Paz e Bem.
Milhares de fiéis participaram, na manhã deste domingo, 4 de janeiro de 2026, da Missa da Solenidade da Epifania do Senhor, celebrada no Campinho do Convento da Penha. A Eucaristia foi presidida pelo Frei Claudino Dal’Mago, levando os participantes a uma reflexão sobre o mistério da manifestação de Cristo a todos os povos e o chamado a seguir o caminho da luz, da fé e da vida.
A grande presença de visitantes tem sido uma marca neste período de férias do início do novo ano no Convento da Penha, que tem recebido um fluxo intenso de peregrinos e visitantes nos primeiros dias de janeiro, reafirmando o local como espaço de fé, oração e acolhida.
A Solenidade da Epifania do Senhor, tradicionalmente celebrada no dia 6 de janeiro, recorda a manifestação de Jesus Cristo como Salvador universal, simbolizada pela visita dos Magos vindos do Oriente, conforme o Evangelho de Mateus (Mt 2,1-12). No Brasil, a celebração é transferida para o domingo seguinte ao Domingo da Sagrada Família, permitindo uma participação mais ampla do povo de Deus.
Na homilia, Frei Claudino destacou que a Epifania é, antes de tudo, um convite a discernir caminhos e a rejeitar tudo aquilo que ameaça a vida. “Seguir outro caminho. Às vezes é necessário seguir outro caminho. Outro caminho, aquele de Herodes, ao longo do qual pode haver ameaças, perseguição e até morte, ameaças à vida. Então os magos, voltando, seguiram outro caminho para evitar, justamente, Herodes. É iluminado, então, o caminho que deve ser seguido, iluminado pela luz da estrela de Belém”.
Inspirado pelo profeta Isaías (60,1-6), o presidente da celebração ressaltou que Jesus se manifesta como luz em meio às trevas do mundo. “Jesus se manifesta como luz às nações. Nós ouvimos do profeta Isaías: ‘Levanta-te, acende as luzes, porque chegou a tua luz, a luz divina’. A terra envolvida em trevas, mas sobre ti apareceu o Senhor. Os povos caminham à tua luz. Enquanto as trevas de toda sorte de males no mundo ameaçam e agridem a vida, o poder maior da luz divina aponta o caminho a ser percorrido, aquele que conduz à glória do céu, aquele indicado pelo Senhor Jesus”.
Ao refletir sobre o Salmo proclamado na liturgia, Frei Claudino destacou que o verdadeiro poder não se assemelha ao de Herodes, mas nasce da justiça, da bondade e da equidade de Deus. “O poder verdadeiro, caros irmãos e irmãs, é aquele que vem do próprio Deus, o próprio Cristo. ‘Dai ao rei vossos poderes’, nos lembra o salmista. Esse rei, sim, liberta o indigente que suplica e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. E a vida dos humildes ele salva, ele vem para salvar a humanidade”.
Em contraste, alertou que os poderes humanos, quando se afastam da defesa da vida, se aproximam do caminho de Herodes: “Os que se acham poderosos do mundo… pendem mais para o poder de Herodes do que para a defesa da vida. Então, a vida nos é dada pelo próprio Senhor Jesus”.
A partir da segunda leitura, Frei Claudino recordou que a Epifania revela um mistério agora plenamente manifestado. “Esse mistério outrora escondido, mas sempre anunciado pelos profetas, agora se tornou manifesto. Então, epifania, manifestação do Senhor. Ele vem se revelar a todos os povos. Os magos vêm do Oriente, os pagãos… guiados pela luz da estrela, a luz da sua fé, eles vêm contemplar esse mistério agora revelado a todas as nações. A salvação é estendida a todos os povos. Para Deus não há distinção”.
Ao final da homilia, Frei Claudino convidou os fiéis a fazerem da própria vida uma oferta ao Senhor e a seguirem firmes na fé ao longo do ano que se inicia. “O nosso presente, com certeza, que entregamos ao Senhor é a nossa vida, o nosso coração, pela nossa fé, pela alegria que trazemos dentro de nós. Sigamos a estrela, continuemos para dentro do ano novo… No nosso coração tem espaço para a bondade, a misericórdia, a alegria e assim nós somos pessoas felizes. Que o Senhor nos acompanhe e nos abençoe para dentro deste novo ano.
A celebração da Epifania do Senhor no Convento da Penha renovou, assim, o convite para que todos os fiéis, guiados pela luz de Cristo, escolham caminhos de vida, paz e esperança, tornando-se sinais da presença de Deus no mundo.













































