Paz e Bem.
Na tarde desta quarta-feira (10), como de costume, centenas de fiéis participaram da tradicional Missa da Saúde no Campinho do Convento, momento de oração, fé e encontro com Deus, pela intercessão da Virgem da Penha. Muitas pessoas apresentam preces, louvores e orações pela cura de uma enfermidade, por algum doente ou ainda pela própria saúde. A Eucaristia foi presidida pelo Frei Claudino Dal’Mago.
Na homilia, ele recordou que mesmo com os “contrastes da vida”, a misericórdia de Deus continua agindo na vida do cristão. “Então, irmãos e irmãs, a vida tem, assim, seus contrastes violentos, mas o Senhor, na sua bondade, na sua misericórdia, Ele continua fazendo crescer em nós esse desejo, essa missão profunda de nós levarmos a vida, levarmos o amor, onde existe o ódio, lembramos novamente São Francisco de Assis, onde houver ódio que o leve o amor, onde houver ofensa que o leve o perdão. E assim, irmãos e irmãs, nós nos colocamos nessa boa disposição de também colocar o nosso coração à disposição do Senhor. Por isso, podemos dizer que somos pessoas felizes, sim, temos a nossa fé, que é uma graça de Deus, é um dom de Deus, a fé, e Ele nos lembra que essa fé se concretiza na caridade, no amor a Deus, no amor a Ele, no amor ao próximo”, destacou.
“O reinado de Deus acontece, vai acontecendo na história da humanidade, o reinado de Deus. Até podemos vê-lo, o seu reinado, nas maravilhas da criação, todas as coisas criadas pelo Senhor, as criaturas todas, elas se colocam a louvar e a bem-dizer a Deus, seu Criador. São Francisco de Assis, nós lembramos, fazia exatamente isso, louvado sejas meu Senhor por todas as tuas criaturas. Então, este é também o reinado de Deus, as coisas que ele criou, maravilha. O reino de Deus, em outra ocasião, nós ouvimos o Senhor Jesus falando, o reino de Deus está dentro de vós, ou o reino de Deus ainda está entre vós e nós ouvimos a bem-aventurança, que são felizes aquelas pessoas que assim percebem e fazem espaço para o reino de Deus, sua paz, sua justiça nos corações. Nós ouvimos, bem-aventurados sois vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus”, afirmou Frei Claudino.
Ainda na reflexão, ele contextualizou que os “pobres” são aqueles que dependem de Deus. “Sim, os pobres, quem são os pobres? Talvez aqueles que sofrem pela ausência de riquezas materiais, o pobre não é aquele, aquela pessoa que de uma ou de outra forma, não se basta a si mesma. A pessoa não é autossuficiente, ela depende de Deus. Aliás, Jesus mesmo falou, um dia, sem mim nada podeis fazer. Irmãos e irmãs, os pobres, porque não se bastam a si mesmos, não são autossuficientes, dependem da força que o Senhor lhes dá, por isso são felizes. Podemos dizer, sim, todos nós somos felizes, porque fazemos dentro de nós espaço para Deus e para o próximo, amor a Deus, amor ao próximo. Eles estão dispostos, os pobres, aqueles que fazem então espaço para Deus dentro de si, estão dispostos a mudança de vida, sempre para melhor, evidentemente. Vivem não somente para si, mas principalmente para os outros. Eles são capazes de doar a própria vida pelo bem do próximo, imitando o próprio Cristo, que deu a sua vida, veio ao mundo para doar a sua vida e salvar. Ele se colocou como aquele enviado pelo Pai, expressa já sua pessoa, ele é também, sim, o próprio reino de Deus, aquele que nos dá esta lição profunda de vida, doar a vida pelos semelhantes”.
“Por isso, os pobres, assim então, que fazem espaço para Deus dentro de si, são felizes, porque assim disse Jesus, felizes sois vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Irmãos e irmãs, a sorte não é a mesma para aqueles que se bastam a si mesmos, ou assim pensam, a tal ponto que ficam satisfeitos com as riquezas puramente materiais, que possuem exclusivamente. Mas, fartura de bens, sim, fartura de bens, porém, deixar o semelhante na miséria, na fome, alegrar-se com o que se possui e achando-se assim suficientes com as riquezas materiais, alegrar-se quando, digamos, por esse mundo afora, também nós somos conhecedores de tantos males, lágrimas, lutos, mortes, matanças por esse mundo afora, tanto irmãos nossos que são ceifados pela violência, pela guerra”, completou.























