Frei Fidêncio pede sinais de ressurreição

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Moacir Beggo

 Vila Velha (ES) – O bom público que veio ao Campinho do Convento da Penha nesta segunda-feira da Páscoa levou para casa a provocação e a mensagem do Ministro Provincial dos Franciscanos, Frei Fidêncio Vanboemmel para que sejamos sinais de ressurreição no mundo. Frei Fidêncio presidiu a Celebração Eucarística deste segundo dia do Oitavário da Festa da Penha, tendo como concelebrantes os frades do Convento e os padres da Área Pastoral Serrana da Arquidiocese de Vitória.

Na sua homilia, Frei Fidêncio destacou a beleza do Evangelho deste dia, que narra o encontro de Maria Madalena e da outra Maria com o Ressuscitado. Segundo o celebrante, o objetivo de encontrar Jesus morto não fazia mais sentido. Este encontro com Jesus ressuscitado passa a ser o “ponto de partida de nossa fé cristã”.

Jesus Ressuscitado nos provoca à missão: “Falai aos meus irmãos que não voltem mais à sepultura, mas é lá na Galileia que devem fazer a experiência do Cristo Ressuscitado”, acrescentou.

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Mas segundo o Ministro Provincial não é fácil sermos mensageiros de Cristo ressuscitado, como o próprio Evangelho mostra: “Por um lado, duas mulheres começam anunciar a boa nova da ressurreição, e por outro lado pessoas querem impor o caminho da morte”, disse referindo-se à atitude dos sumos sacerdotes e anciãos, que pagaram pela mentira dos soldados.

“Sim, eles querem impor o caminho da morte, que começa pelo suborno, pela trapaça, pela falsidade. Isso é muito triste. Este não é o caminho da vida”, lamentou Frei Fidêncio, lembrando que só a verdade é transparente, real e viva.

Segundo Frei Fidêncio, as pessoas de Deus não aceitam suborno. “Nós recebemos hoje do Ressuscitado uma missão: Ide anunciar; ide proclamar a alegria da vida e, sobretudo, a alegria da misericórdia e do amor de Deus. Que esta Mãe Maria nos ajude também para que tenhamos essa alegria, essa fé, essa coragem para sermos verdadeiros discípulos e discípulas num mundo que necessita de sinais de ressurreição”, pediu o Ministro Provincial.

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Segundo ele, o mundo necessita de sinais de vida. “Nós estamos cansados, muito cansados dos sinais de morte. Nós estamos cansados de tanto suborno, de tanta enganação. Precisamos, sim, de sinais do Cristo, sinais de ressurreição. Sinais pascais para a nossa Terra, sinais pascais para o nosso querido Rio Doce, sinais pascais para a nossa natureza, sinais pascais para nossa mãe Terra”, completou, aplaudido pelo povo.

MOMENTO DEVOCIONAL

Neste segundo dia do Oitavário da Festa da Penha, o guardião do Convento, Frei Valdecir Schwambach, conduziu a celebração e disse que a palavra misericórdia não pode faltar na vida das pessoas. Tendo ela, o relacionamento com Deus e com o próximo ficará mais fácil. Frei Florival Mariano de Toledo e Frei Paulo Ferreira garantiram a animação deste momento que antecede a missa e que convoca os devotos à oração e meditação, recordando o sentido de ser neste morro o Santuário da graça e do perdão.

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Durante meia hora, o povo canta, reza e reflete sobre a devoção mariana do primeiro Franciscano que chegou aqui (Frei Pedro Palácios) e o celebrante faz uma reflexão tendo como base um trecho da Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e dá tema a esta Festa da Penha. O momento termina com Ladainha de Nossa Senhora; orações e bênção.

Hoje foi lido o seguinte texto do Papa Francisco e que inspirou a reflexão de Frei Valdecir: “Misericórdia é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado”.

Segundo Frei Valdecir, a misericórdia não é para ser guardada dentro de nós. “É para circular. Para chegar a outras pessoas”, ensinou. “A misericórdia passa pela palavra, por nossas mãos, é atitude, é o olhar misericordioso, é o perdão”, explicou.

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Segundo o frade, é preciso dar abertura para a graça. “Ouvimos falar que na Gruta em que residiu Frei Palácios, na Vila do Espírito Santo, ele deixou um espaço na pedra para colocar a estampa de Nossa Senhora. Isso é muito significativo. Se quisermos também experimentar a misericórdia de Deus, é preciso deixar espaço aberto para a misericórdia entrar. Se o coração estiver fechado, não entra nada. Entram as cobiças, vaidades e os melindres humanos”, disse.

O guardião do Convento pediu para buscar e acreditar na misericórdia de Deus. “A gente não ganha as coisas prontas do céu. Nada cai como um pacote para nós. Mas tudo vem para a gente com muito sacrifício. Às vezes achamos que não progredimos nada, e até parece que regredimos. Mas é necessário recomeçar todos os dias. Acreditar e buscar a misericórdia de Deus”, completou.

Nesta terça-feira (29/03), 3º dia do Oitavário da Festa da Penha, a celebração no Campinho começa às 14h30, tendo a liturgia sob a responsabilidade da área pastoral de Cariacica e Viana. Além da Missa campal, as Missas na Capela acontecem às 6, 7, 8 e 9h30.

aleluia

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