Frei Paulo Roberto: os mistérios do terço são uma catequese

Compartilhe:

Paz e Bem.

Já se tornou uma tradição! A cada semana, nas noites de terça-feira o Convento se abre para acolher os homens do terço de diversas paróquias da Arquidiocese de Vitória. Neste tempo de pandemia, os tercistas de várias partes do Brasil, conseguiram na meditação dos mistérios do santo terço, uma maneira de elevar ao céu uma prece com piedade e devoção.

Toda terça tem terço, esse jargão se transformou na identidade do Terço no Convento. Fiéis de muitos lugares se unem em oração pelas mais diferentes intenções, sobretudo neste mês de setembro, em que no Brasil é o mês da Bíblia. Como nos lembra o hino do terço dos homens, “o terço é bíblia que Deus deu ao povo” e nos ajuda a compreender os mistérios de Deus, conhecer a história de Jesus Cristo e a viver melhor no mundo, na sociedade e na família.

Na noite de ontem (08), Dia de Nossa Senhora da Vitória, a fraternidade do Convento acolheu os tercistas da Paróquia Santo Antônio, Santuário-Basílica de Santo Antônio, Vitória-ES. Eles trouxeram uma proposta nova, criativa, atualizada e bastante espiritual para a oração do terço, é que em cada mistério meditado, os tradicionais mistérios dolorosos deram lugar aos mistérios criados a partir do Evangelho do dia. Se por um lado não faltou criatividade na oração do terço e meditação da vida de Jesus, por outro, a dupla de cantores não deixou a desejar e cantou com afinação os cantos apropriados.

Frei Paulo Roberto Pereira, deu as boas-vindas aos homens do terço, agradeceu a presença, apresentou as motivações e falou da importância de rezar em família, ainda que isolados, não estamos sozinhos. “Não estamos sós, ainda que isolados uns dos outros, formamos a comunhão a partir do Convento da Penha. Que nossa prece nos torne mais unidos ainda e traga dos céus todas as graças e bênçãos”.

O devoto Michel Pessoa, coordenador do Santuário-Basílica ficou responsável pela reflexão e condução do terço. Ao iniciar ele recordou que na data de ontem, o movimento do Terço dos Homens celebrou 84 anos de criação. Foi idealizado em Itabi, Sergipe, em 8 de setembro de 1936. Apresentando as intenções iniciais, rezando pelas famílias, pela Igreja, pelo Arcebispo, pelos que contribuem com o Convento; pela saúde dos profissionais que lutam no combate da covid-19; pelos falecidos, pelas famílias enlutadas, pela Terra, pela paz no mundo;os tercistas meditaram o Evangelho de Mt 1,18-23.

“Ao celebrarmos a Natividade de Nossa Senhora, aquela que foi escolhida para ser a Mãe do Salvador, reconhecemos Maria como a única mulher que pode chamar Jesus Cristo de “meu filho”. Neste culto à Natividade de Maria temos uma verdade profunda. A vinda do homem Deus à Terra foi longamente preparada pelo Pai no decurso dos séculos. A genealogia de Jesus atravessou várias gerações e este fato quebra a impressão de que Jesus é apenas o filho e o salvador de israelitas e santos, porque Jesus recebeu também o sangue de não israelitas, de pecadores, e sendo assim é irmão e salvador de todos os homens”, explica Michel.

O tercista comentou ainda que “contemplar a genealogia de Jesus, o anúncio do anjo à Maria, o sonho de José, o nascimento do Salvador, nos faz refletir nossa própria história. A cada um de nós, Deus amou e escolheu. Preparou nosso nascimento, escolheu nossa família e a cada dia concede-nos as graças necessárias para viver essa filiação”.

Após a oração, Frei Paulo falou sobre a importância do terço. “Os mistérios do terço são uma catequese e a reflexão do Evangelho também é uma catequese. Os homens do terço da Basílica nos proporcionaram uma maneira diferente de meditar o terço, a partir do trecho bíblico escolhido. A criatividade pode nos ajudar – e ajuda sempre – na evangelização”. O frade, ao agradecer pelo presente que ganhou (uma máscara com o Santuário-Basílica estampado), reafirmou o compromisso de todos com o cuidado mútuo, sobretudo no uso da máscara, na consciência de não aglomerar e de manter o isolamento. “Não é porque estamos cansados que a pandemia acabou… Ainda é tempo de cuidar uns dos outros! Ainda não é tempo de baixar a guarda. Ficou muito comprida essa doença porque a gente esqueceu de ser cuidadoso, mas dá tempo de recuperar isso, e é importante que a gente se esforce nessa direção”, afirmou.

Veja o que disse o Frei


Posts Relacionados

Facebook

Instagram

Últimos Posts