Paz e Bem.
O Vigário do Convento da Penha, Frei Paulo César Ferreira, presidiu a Missa da Saúde, no Campinho, na tarde desta quarta-feira (9), memória de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, morou em Nova Trento, Santa Catarina e dedicou grande parte de sua vida ao cuidado das crianças órfãs e dos ex-escravos.
Centenas de fiéis participaram da Celebração. Na homilia, Frei Paulo iniciou explicando o contexto da narrativa do Evangelho (Mateus 10,1-7). “Chama atenção quando Jesus diz: ‘Não deveis ir aonde moram os pagãos nem entrar nas cidades dos samaritanos!’, interessante porque o Apóstolo Paulo esteve entre os pagãos, gentios. O Evangelho não tem fronteiras, mas Jesus observa o seguinte, que é primeiro necessário cuidar de casa, arrumar primeiro nossas coisas. É compreensível e sendo realista, às vezes encontramos mais dificuldade em viver o Evangelho dentro de casa do que lá fora”.
“O chamado dos doze apóstolos ocorre no Evangelho e por que não recordar o chamado a todos nós? Somos chamados a sermos discípulos de Jesus, chamados a cuidarmos uns dos outros com autoridade de Jesus, com seu espírito, seu poder. Chamados a fazer o que Ele nos disser, a dar-Lhe ouvidos em tudo e de todo coração, somos chamados a dar continuidade, cumprimento ao seu projeto libertador. Passamos a entender que, evangelização é uma tarefa global de libertação integral da pessoa humana e como discípulos missionários recebemos o poder, ou seja, a capacidade para combater os males, sem medo, com persistência, confiança. O Senhor sonda as nossas disposições para com Ele, para o Reino, nossa fidelidade em Cristo Jesus”, destacou Frei Paulo.
Ainda refletindo com os fiéis o contexto da escolha, do chamado do Senhor ao apostolado, Frei Paulo relembrou que o chamado é individual. “O chamado é pessoal. A adesão, a resposta é pessoal. Ali na comunidade e em prol da comunidade, em cada cristão, em cada batizado é Jesus, o Vivente, presente, atuante, com inteira dedicação ao Reino do Pai. A você foi dada a graça a força do espírito para proclamar a vinda do Reino de Deus Pai e trabalhar por ele”.
Por fim, o frade pediu que “tomemos consciência de sermos Igreja, pois é o que nos pede o Concílio Vaticano II. Cada um se sente responsabilizado pelo bem que faz a Igreja e também pelas falhas que nela se verificam? É o senso de pertença, compromisso, comunhão”, finalizou.











































