Pe. Roberto: “Nossa geração precisa aprender a cuidar da vida e não cultivar a morte”

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Moacir Beggo (*)

 São Paulo (SP) – Neste quinto dia do Oitavário da 450ª Festa da Penha (16/4), a Área Pastoral Serra/Fundão da Arquidiocese de Vitória se fez presente no Convento da Penha com o Pe. Hugo Pereira de Souza, scj, pároco da Paróquia Santo André, e o Pe. Roberto Francisco Sebastião Natal, pároco da Paróquia dos Sagrados Coração de Jesus e Maria. Pe. Hugo, que presidiu a celebração, e Pe. Roberto, que fez a homilia, tiveram como concelebrantes os frades da Fraternidade do Convento.

Esta edição da Festa, que este ano acontece virtualmente por causa da pandemia do novo coronavírus, está sendo transmitida pelas redes sociais do Convento e pelo site G1/E. Neste dia também se refletiu sobre a quinta alegria de Nossa Senhora: a visita dos Magos do Oriente. Maria se alegra quando os Magos prestam adoração ao Menino Jesus. Neste ano, a festa tem como tema “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Pe. Roberto fez a homilia

Tendo o Evangelho como referência, Pe. Roberto explicou que Jesus aparece onde os discípulos se encontravam e se coloca no meio deles. “O gesto de se colocar no meio deles afirma que ele deve ser o centro da fé dos discípulos”, disse. Segundo ele, a tristeza vivida pelo sofrimento da cruz com a morte de Jesus, não os deixava em paz. “E Jesus se põe no meio deles e deseja a paz.  Aquele que não tem paz no coração, tem dificuldade de encontrar o Cristo Ressuscitado e anunciá-Lo para qualquer geração”, enfatizou o pregador.

Segundo o sacerdote, Jesus Cristo continua se apresentando na comunidade dos discípulos ainda que eles não tenham compreendido o sentido da Ressurreição. “No evangelho de hoje, Jesus tem um pedido a mais para fazer: sejam minhas testemunhas, anunciem a boa nova do Reino. Jesus pede para ir a lugares desafiadores e mostra o caminho da Jerusalém. Em tempos atuais, somos convidados a ir ao encontro dos necessitados nas periferias existenciais, nas grandes metrópoles, na zona rural, e anunciar o Reino de Deus”, enfatizou.

Para Pe. Roberto, a Palavra de Deus iluminou a inteligência dos discípulos e precisa ainda hoje continuar iluminando também a nossa inteligência para as gerações futuras. “Líderes religiosos, profissionais da saúde, lideranças políticas precisam colocar em prática o cuidado que devemos ter com a vida, porque ela é dom supremo que carece de todos os cuidados”, explicou.

“A vida é dom Deus e merece cuidado e não pode e não deve ser descartada de maneira nenhuma. A vida em tempos modernos é uma tarefa, não algo determinado. É, sim, uma tarefa ainda incompleta que clama por cuidados e novos esforços, não naquela máxima do capitalismo, ‘compro, logo existo’, como afirma o filósofo e sociólogo Bauman no mundo líquido moderno dos consumidores. E até mesmo os consumidores religiosos”, acrescentou.

Durante esses 450 anos, muitas gerações se deixaram conduzir por Maria: “Todas as gerações me chamarão de bem-aventurada”. “Nossa geração precisa aprender a cuidar da Casa Comum, da vida e não cultivar a morte. Amar e colocar em prática o plano de Deus”, enfatizou.

“Não podemos descartar a vida. Mas, sim, ela deve ser colocada no altar do Senhor e ser celebrada em todos os momentos da nossa vida. Refazer a nossa história e caminhar como verdadeiros seguidores do Evangelho”, insistiu Pe. Roberto.

“Queridos irmãos e irmãs, que filosofia de vida nossas gerações vão colocar em prática após o coronavírus passar do nosso meio. Será que vão chamar Maria de bem-aventurada entre os humildes e humilhados? Maria pertence ao povo pobre e humilde que o Senhor escolheu. Deus a escolheu para ser a Mãe e protetora, a escolhida para ser Mãe”, ensinou.

No final, deixou três pequenas posturas para o cristão seguir: conserve a esperança; deixe-se surpreender pela presença de deus; viva na alegria, na qual a Igreja daqui está vivendo com Nossa Senhora das Alegrias.

O Vigário Provincial, Frei Gustavo Medella, agradeceu a presença dos sacerdotes da Área Serra/Fundação e fez uma homenagem aos profissionais dos setores essenciais que não podem parar e não podem ficar em casa. “São muitas; não vou citar todas as atividades essenciais, mas todos vocês se sintam incluídos nesta prece”, disse.

Frei Gustavo também falou do Projeto Condividir, que tem como objetivo de arrecadar material de higiene e comida para as comunidades carentes. “Já foram arrecadas 10 toneladas, mas precisamos de mais doações”, pediu. Ele também pediu doações para manutenção do Convento da Penha.

A festa da Penha é fruto de uma semente lançada por Frei Pedro Palácios em 1558, quando chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e desembarcou nas terras capixabas. O frade espanhol trouxe na sua bagagem um painel de Nossa Senhora das 7 Alegrias, que foi colocado numa gruta e deu origem à devoção franciscana que vem até hoje. Ao longo do tempo, essa devoção cresceu e foi construído o Santuário para a Mãe de Deus no ponto mais alto do penhasco. Desde então, romeiros visitam o Convento durante todo o ano.

A programação está disponível nas redes sociais do Convento da Penha através do Facebook (link), Instagram (link) e o Canal do YouTube (link).

O Oitavário também está sendo transmitido diariamente pelo site do G1/ES. 


Nesta sexta-feira, 17 de abril, a programação é a seguinte:

6h00 – Bênção do dia, com Padre Renato, na TV Gazeta
12h00 – Terço Mariano – no Instagram e Facebook do Convento da Penha
13h00 – Exibição do Programa Salve Mãe das Alegrias, ao vivo no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha
15h00 – Missa ao vivo no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha, Rádios América 91,1 FM e Espírito Santo 1160 AM e TV Educativa-ES canal 2.1 aberto
19h30 – Sexto dia do Oitavário, ao vivo no G1/ES e no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha
20h30 – Festival Amor e Esperança, com apresentações artísticas ao vivo no Instagram da TV Gazeta


(*) Com a transmissão ao vivo pelo Convento da Penha

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