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13/05/2025

Ordem Franciscana Secular participa da coroa das Sete Alegrias

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Paz e Bem.

Como realização de um desejo antigo, os frades do Convento da Penha acolheram, na noite da última terça-feira, Festa de Nossa Senhora de Fátima, a fraternidade da Ordem Franciscana Secular. Os irmãos subiram ao Santuário da Penha para a meditação das Sete Alegrias de Maria, uma tradição do carisma franciscano. Assim como o “Rosário Franciscano” (Coroa das Sete Alegrias) surgiu de uma “aparição”, espécie de visão, que um noviço franciscano teve com Nossa Senhora, hoje, 580 anos depois, se mantém viva a tradição de oferecer à Maria uma coroa de rosas, ainda que seja virtual ou simbólica através da oração.

Toda essa história começou em 1442, quando esse noviço oferecia rosas à Santa. Quando ingressou entre os Irmãos Menores, sua maior dor foi a de não poder seguir oferecendo à Santíssima Virgem esta oferenda de flores. Sua angústia chegou a tal ponto que decidiu abandonar a Ordem Seráfica de Francisco de Assis, no entanto, a Virgem apareceu-lhe novamente afim de o consolar, e lhe indicou outra oferenda diária que lhe seria mais agradável. Sugeriu-lhe recitar a cada dia sete dezenas de Ave Marias intercaladas com a meditação de sete mistérios gozosos que ela viveu em sua existência. Desta maneira teve origem a Coroa Franciscana, Rosário das Sete Alegrias.

Os fiéis meditaram meditaram: 1ª Alegria – A Anunciação do Anjo; “Tantos anos se passaram, mais de dois mil, e continuamos a recordar este grande acontecimento da nossa fé: o nascimento de Jesus, nosso Salvador. A alegria de Maria, passa pelo sentir-se amada e preferida por Deus para ser a mãe do seu Filho e nosso irmão. Quantas e quantas vezes nos esquecemos que somos também nós os preferidos e preferidas de Deus, chamados a ser mãe, irmão, irmã de Jesus? A alegria de Maria também deve ser a nossa, porque carregamos ou deveríamos carregar Jesus, não no nosso ventre, mas no nosso coração”, disse Frei Jorge.

2ª Alegria – A Visita de Maria a sua prima Isabel; “Carregando Jesus no ventre, Maria o levou consigo a visitar sua prima Isabel. Maria vai ao encontro de uma mulher que necessitava de ajuda. Maria leva Jesus consigo, ainda no ventre, fazendo obra de caridade. Nós carregamos Jesus em nossos corações ouvindo sua Palavra, recebendo os seus sacramentos, partilhando a vida onde dois ou mais estamos reunidos. A quem levamos alegremente Jesus e sua mensagem? A minha vida cristã me ajuda a levar alegria aos que estão tristes? me ajuda a levar alívio do sofrimento aos que sofrem? Poderia citar aqui a oração atribuída a São Francisco: ‘…onde houver tristeza, que eu leve alegria…’.”

3ª Alegria – O Nascimento de Jesus; “A fé de Nossa Senhora a fortaleceu durante todo o tempo da sua gravidez. O que não deve ter sido fácil. Porém, Jesus nasce e com Ele renasce a esperança de todos os que ouviam dizer que o Salvador iria chegar. Hoje a nossa esperança continua renascendo porque Deus continua nascendo e renascendo no coração daqueles que ouvem a voz de Maria, nas bodas de Caná, quando ela diz: ‘fazei tudo o que Ele vos disser’.”

4ª Alegria – A Adoração dos Reis Magos; “Os reis magos não ouviram Maria dizer ‘fazei tudo o que ele vos disser’. No entanto, guiados por uma estrela, vão ao encontro do Menino Jesus e lhe levam presentem. Quando os nossos ouvidos não estão atentos às coisas de Deus, eles estarão atentos a outras que não são de Deus. Os reis magos sabiam o que estavam buscando e se deixaram guiar para ir ao encontro de Jesus. Nós também queremos ir ao encontro D’Ele. Rezemos para que não nos percamos do caminho que Ele nos conduz. Que Maria seja a nossa estrela que conduz até Ele, Jesus, nosso Senhor”.

5ª Alegria – O Encontro do Menino Jesus no Templo; “Fazer tudo o que Ele, Jesus, nos disser, exige de nós coragem e confiança, como foi Maria. Por isso, Jesus não tem medo de deixar José e Maria para cuidar das coisas de Deus. Fazer tudo o que ele nos dizer é acreditar na sua Palavra, sempre exigente, porém libertadora. Pois a liberdade de filhos e filhas de Deus só podemos ter quando não nos aprisionamos nas nossas vontades. Queremos ser livres? fazei o que Ele nos disser”.

6ª Alegria – Maria vê a Jesus Ressuscitado; “Tendo sido obediente, Maria acreditou e vivenciou o grande momento da nossa fé: a ressurreição de Jesus. A superação da morte é o desejo até mesmo de quem não crê. Para nós cristãos, não significa apenas viver eternamente. Temos algo a mais. É a vida plena em Deus e com Deus. É essa a alegria de Maria e nossa: Jesus ressuscitado que vive entre nós e nos espera para juntos vivermos a plenitude do amor que Deus Pai tem por nós”.

7ª Alegria – A Assunção de Maria e sua Coroação no Céu. “Coroação significa reconhecimento a alguém que fez, ou realizou algo extraordinário. Maria não somente fez algo extraordinário. Toda a sua vida foi extraordinária. Porque o “faça-se em mim segundo a vossa Palavra” foi uma constante na vida dela. Deixar-se guiar por Deus a levou ao maior reconhecimento tornando-a Rainha e mãe de todos nós. Que Maria interceda por nós, pecadores, limitados, mas cheios de vontade de querer fazer o que Jesus nos disser, e assim, aqui na terra, neste tempo que o Senhor nos dá, com as pessoas com as quais convivemos, sermos portadores da Paz e do Bem”.

Nas intenções, foram apresentadas orações pelo Santo Padre Leão XIV, pelos frades e vocacionados, religiosos, pelas famílias, pelos aniversariantes e também pela paz. Nos intervalos de cada mistério, Frei Jorge Lázaro apresentava as preces que eram dirigidas pelas redes sociais, como fiéis que participavam de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e do Paraná, além de registro de pessoas acompanhando direto dos Estados Unidos e de Portugal.

Ao final, Frei Jorge rezou: “Ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao Vosso Coração, e abraçai com o amor da Mãe este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietação pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. Amém!”.


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