Paz e Bem.
A Fraternidade Franciscana do Convento da Penha realizou na tarde desta quarta-feira (27/01), a primeira Missa em Memória dos Falecidos do ano de 2021. A celebração ocorre uma vez por mês e tem como objetivo principal, recordar todos amigos e familiares que faleceram neste tempo da pandemia, e, em solidariedade a dor da saudade, trazer palavras de conforto num “abraço de esperança”, ainda que virtual.
A memória dos falecidos, sempre viva nos corações de seus entes tão amados, proporciona mais alento e esperança àqueles que ficaram. Embora resta-nos a saudade e o vazio, a oração acalma. A oração pelos mortos e a celebração por eles, nos dá a confiança na ressurreição.
É importante ressaltar que desde o início da pandemia, os franciscanos da Província Franciscana da Imaculada Conceição, da qual o Convento da Penha faz parte, de forma solidária, realizaram diversas edições da “Celebração do Abraço e da Esperança”. Diariamente, santuários, paróquias e igrejas pertencentes a esta província ofereceram oração pelos falecidos e falecidas. Com novas medidas de isolamento, a celebração passou a ser quinzenal e no início do mês de agosto, os encontros foram cancelados.
Ainda que muitas paróquias e comunidades já tivessem retomado suas atividades presenciais e as celebrações em memória dos falecidos, os velórios e cerimônias de despedidas continuaram com muitas restrições.
A Missa desta quarta foi presidida pelo Frei Luiz Flávio Adami Loureiro, porém, no início coube ao Frei Pedro de Oliveira apresentar as motivações da ocasião. Ao entoar canções de esperança pela certeza da ressurreição, os fiéis ficaram bastante emocionados em casa. Muitos fizeram questão de expressar emoção por meio dos comentários. Enquanto a transmissão exibia as mais de noventa fotografias que foram enviadas ao longo da última semana, os familiares rezavam pelas almas dos seus entes queridos.
Na homilia, Frei Luiz fez uma correlação entre o Evangelho (Mc 4,1-20) e a memória dos mortos. “Está chegando a hora que nós deveremos ter um modo de sentir e experimentar a vida no sentido real e não no sentido virtual. Por isso que ao Jesus contar a parábola no Evangelho, mostra que muitas pessoas têm ânimo, mas é passageiro, não sentem nem experimentam o que é de mais importante, aí, daqui a pouco vêm as pedras no nosso caminho, não se criam raízes, não se criam as sementes… Para que a Palavra de Deus frutifique e cresça dentro de mim, o terreno tem de estar bom, adubado para que a semente possa trazer aquilo que é próprio. Quando nosso coração, nossa vida, está preparada, temos uma colheita boa… Nós estamos neste mundo apenas de passagem, nossa casa verdadeira é a Casa do Pai – Jesus até disse na Casa do Pai existem muitas moradas -, então, se nós vivemos cada dia na Palavra de Deus, Ele vai nos acolher e mostrar o que a Sua Palavra diz para nós: é o amor, a generosidade, a acolhida, a fraternidade”, comentou.
Depois da bênção final, foi a vez da mensagem de encerramento da Missa, dirigida aos familiares enlutados. “Nosso desejo ardente, como filhos e filhas nos encontrarmos com aquela que trouxe até nós, em seu ventre, Jesus como Salvador de toda a humanidade. Neste momento de pandemia, como foi difícil, já que não pudemos nos abraçar, nos tocar, não foi possível curtir os últimos momentos as quais amamos, como num piscar de olhos elas se foram, sem podermos nos despedir conforme gostaríamos. Restou a saudade, restou a dor, restou o vazio, mas continua restando a chama de esperança e de fé que um dia nos reencontraremos na Glória dos Céus. Passamos e deixamos marcas, gravadas em ti e em seu coração, nem o tempo conseguirá apagá-las. A grande marca que seus entes queridos deixaram, o tempo jamais poderá apagar. Quanto mais o tempo passa, mais forte essa chama fica. Nossa solidariedade e compaixão a todos!”, finalizou Frei Pedro de Oliveira.
Assista abaixo a homenagem aos falecidos preparada pela fraternidade do Convento.