Pe. Anderson: “Não sucumba diante das provações”

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Moacir Beggo (*)

 São Paulo (SP) – O pároco da Paróquia Sagrada Família, em Vitória (ES), Pe. Anderson Teixeira, representou a Área Pastoral da capital capixaba neste 6ª dia do Oitavário da 450ª Festa da Penha, celebrado com a Santa Missa, às 19h30, na capela do Convento da Penha. Como concelebrantes, participaram os frades do Convento e o diácono Renan.

Esta edição da Festa, que este ano acontece virtualmente por causa da pandemia do novo coronavírus, está sendo transmitida pelas redes sociais do Convento e pelo site G1/E e tem como tema “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Frei Pedro Oliveira fez a oração do Oitavário e explicou que neste dia se lembrava sexta alegria de Nossa Senhora: o reencontro com o Menino Jesus depois de seu desaparecimento por três dias. Maria e José o encontraram no templo discutindo com os doutores da lei. Esse reencontro é mais uma alegria da Mãe das Alegrias.

 

Pe. Anderson explicou que estamos na oitava da Páscoa, o tempo propício onde nós compreendemos que Deus tem a última resposta sobre nós. “Estes dias, a liturgia da Palavra, que ilumina esse momento celebrativo, lembrava de maneira muito intensa que a presença do Ressuscitado na vida dos discípulos mudava tudo. Dava a eles uma nova compreensão de toda a sua história e da história da salvação. Eles conseguiam, com o evento da ressurreição, iluminar todo passado, toda angústia, todo aquilo que trouxe a eles uma decepção”, detalhou o pregador.

Segundo o sacerdote, o Evangelho de hoje destina-se à comunidade, destina-se à Igreja, destina-se a cada um de nós que fomos pelo batismo incorporados ao mistério pascal de Cristo. “É neste mistério de salvação que aqui nos reunimos e aqui nos alimentamos. Por isso, olhar os discípulos que passam a noite inteira procurando pescar e não conseguem, que no momento em que se encontram com o Ressuscitado a pesca é abundante, é olhar para a nossa Igreja, que em meio às turbulências dessa vida, ao mar muitas vezes não favorável, não pode deixar de cumprir a sua missão de ser sinal permanente do amor ao Cristo, de ser sinal permanente da ressurreição, de ser sinal permanente de boas notícias”, acrescentou Pe Anderson.

 

“Não podemos deixar que as contradições, as atitudes, as imperfeições humanas, que tantas vezes demonstram uma atitude anticristã, que crucifica o Cristo no sofrimento de nossos irmãos e irmãs, nos tire a esperança e a capacidade de lutar por eles”, exortou.

Para o sacerdote, essa rede, que foi arrastada com uma numerosa quantidade de peixes, traz aqueles que estão dentro da nossa Igreja e também aqueles que dela se afastaram, destinatários do próprio Cristo Ressuscitado. “É claro que aqueles que fizeram a sua experiência com Cristo tiveram a sua vida transformada, tiveram uma transição de fé, uma transição de amor. Foram amados e deram sentido à missão e se tornaram testemunhas do Cristo Ressuscitado, sem temer os homens, sem temer nada, mas foram sinais do Cristo para seus irmãos”, ressaltou.

 

“No momento de perseguição, de provação, de incerteza, das intempéries da vida, nós buscamos a certeza da fé. Nós buscamos aquilo que é convicção na fé, para nos sustentar neste momento. E nós dizemos como o apóstolo Pedro e tantos outros perseguidos: ‘Nós temos uma fé e uma razão da nossa esperança: É Cristo Jesus que está vivo e Ressuscitado!'”, ensinou.

Falando aos devotos que acompanham a Festa da Penha pelos meios de comunicação e mídias digitais, consolou: “Não se preocupe pelas dores do dia a dia. Não se deixe abater pelas dificuldades e obstáculos. Não sucumba diante das provações. Mas tende fé em Cristo. Tende certeza convicta em sua Palavra de que a última resposta fundamental vem de Deus”.

 

“Maria silenciou tudo isso, cada dor, cada acontecimento. E por isso foi a bem-aventurada entre todas as mulheres e todas as gerações a chamarão de bendita. É por isso que nós celebramos esta Festa. É por isso que não deixamos de proclamar que Maria tem, ao lado de Jesus, um lugar privilegiado no coração da Igreja. Então, que a graça de Nossa Senhora da Penha chegue ao coração de cada pessoa, chegue à nossa querida Área Pastoral de Vitória, uma área urbana com tanta beleza e com tantas contradições, chegue ao coração de cada fiel que espera ansiosamente voltar à sua comunidade de fé, mas que não pode perder o seu compromisso em preservar a vida, em defender a vida”, orientou.

“Que Deus nos conceda, pela celebração desta Festa de Nossa Senhora da Penha, uma confiança e uma certeza que nos mantenha de cabeças erguidas diante de qualquer acontecimento ou provação”, desejou.

 

O guardião do Convento da Penha, Frei Paulo Pereira, fez os agradecimentos finais, especialmente ao Pe. Anderson e diácono Renan que celebraram nesta noite, em que a juventude ganhou a homenagem no final da celebração. Para isso, lembrou uma mensagem do Papa Francisco: “O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se ‘incendiará’ de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado”.

Frei Paulo também lembrou que toda a Festa da Penha vive o seu grande momento no sábado com a Romaria dos Homens. Este ano, por causa do isolamento social, Frei Paulo pediu que as pessoas fiquem em casa: “O melhor jeito de louvar a Deus é ficando em casa”, orientou.

Ele, contudo, anunciou que o povo não ficará sem a romaria. Nossa Senhora da Penha será levada aos bairros e a melhor participação nesta Romaria das Famílias, segundo Frei Paulo, será a de colocar um sinal nas janelas ou portas das casas.

 

A festa da Penha é fruto de uma semente lançada por Frei Pedro Palácios em 1558, quando chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e desembarcou nas terras capixabas. O frade espanhol trouxe na sua bagagem um painel de Nossa Senhora das 7 Alegrias, que foi colocado numa gruta e deu origem à devoção franciscana que vem até hoje. Ao longo do tempo, essa devoção cresceu e foi construído o Santuário para a Mãe de Deus no ponto mais alto do penhasco. Desde então, romeiros visitam o Convento durante todo o ano.

A programação está disponível nas redes sociais do Convento da Penha através do Facebook (link), Instagram (link) e o Canal do YouTube (link).

O Oitavário também está sendo transmitido diariamente pelo site do G1/ES.

Neste sábado, 18 de abril, a programação é a seguinte:

10h00 – Exibição do Programa Salve Mãe das Alegrias, ao vivo no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha
12h00 – Missa ao vivo no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha
13h00 – Continuação de exibição do Programa Salve Mãe das Alegrias, ao vivo no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha
17h00 – Sétimo dia do Oitavário – Missa, ao vivo no G1/ES e no Instagram, Facebook e Canal do YouTube do Convento da Penha, Rádios América 91,1 FM e Espírito Santo 1160 AM e TV Educativa-ES canal 2.1 aberto
20h00 – Romaria das Famílias, ao vivo no G1/ES e nas redes do Convento da Penha
22h00 – Festival Amor e Esperança, com apresentações artísticas ao vivo no G1-ES


(*) Com a transmissão ao vivo pelo Convento da Penha

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