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06/04/2026

Penha Peregrina leva consolo e inspira o dia da alegria no Oitavário da Festa da Penha

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O segundo dia do Oitavário da Festa da Penha 2026 foi marcado, nesta segunda-feira, 6 de abril, por uma programação que uniu solidariedade, espiritualidade franciscana e celebração da fé. Pela manhã, a imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha esteve no Santuário Bom Pastor, em Cariacica, onde foi acolhida em um encontro dedicado às pessoas em situação de rua. À tarde, no Convento da Penha, os fiéis participaram da oração da Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora, do momento devocional com reflexão conduzida por Frei Augusto Luiz Gabriel e da Santa Missa presidida pelo padre César Augusto Fleger Delamelina, com a participação da Área Pastoral Serrana.

Na visita à comunidade de Cariacica, a Penha Peregrina levou a presença materna de Maria para junto daqueles que vivem a realidade da rua, reafirmando a dimensão concreta da caridade cristã. Com o tema “Com a Virgem da Penha, junto aos irmãos que vivem em situação de rua”, a programação reuniu oração, acolhimento e partilha, em um gesto que expressa a missão da Igreja de ir ao encontro dos mais vulneráveis. O momento também contou com a presença do bispo auxiliar de Vitória, dom Andherson Franklin, que conduziu uma reflexão marcada pela confiança filial na intercessão da Mãe de Deus. Em sua fala, convidou os participantes a entregarem a Deus suas vidas e as dores do povo, lembrando que Maria “acompanha e olha para nós” e que sua presença materna anima os filhos e filhas que sofrem.

Ainda pela manhã, a comunidade participou de uma celebração mariana e de um lanche partilhado com os irmãos e irmãs atendidos na ação. A iniciativa reforçou o compromisso da Festa da Penha com a fraternidade e com o cuidado concreto, especialmente em sintonia com o tema da edição deste ano, “Fazei de nós instrumentos da paz”. A presença da imagem peregrina no Santuário Bom Pastor também abriu os eventos da Penha Peregrina que se realizarão ao longo de toda a semana, levando a devoção mariana a diferentes realidades sociais e pastorais.

MOMENTO DEVOCIONAL

No período da tarde, já no Convento da Penha, a programação começou com a acolhida dos fiéis e a oração da Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora, conduzida pelos freis Felipe Zarus, Justino Kaputo e Francisco Barbosa, frades do pós-noviciado residentes no Convento São Francisco, em São Paulo. A oração reforçou o caráter franciscano da festa e ajudou a preparar o coração dos devotos para o momento central da tarde. Entre cantos e preces, a assembleia foi conduzida a contemplar as alegrias de Maria, com especial atenção à alegria pascal, que brota da Ressurreição do Senhor.

Logo em seguida, teve início o momento devocional, conduzido por frei Augusto Luiz Gabriel, que propôs aos presentes a reflexão do segundo dia do Oitavário: “Onde houver tristeza, que eu leve alegria”. Em sua fala, o frade destacou que a frase, inspirada na oração de São Francisco de Assis, vai além de uma expressão poética e se apresenta como um verdadeiro compromisso de vida cristã. “Essa não é apenas uma frase bonita. É um chamado para a nossa vida”, afirmou, situando os fiéis no contexto da celebração pascal e da devoção mariana própria da festa.

Frei Augusto ressaltou que a vivência do Oitavário acontece dentro de uma “dupla alegria”: a alegria da Ressurreição de Cristo, celebrada na Oitava da Páscoa, e a alegria de Maria, venerada como a Virgem das Alegrias. “Cristo vive, e Maria nos conduz até Ele”, sintetizou.

Ao refletir sobre a realidade humana, marcada por desafios, cansaços e sofrimentos, o pregador evidenciou o sentido da Páscoa como resposta de Deus à dor humana. Segundo ele, a Ressurreição revela que “a tristeza não tem a palavra final, a vida não termina na cruz e a dor não vence o amor”, reforçando o caráter transformador da fé cristã.

A figura de Maria foi apresentada como modelo dessa esperança. Frei Augusto recordou que a Mãe de Jesus permaneceu firme mesmo diante do sofrimento, acompanhando o Filho até a cruz e participando, depois, da alegria da vitória. “Maria é presença materna, é ternura de Deus no meio do seu povo. Ela nos acolhe, nos consola e nos aponta sempre para Jesus”, destacou.

A reflexão ganhou ainda mais profundidade quando frei Augusto meditou sobre o Evangelho da videira e dos ramos. “Eu sou a videira e vós os ramos”, recordou o frade, chamando os fiéis a permanecerem ligados a Cristo para produzirem frutos de paz, bondade e esperança. Segundo ele, a Festa da Penha ajuda a compreender que a verdadeira vida cristã só floresce quando permanece unida ao Senhor. “Que tipo de fruto eu estou dando na minha vida? Será que de fato os frutos que eu gero são frutos de paz, de esperança, de alegria?”, provocou, levando a assembleia a um exame de consciência marcado pela espiritualidade pascal. “Só damos frutos verdadeiros se permanecermos ligados a Cristo”, frisou.

Ao concluir, Frei Augusto enfatizou que o maior fruto da união com Cristo é a alegria da Ressurreição, não uma alegria passageira, mas profunda e duradoura. Citando o próprio Evangelho, recordou: “Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.

Diante da imagem de Nossa Senhora da Penha, o pregador convidou os fiéis a assumirem, concretamente, a missão de levar alegria onde houver tristeza, por meio de palavras que consolem, gestos que acolham e uma vida marcada pela fraternidade. “Que a nossa vida seja um ramo unido a Cristo, produzindo frutos de paz, de bondade e de esperança”, concluiu.

O momento devocional também contou com a oração de Nossa Senhora da Penha, seguida da bênção da água e da aspersão sobre os fiéis. Em um gesto de intensa participação popular, muitos devotos se uniram pela corrente de oração proposta pelos frades, enquanto a bênção era estendida sobre todos os que estavam no Campinho e também sobre os alimentos que serão doados para instituições sociais, marcando o gesto concreto do dia. A água benta, sinal de vida nova e de purificação, reforçou a linguagem concreta da fé vivida no Convento.

Entre os momentos mais marcantes da tarde esteve também a participação de frei Pedro de Oliveira, entrevistado durante a transmissão ao vivo pela TV Celinauta e pela TV Franciscanos. Ao falar sobre a bênção dos fiéis com água benta, o frade explicou a força do gesto dentro da tradição franciscana. “Aqui tem que ser com a brocha porque o aspersório não funciona. E um dos momentos fortes da festa do Oitavário é a bênção, a aspersão com a água abençoada, nos recordando que todos nós somos filhos da bênção”, afirmou. Ele também lembrou, com emoção, o tempo em que viveu no Convento da Penha e a experiência durante a pandemia, quando celebrou no Campinho praticamente sem público presente. “A mãe está vendo neste momento seus filhos que choram pela perda de alguém”, recordou, ressaltando a ternura de Nossa Senhora que acompanha o sofrimento do seu povo.

A Santa Missa do segundo dia do Oitavário foi presidida pelo padre Antônio da Rocha Monteiro e contou com a participação especial de devotos vindos de diversas partes do Espírito Santo, especialmente da área pastoral Serrana da Arquidiocese de Vitória.

Padre César Augusto Fleger Delamelina conduziu a homilia. Destacou que a fé cristã se sustenta no anúncio pascal da Ressurreição e no testemunho dos discípulos. “Deus ressuscitou esse mesmo Jesus e disto nós todos somos testemunhas”, disse, recordando que a liturgia deste dia faz eco ao coração da fé da Igreja. Ao comentar o Evangelho, padre César apresentou a Ressurreição como um chamado à coragem e ao testemunho, em contraste com a postura dos que permanecem apenas como espectadores.

O presbítero também relacionou a mensagem do Evangelho ao tema do dia. “No texto que ouvimos, há dois imperativos, duas ordens do Senhor ao aparecer às mulheres: alegrai-vos e não tenhais medo. Ora, o tema deste segundo dia do nosso Oitavário é aquela parte da oração de São Francisco que nos diz: onde houver tristeza, que eu leve alegria”, afirmou. Para ele, o chamado do Cristo Ressuscitado é claro: anunciar a verdade da Páscoa sem medo e com alegria, como fizeram as santas mulheres ao saírem do sepulcro para comunicar a boa notícia.

A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas. A festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba, por meio da Secretaria da Cultura e do Governo do Estado do Espírito Santo, com patrocínio da ES Gás. A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura de Vila Velha. O evento conta com patrocínio de ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale, copatrocínio da Unimed Vitória, apoio da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações, além de apoio cultural do Grupo Energisa.

Ao final da celebração, ficou evidente que o segundo dia da Festa da Penha 2026 foi vivido como um verdadeiro percurso espiritual, que começou com a presença da Mãe das Alegrias junto aos irmãos em situação de rua, passou pela oração franciscana, aprofundou-se no momento devocional e culminou na Eucaristia. Entre a rua, o Convento e o altar, a festa voltou a proclamar que a alegria pascal não é abstrata, mas concreta, missionária e fraterna.

Nesta terça-feira, 7 de abril, a programação do Oitavário continua com novo tema e novas peregrinações, mantendo vivo o caminho de oração, fraternidade e esperança que marca a Festa da Penha 2026.


Equipe de Comunicação da Festa da Penha: Frei Augusto Luiz Gabriel, Frei Roger Strapazzon e Marcos Souza (Grupo Celinauta)

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