Jesus, motivo do Jubileu 2025. “Esperança para os doentes e incentivo para os jovens”, foi o foco da oração. “Sinais de esperança também devem ser oferecidos aos doentes, que se encontram em casa ou no hospital: ‘O cuidado para com eles é um hino à dignidade humana’. A esperança também é necessária para os jovens que, com tanta frequência, ‘veem desmoronar-se os seus sonhos’. A ilusão das drogas, o risco da transgressão e a busca do efêmero criam nos jovens, mais do que nos outros, confusão e escondem-lhes a beleza e o sentido da vida, fazendo-os escorregar para abismos escuros e impelindo-os a gestos autodestrutivos”, refletiu.
A Adoração dos Reis Magos foi a quarta alegria de Maria e o tema da oração, “o número de pobres no mundo é escandaloso”. O Papa Francisco não se esquece, na Bula, dos muitos idosos que “experimentam a solidão e o sentimento de abandono”. Também não se esquece dos ‘bilhões’ de pobres que ‘falta o necessário para viver’ e ‘sofrem a exclusão e a indiferença de muitos’. ‘É escandaloso’, de acordo com o Papa Francisco, que os pobres constituam a maioria da população de um mundo ‘dotado de enormes recursos destinados em grande parte para armas’.
A quinta alegria é ‘o Encontro do Menino Jesus no Templo’ e o foco da oração foi o testemunho dos mártires. Na Bula do Jubileu, o Papa convida a olhar para o testemunho dos mártires, pertencentes às diversas tradições cristãs, e expressa o desejo de que durante o Ano Santo esteja presente o aspecto ecumênico. “Estes mártires, pertencentes às diferentes tradições cristãs, são também sementes de unidade, porque exprimem o ecumenismo do sangue. Durante o Jubileu o Papa deseja ardentemente que não falte uma celebração ecumênica para evidenciar a riqueza do testemunho destes Mártires.”
Na sexta alegria, Maria vê a Jesus Ressuscitado. “A importância da Confissão”, o Papa Francisco também se refere ao sacramento da Penitência e anuncia a continuação do serviço dos Missionários da Misericórdia, estabelecido durante o Jubileu extraordinário. Aos bispos, pede que os enviem a lugares onde “a esperança está posta a dura prova, como nas prisões, nos hospitais e nos lugares onde a dignidade da pessoa é espezinhada, nas situações mais desfavorecidas e nos contextos de maior degradação, para que ninguém fique privado da possibilidade de receber o perdão e a consolação de Deus”.
A sétima alegria, celebra o “a Assunção de Maria e sua Coroação no Céu”. “Oração nos santuários marianos”, foi o foco da oração. O Papa Francisco também convida a rezar nos santuários marianos, também aqui no Convento da Penha, Santuário do Perdão e da graça, para invocar a proteção de Maria, de modo a “experimentar a proximidade da mais afetuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos”. Façamos tudo o que Ele nos disser e assim viveremos como “Peregrinos de esperança” na entrega total da nossa vida a Deus e aos irmãs e irmãs, como fez Jesus, como fez a nossa Mae Maria.
Fonte: com informações do portal CNBB.



















