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19/01/2026

Frei Evaldo: “Jesus é o cordeiro que veio nos ensinar a andar diferente”

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Paz e Bem.

Na manhã deste domingo, 18 de janeiro, milhares de fiéis participaram da Missa do 2º Domingo do Tempo Comum, celebrada no Campinho do Convento da Penha. A Eucaristia foi presidida por Frei Evaldo Ludwig, que viveu um momento especial ao celebrar sua primeira Eucaristia como novo integrante da fraternidade franciscana da Penha, sendo acolhido com carinho pelos presentes.

Inspirado pelo Evangelho que apresenta o testemunho de João Batista, apontando Jesus como o Cordeiro de Deus, Frei Evaldo propôs uma reflexão sobre a paz, a conversão e a necessidade de uma fé que se traduza em movimento e transformação concreta da vida. “Jesus é o cordeiro que veio nos ensinar a andar diferente, a perceber coisas diferentes e viver essa experiência com Deus Pai”, disse.

Logo no início da homilia, Frei Evaldo destacou que o anúncio de João Batista revela algo essencial sobre a missão de Jesus: “Somos convidados, neste domingo, a perceber que Jesus é de fato, Filho de Deus e o Cordeiro de Deus e tudo isso nós, já desde essa semana que se passou, somos convidados a perceber que algo nos falta ainda a ser visto, algo nos falta a ser percebido, identificado e por isso que neste domingo Jesus é apresentado como o Cordeiro de Deus. Um detalhe é importante que São João nos apresentou. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, no singular. Jesus não está preocupado em se manifestar simplesmente pelas fragilidades individuais, mas pelo grande pecado da humanidade que não consegue encontrar a paz. Por isso que a oração desta missa vai nos dizer, nós vamos pedir que Deus ajude, que o povo encontre a sua paz.

Ao refletir sobre a atitude do cristão diante de Deus, Frei Evaldo ressaltou que seguir Jesus exige mais do que desejos momentâneos. É necessário um querer profundo, capaz de sustentar uma fé madura. “Muitas vezes desejamos, ou a nossa fé simplesmente é uma resposta aos nossos desejos momentâneos. Mas Jesus quer que a nossa fé seja uma fé concreta e também uma fé madura, que nós vamos ao longo da nossa existência caminhando entre todos os desafios, porque nós cristãos temos um grande defeito. Quando tudo está bem na nossa vida, nós não precisamos de Deus. Quando alguma dificuldade aparece na nossa existência, aí que nós vamos procurar Deus. E o pior de tudo, nós vamos sempre questionar Deus e dizer, por que que isso acontece comigo? Mas eu nunca quis estar perto de Deus. Quando tudo estava bem comigo, eu não precisava de Deus”, fazendo uma meditação sobre a humanidade que procura se aproximar de Deus apenas nos momentos de dificuldades.

Utilizando o próprio Convento da Penha como imagem simbólica, Frei Evaldo convidou os fiéis a olharem além de si mesmos. “O Convento da Penha nos ajuda a compreender que a nossa fé precisa olhar longe para um novo horizonte. E esse novo horizonte que nos ajuda a caminhar, não só naquilo que eu sou, não só naquilo que eu sofro, não só nas minhas virtudes, mas eu preciso caminhar em todos os momentos. Dificuldade, quem não tem? Medo, quem não tem? Se a gente ir mais para dentro das nossas casas, quanta dificuldade que nós temos muitas vezes dentro do nosso convívio? Quantas pessoas que vivem dentro de casas, no leito de cama, que gostariam de andar, de fazer as coisas, mas não pode. Nós, muitas vezes somos sadios, temos todas as nossas mobilidades possíveis, e estamos parados. O Cordeiro de Deus nos ensinou a nos movimentar. Eu convido a vocês sempre, quando lerem as parábolas de Jesus Cristo, a identificar um elemento muito simples que está presente em todas as parábolas. Todas as parábolas de Jesus é um convite ao movimento. Ide, avançai, batei à porta, correi, levai. Jesus sempre nos leva ao movimento. Ninguém vai a lugar nenhum parado”, explicou.

Em um dos trechos da homilia, Frei Evaldo lembrou que a oração verdadeira deve transformar as relações do dia a dia. “Somos agora desafiados, em primeiro lugar, nosso primeiro ponto de caminhada, é identificar se eu estou parado ou não, se eu consigo encontrar em Jesus Cristo, alguém que me ajuda a viver e a crescer como ser humano, nós muitas vezes rezamos tanto, com a boca, mas não rezamos com o coração, por isso que nada muda, eu rezo, rezo, rezo, rezo e continuo o mesmo, eu rezo pedindo que Deus me dê uma evolução, que Deus me ajude a encontrar caminhos, mas dentro da minha casa, eu sou alguém grosso, como o meu pai, com a minha mãe, com o meu irmão, com a minha esposa, com o meu marido, eu não consigo ser bom, no simples, e quero coisas grandes, quem não consegue encontrar a ação de Jesus Cristo no simples, não vai conseguir encontrar a grandiosidade da manifestação de Deus, e Jesus, ele é o cordeiro que veio nos ensinar a andar diferente, a perceber coisas diferentes, e viver essa experiência com Deus Pai”, destacou.

“O nosso grande pecado, é não conseguir olhar para Jesus Cristo, e ver nele a grande possibilidade de transformação, a gente até reza e fala com ele, mas não muda, nós não mudamos, nós não conseguimos compreender que tudo deve ser diferente, não é que pode ser diferente, deve ser diferente”, finalizou.

Ao final da celebração, Frei Evaldo convidou os fiéis a cantarem a consagração a Nossa Senhora, rezou uma Ave Maria, abençoou a água e, em seguida, ela foi aspergida sobre os fiéis, recordando o batismo e renovando a fé do povo.

Após a Missa, o frade também atendeu diversos fiéis, que pediram bênçãos e manifestaram seu carinho e acolhida, marcando de forma especial este início de sua caminhada como novo membro da fraternidade do Convento da Penha.


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