HISTÓRIA DO CONVENTO: Pintura do Sagrado Coração de Jesus

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Paz e Bem!

Toda sexta-feira é dia de conhecermos um pouco mais sobre as histórias e os acontecimentos que marcam a vida do Convento da Penha. A identidade do povo capixaba passa pela história de algum momento que “Aconteceu na Penha”. Fé, religiosidade, costumes, tradições, festas, povo, tudo se mistura na mesma história e importância.

Hoje, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, vamos conhecer um pouco melhor sobre a pintura do Sagrado que fica no Altar-Mor do Santuário.

Quem observa atentamente todos os detalhes da construção do Convento da Penha, o estilo artístico, os elementos que vão proporcionando o clima orante e devocional e também as diversas obras de arte que estão colocadas nos mais variados espaços, consegue notar a riqueza artística. Exemplo disso é a presença de destaque do Painel com o Quadro de Nossa Senhora das Alegrias, trazido de Portugal em 1558 ou então as expressivas obras de Benedito Calixto, posicionadas no corredor da Capela.

Não é necessário um olhar muito apurado do visitante (do espectador que acompanha as transmissões em casa, já que desde o início da pandemia a Capela não recebe visitante) para que ele perceba a Imagem de Jesus Cristo, chamado de Sagrado Coração de Jesus, emoldurada por madeira oval dourada e ladeada também por pinturas de anjos. Esta tela está colocada à esquerda do Altar-Mor, ao lado do Ambão da Palavra, local de onde são proclamadas as Leituras e o Evangelho.

Nesta obra de 1926, foi utilizada a técnica da pintura sobre a tela (óleo sobre tela), feita por Bertrina Calixto, filha de Benedito Calixto. Em composição oval, surge Cristo representado a partir do joelho, ocupando toda a área do quadro. Possui no meio do peito, um tênue desenho de Seu Sagrado Coração, que é tocado pela ponta do dedo indicador da mão direita chagada; A mão esquerda, aponta para baixo. O Senhor vestido com uma túnica branca e por cima uma outra veste lilás a sobrepõe. De cabelos longos, barba e olhos castanhos, olhar fixo àquele que o observa e uma auréola com três raios representando a Santíssima Trindade.

Em virtude da ação do tempo, a obra precisou passar por um processo de restauro, feito pelo IPHAN, em 1992 e 1993. Foram responsáveis pelo trabalho de restauração Telmo dos Santos e Vera Lúcia Lube. Na ocasião, realizaram reentelamento, limpeza, reintegração e tratamento da moldura.

Hoje, como podemos ver na foto, a pintura atenuada do Sagrado Coração já é quase imperceptível, já estando opaco e descolorido. Segundo o restaurador Ailton Costa, a preservação de obras como a pintura do Sagrado se faz com a utilização de materiais específicos justamente para não danificar a obra ou ocasionar modificações. “Todo trabalho de restauração ou preservação exige que a gente utilize determinados produtos que vão garantir a obra intacta, sem danificá-la”, comenta.

Ainda de acordo com Ailton, quando o Convento recebia público na Capela, muitas pessoas tocavam as obras com as mãos e até beijavam, o que com o tempo, provoca a deterioração dos quadros. “Neste tempo da pandemia, já que não estamos recebendo público, as obras têm ficado ainda mais preservadas e possibilita nosso trabalho de conservação”, explica.

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