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Notas da semana #1

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Paz e Bem!

Se engana quem pensa que em tempos de pandemia o Convento está sem atividades, pelo contrário, semanalmente temos eventos no Santuário da Mãe das Alegrias, sem a presença física do público, é claro. Todos os dias os Freis rezam a Missa com transmissão pelas redes sociais. De segunda a sábado, às 15h. Já aos domingos, a tradicional Missa Dominical é celebrada às 9h da manhã.

Além da programação de Missas, os homens se reúnem todas as terças-feiras para a Oração do Terço direto da Capela. É uma rede de conteúdo que evangeliza, interage, promove a participação e o tempo da oração. Pelas plataformas digitais do Convento, os fiéis ficam por dentro de tudo que acontece além de fazer o Convento estar presente em cada lar, os freis como integrantes das famílias. Esse é o principal desafio, fazer com que os fiéis se sintam dentro do Santuário, uma vez que ainda estamos no tempo do isolamento social solidário.

Ao longo desta semana não foi diferente, tivemos atividades diárias. Vamos destacar em pequenas “notas” os principais acontecimentos dos últimos dias, é um resumo da semana.


ÀS VEZES USO FAKE NEWS PARA PREJUDICAR O OUTRO

No início da semana, segunda-feira (22), a Missa das 15h foi presidida pelo Frei Luiz Flávio Adami Loureiro. O frade capixaba refletiu sobre os julgamentos que fazemos aos outros sem observar a “trave que está no nosso olho”. Ele chamou atenção ainda da nossa admiração por ídolos humanos, sendo que devemos “colocar nossa esperança em Deus… O povo de Deus sofreu consequências por aderir a coisas que não eram da vontade de Deus. Quem é o fundamento da minha vida? As vezes estamos muito ligados aos ídolos e não ao verdadeiro Deus que liberta, que nos faz enxergar com outros olhos, olhos de amor, olhos de alegria, olhos de solidariedade…”

Ainda sobre a Liturgia do dia, Frei Luiz alertou a necessidade de um julgamento que só é correto quando feito por Deus. “Comecemos conosco… Quem sou eu para julgar o outro? Eu posso condenar o outro? Eu estou sendo fiel, verdadeiro?! Às vezes eu sou falso, às vezes sou mentiroso, às vezes uso fake news para prejudicar o outro. Isso não é legal, este julgamento não é verdadeiro. Vamos observar e ver o que estamos fazendo, mesmo com a diversidade de opiniões, porque só vemos o que é mau da pessoa, não vemos o que é bom, por isso nosso julgamento não é justo, não é verdadeiro. Aí que Jesus diz: ‘com o mesmo julgamento que medires, sereis medidos…”

“Neste tempo que estamos ainda mais em família, devemos valorizar nossos momentos, valorizar o outro. Talvez não estamos valorizando as pessoas que estão dentro da nossa casa…”, alertou.

Ao final da Missa, Frei Paulo Roberto entrou para os tradicionais avisos, promovendo interação, participação. Ele saudou os fiéis que acompanhavam de Vitória, Capital do Espírito Santo. Ressaltou a participação qualificada dos “Superfãs” e dos “Compartilhadores”.


FAZER AO OUTRO O QUE FARIA PARA SI MESMO

A Missa da terça-feira (23), foi presidida pelo Frei Paulo César Ferreira, o frade cantor da Penha. Para o Frei, o encontro diário “é uma comunhão e que a Palavra de Deus é um presente para todos nós, ela nos dá a conhecer os planos de Deus para nós, é porta, é caminho, é exigência, é eficaz, ela realiza o que diz, basta darmos ouvidos a ela”.

“Nossa lealdade como crentes, como cristãos, filhos de Deus e co-irmãos, na fé na mesma esperança, na caridade, a nossa lealdade se prova na prática do amor desinteressado. O que Jesus pede de seus seguidores, discípulos e discípulas de todos os tempos? Coerência! Jesus nos pede maturidade. Ele apresenta a regra de ouro, como ouvimos no Evangelho, ‘fazer para o outro o que quer que o outro faça para a gente’, nos desafia a termos para com o outros a mesma preocupação, a mesma tensão que cada um tem consigo mesmo, mas não por interesse, mas a partir da compreensão que temos do que seja o amor de Deus, Deus Pai, por todos nós”, disse Frei Paulo César.

E completou: “agora é a hora! Amar o próximo como a si mesmo, ou seja, com a mesma intensidade, pede da nossa parte discernimento, para que juntos encontremos o que é melhor para todos, o que exige de nós conversão constante”, destacou o Frade.

À noite, os homens da paróquia Bom Pastor da Praia da Costa subiram à Montanha Sagrada para rezar o Terço. O momento de devoção teve a participação do Diácono Permanente Cláudio Lazarini. Ele fez a proclamação do Evangelho e uma pequena reflexão. “O Senhor hoje tem uma mensagem de esperança e de conforto para nós, principalmente para este tempo que estamos passando. Os dons que Deus nos deu devemos colocar a serviço dos irmãos e irmãs… Muitas pessoas em casa, estão desesperançadas, tristes, desanimadas, muitas se sentindo até desanimadas, e qual é a nossa vocação cristã? Respeitando o isolamento social, devemos chegar até eles pelos meios de comunicação, por telefone, liga, pergunta como está, leva uma mensagem de esperança. É o mais certo, isto vai passar, tenha fé, confia em Deus, Ele nos dá forças para superar as dificuldades”, disse.


JOÃO BATISTA PROVA QUE O IMPOSSÍVEL NÃO EXISTE PARA DEUS

Na quarta-feira a Missa foi mais que especial. Celebramos o dia de São João Batista, o precursor, um dos mais queridos e populares santos da Igreja, conhecido pelas tradicionais Festas de São João, as quadrilhas, quermesses. Frei Pedro de Oliveira Rodrigues presidiu a Santa Eucaristia. Ele rezou pelos falecidos e por todos os que estão no isolamento social solidário, especialmente aqueles que amam as festas juninas mas neste ano não poderão participar, por conta da pandemia. Frei Pedro recordou ainda que São João Batista é Padroeiro de alguns municípios capixabas como Muqui, Irupi, Aracruz e Cariacica (130 anos de emancipação política).

Na reflexão o destaque é para a vida do precursor de Jesus, aquele que veio para preparar, aplainar os caminhos, para a missão do Senhor. “Isabel e Zacarias ficam em dúvida inicialmente, até o nascimento de João Batista, de como iria acontecer o nascimento de um filho sendo que ela era de idade avançada…” e explicou como foi a escolha do nome de João, em seguida, disse que “João Batista marca um novo tempo, é a marca de um tempo novo. Designando um novo tempo, o surgimento de uma nova era… Assim, Maria acompanha tudo isso, ela participa da alegria dos vizinhos, da alegria de sua prima Isabel, é a festa da vida, é alegria do nascimento, a chegada de mais um, é a manifestação do amor terno e misericordioso do Senhor, mostrando que para Ele o impossível não existe”.

“Enquanto nosso coração, caríssimos irmãos e irmãs, houver esperança e certeza de que Deus continua agindo no nosso tempo, é Festa de São João, é festa do novo, é festa da vida. Em meio a toda esta pandemia, vamos celebrar, vamos festejar a alegria deste nosso Deus. João veio para preparar os caminhos, essa também deve ser nossa missão, iluminar os caminhos, luz a indicar caminhos”, disse o Frei.

Ao final da Missa, Frei Paulo Roberto realizou o sorteio da caneca comemorativa dos 450 anos da Festa da Penha, para os cinquenta “Compartilhadores” do Facebook. A vencedora do sorteio foi a Catarina Favoreti que é moradora de São Paulo.


MISSA PELOS BENFEITORES E COLABORADORES

Os benfeitores, colaboradores, voluntários e amigos do Convento (inclusive os falecidos) foram lembrados na Missa desta quinta-feira (25). Presidida pelo Frei Pedro de Oliveira, a Celebração abordou o símbolo forte descrito por Jesus no Evangelho que é a “casa”, classificada pelo Frei como “vida”. “Quem não enfrentou ou está enfrentando chuva, enchentes, ventos, tempestades?! Tais elementos simbolizam crises, dificuldades, problemas… Quem nunca passou ou está passando por esta situação? Esta casa simboliza esta vida. Onde, em cima de que estamos alicerçando nossa vida? Que tipo de alicerce é o meu? É o alicerce baseado nas facilidades, no bem-estar? Ou é um alicerce baseado na rocha que é Ele? Diz o texto do Evangelho, um construiu sobre a rocha outro construiu sobre a areia. Areia é optar por aquilo que é mais rápido, menos trabalhoso, menos sacrifício, é areia”, explicou.

“Alicerce na rocha gasta tempo, envolve paciência, dedicação, desprendimento. Exige confiança, determinação! Esse alicerce deve ser o Senhor. Por isso casas construídas sobre a areia não resiste. Nenhum sistema baseado na exploração, na corrupção, no proveito do que sofre, nenhum sistema desse tem como sobreviver, não resiste. Uma vida não se constrói de um dia para o outro, Deus pode ajudar a cada um de nós a reconstruir nossa casa chamada vida diante desta tempestade”, afirma.


O AMOR SUPERA A LEI

Encerrando a sexta-feira, Frei Alessandro presidiu a Missa das 15h e recordou os aniversariantes, doentes, pessoas que sofrem e todos os que acompanharam celebração.

“O Evangelho de Mateus dá destaque às palavras de Jesus no Sermão da Montanha, agora, demonstrando os milagres de Jesus. Hoje o milagre da cura do leproso que reconhece em Cristo a possibilidade da purificação, ele acredita em Jesus, com humildade ele vai até Jesus, se prostra, não exige nada de Jesus, pelo contrário, diz ‘se queres, pode me curar’, ou seja, ele se colocou confiante. A graça de Deus supera a lei”, e completou “o amor faz com que Jesus supere a lei, o amor e a graça age em nós”, explica.

“Quando nos envolvemos no pecado, parece que tudo que é bom tirado de nós. A paciência se afasta de nós, a alegria, às vezes até a esperança. O pecado causa isso em nós, nos coloca em situação de exílio. Ouvir Jesus é uma possibilidade da felicidade, é uma proposta concreta e gratuita da felicidade ao alcance todos nós”,  disse Frei Alessandro.


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