“Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!”
Paz e Bem.
Na manhã deste Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, centenas de fiéis participaram da procissão e Missa no Campinho. A Celebração foi presidida pelo Guardião do Convento, Frei Gabriel Dellandrea.
Nesta ocasião, a Igreja em todo o mundo inicia o tempo mais importante do calendário cristão, a Semana Santa. Os católicos são convidados a percorrer, com Jesus Cristo, os momentos desde sua Entrada Triunfal em Jerusalém, passando pela agonia e dor do Calvário, a morte na Cruz e a Ressurreição.
Na homilia, Frei Gabriel destacou que essa “prova que Jesus enfrentou” é o caminho de todos, pois “seremos expostos a provar, mas não bebemos. Não precisamos aceitar aquilo que não nos eleva. Jesus provou, mas não bebeu”.
“Jesus foi colocado diante da maldade humana daqueles que condenaram e zombaram dele. Ele provou da zombaria, provou da injustiça, mas não gostou. Porque ele poderia ter feito maldade para combater a maldade que fizeram com ele. Mas ele provou da maldade e viu que é uma bebida amarga, tanto quanto o vinho com fel. Ele provou da violência, mas não bebeu. Poderia ter sido violento. Ele provou da injustiça, mas não quis levar à frente”, afirmou o Guardião.
A programação teve início na Capelinha de São Francisco de Assis, onde foi proclamado o primeiro Evangelho, seguida pela bênção dos ramos. Em seguida, os participantes caminharam em procissão até o altar no Campinho, recordando a entrada de Jesus em Jerusalém. Durante a procissão, os fiéis carregavam ramos nas mãos, gesto que simboliza acolhida e reconhecimento de Jesus como Rei, ao mesmo tempo em que já aponta para o caminho de sofrimento que será vivido ao longo da Semana Santa.
Durante a homilia, Frei Gabriel convidou os fiéis a refletirem sobre suas próprias atitudes e escolhas, especialmente neste tempo forte da Igreja: “Nem tudo o que chega até nós, precisa entrar no nosso coração. Nem tudo o que nos é oferecido é bom. E talvez nós teremos que provar. Mas, ao não gostarmos, devemos rejeitar”.
Ao final, ele propôs duas perguntas para guiar a vivência da Semana Santa: “O que eu tenho aceitado na minha vida que eu sei que não é bom? O que eu preciso começar a rejeitar, mesmo que já tenha aprovado e visto que não é bom?”
A celebração encerrou-se com um clima de recolhimento e preparação espiritual, marcando o início da Semana Santa, período central da fé cristã, que convida os fiéis a acompanharem mais de perto os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Celebração presidida por Frei Evaldo Ludwig começou com procissão e bênção dos ramos
Na tarde do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, a Celebração foi presidida pelo Frei Evaldo Ludwig e reuniu centenas de devotos. A programação teve início na última curva da estrada principal de acesso ao Convento, onde foi proclamado o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, pelo Frei David Belineli. No local, também foram abençoados os ramos, dando início à tradicional procissão até o Campinho, em um gesto que recorda a acolhida festiva a Cristo.
A procissão seguiu em clima de oração e reflexão, com os fiéis conduzindo seus ramos até o local da celebração eucarística. O Domingo de Ramos une dois momentos importantes da fé cristã: a alegria da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e o anúncio de sua Paixão.
Durante a homilia, Frei Evaldo destacou o sentido profundo da Semana Santa como tempo de compreensão da missão de Cristo e de renovação da fé. “Hoje, neste Domingo de Ramos, nós celebramos o recorte de tudo isso que nós vamos viver durante toda a Semana Santa, a semana que nós somos levados a compreender por que que nós somos seguidores de Jesus Cristo.”
O frei ressaltou que a missão de Jesus foi revelar um Deus próximo, misericordioso e cheio de amor, diferente da imagem marcada pelo medo e pela punição. “Jesus Cristo começou a mostrar um rosto de Deus que olha para nós seres humanos de uma maneira muito distinta. Jesus Cristo foi nos ensinando que Deus é amor e que todo discípulo e discípula de Jesus Cristo deve prezar pela capacidade de amar.”
Ao refletir sobre a vivência cristã, Frei Evaldo destacou que cuidar, proteger e amar são atitudes essenciais para quem deseja seguir Jesus. “Cuidar, zelar, proteger, é a vocação de nós cristãos e da igreja. Quando a gente abandonar isso, nós estamos abandonando a pessoa de Jesus Cristo.”
O sacerdote também recordou que a fé deve se traduzir em atitudes concretas no dia a dia, incentivando os fiéis a viverem o amor e a reconciliação.
Ao meditar sobre a Paixão de Cristo, o frei afirmou que o sofrimento de Jesus é expressão do amor por toda a humanidade. “A paixão de Jesus Cristo não passou simplesmente de uma etapa ardorosa de amor. Eu posso levantar de manhã, optar em fazer o mal ou fazer o bem, a opção é minha.”
Encerrando a homilia, Frei Evaldo convidou os fiéis a viverem intensamente a Semana Santa, como tempo de conversão e mudança de vida. “Não deixem essa passar em branco. Vamos fazer que um pedacinho de nós se transforme”.



















































