Frei Djalmo na solenidade de Pentecostes: “Maria está conosco assim como o Espírito Santo”

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Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos. (Evangelho de João 20,19-23)

Centenas de fiéis subiram ao Convento da Penha, na manhã festiva deste domingo, para celebrar a Solenidade de Pentecostes, festa que acontece cinquenta dias depois da Páscoa que lembra a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria, reunidos no Cenáculo. Jesus envia seus discípulos como testemunhas de tudo o que dele aprenderam; deverão anunciar ao mundo a sua obra. A Missa campal das nove da manhã foi presidida pelo Guardião e Reitor do Convento, Frei Djalmo Fuck, e contou com a participação da Fraternidade Nossa Senhora da Penha (da Ordem Franciscana Secular).

Mais cedo, às oito da manhã, membros da Pastoral Familiar de Vila Velha, subiram desde o portão do Convento até o Campinho. Tradicionalmente as famílias se reúnem aos pés do Santuário para subirem juntos, cantando, rezando e pedindo a proteção de Nossa Senhora da Penha pelas suas famílias. As famílias meditam os mistérios da vida, paixão, morte e Ressurreição de Jesus, sempre nas intenções por um familiar ou pela paz em todo o mundo.

“Pentecostes recorda o envio do Espírito Santo sobre os discípulos, sobre a Igreja. Esta festa marca o final do tempo pascal, mas sobretudo o início da Igreja, o nascimento da Igreja. Se alguém um dia nos perguntar quando começou a Igreja, vamos responder que a Igreja começa na festa de Pentecostes, quando Jesus disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos’. Esse é o início da Igreja e Jesus nos dá um Espírito que nos faz vencer o medo, os discípulos estavam com medo. O Espírito Santo de Deus nos faz vencer o medo, nos encoraja, nos faz seguir adiante, porque nesta missão que Deus nos confia, nós não estamos sozinhos, o Espírito Santo de Deus nos acompanha!”, disse Frei Djalmo no início da reflexão.

O Guardião da Penha destacou o papel de Maria em Pentecostes. “A missão que procuramos viver é na presença do Senhor. Nos conta os Evangelhos, que junto com os discípulos reunidos no Cenáculo, estava Maria, a Mãe de Jesus. Maria que esteve presente com Jesus em todos os momentos de sua vida, desde a anunciação, o nascimento, a fuga para o Egito, a vida pública de Jesus, aos pés da cruz, no sepulcro e também quando o Espírito Santo de Deus abraça os discípulos e os envia em missão, ali está Maria. Ela é a mulher da perseverança, da coragem, do ânimo que não nos abandona nunca. Ela está conosco assim como o Espírito Santo”, disse.

“Quando celebramos a festa de pentecostes, lembramos que o Espírito Santo de Deus é extremamente criativo. Ele derrama seus dons sobre a Igreja. Cada um de nós recebe dons, carismas que brotam do Espírito Santo. O critério para sabermos se este carisma brota do Espírito Santo, para percebermos, para entendermos e compreendermos, o critério é a promoção da vida da comunidade. Como diz São Paulo na Carta aos Coríntios (1 Coríntios 12,3-7.12-13) Deus pode nos dar muitos dons… Pode nos dar a inteligência, o dom de milagres, de curas, de transpor montanhas, mas se eu não tiver o amor, a caridade, nada desses dons me servem. O critério para descobrirmos, para percebermos que o dom que Deus me deu, o carisma que o Espírito Santo de Deus me conferiu é a capacidade de perceber que este dom é colocado a serviço. Na construção da comunidade, na construção do amor. A cada um de nós, Ele dá dons diferentes. É como o corpo com muitos membros. Nós não somos iguais, não somos repetidos, aliás, quando Deus nos cria, Ele joga a forma fora, porque ninguém nasce repetido, cada um de nós é um dom, é sempre um mistério no coração de Deus”, comentou o frade.

Por fim, Frei Djalmo afirmou que é nas diferenças que nos unimos como irmãos. “Deus dá a cada um de nós, dons e carismas diferentes, é espírito de comunhão e de unidade. É na diferença que construímos a unidade entre nós. Pensamos diferentes, fazemos coisas diferentes e nem por isso estamos desunidos. É o Espírito Santo de Deus que nos une e nos  envia em missão. Basta ver a figura dos apóstolos, eles não são iguais, são completamente diferentes, mas com o mesmo amor, a mesma coragem, o mesmo ânimo de dar a sua vida por Jesus”, concluiu.

Veja a reflexão na íntegra.


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