Paz e Bem.
A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor foi celebrada às 15h, no Campinho do Convento da Penha. Centenas de fiéis participaram da Celebração Eucarística que foi presidida pelo Guardião, Frei Gabriel Dellandrea. Corpus Christi é a celebração em que a Igreja é convidada a manifestar publicamente sua adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia, reafirmando que no pão e vinho consagrados o próprio Cristo está presente, é Cristo verdadeiramente presente. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Evangelho de João 6, 51-58)
Em sua reflexão, Frei Gabriel afirmou que Cristo é o alimento para o mundo. “O Senhor é presença na Eucaristia! E podemos nos alimentar Dele diante desse mundo que nos oferece tanta ‘mesa vazia’, o Senhor é, diante da fome do mundo, o banquete mais bem servido, só nos pede a adesão de sermos seus discípulos e discípulas. Nesta Solenidade de Corpus Christi, podemos proclamar a nossa fome encontra o banquete da presença do Cristo na Palavra e na Eucaristia, que nos alimenta de verdade nas nossas necessidades, na nossa fome de Deus”.
“Que possamos, revitalizar esse dom da fé, que possamos no encontro com o Cristo Eucarístico, observar nEle o alimento verdadeiro diante da fome deste mundo. Que esta celebração se torne uma ocasião para nos aprofundarmos cada vez mais no mistério de Deus e na Eucaristia encontrarmos o verdadeiro alimento da nossa vida”, convocou.
Frei Gabriel fez uma analogia à refeição que alguém prepara para receber em casa. “Podemos meditar sobre o mistério da Eucaristia imaginando quando temos a oportunidade de visitar a casa de uma pessoa, onde nunca saímos de lá sem comer alguma coisinha. Tem gente que tem essa característica, essa hospitalidade, de não deixar a visita ir embora sem antes sentar-se à mesa para fazer, nem que seja um cafezinho com biscoito. E nós, às vezes, até com pressa nem temos tanto tempo para sentar, para comer… A pessoa tem sempre uns ‘potinhos de margarina’ já reservados para colocar uns biscoitinhos dentro, um pedaço de bolo para a gente levar para casa, para se alimentar. Tem gente que não gosta de ver os outros passando fome ou então que gosta de alimentar as pessoas. É assim também que nós nos colocamos diante do Senhor. Ele quer nos alimentar, em toda visita que fazemos a Ele a refeição está sempre pronta”, destacou.
“Não há quem visite verdadeiramente o Senhor que saia com fome, mas somos alimentados. Como ouvimos no Evangelho de hoje (Lucas 9,11-17), os discípulos pediram para Jesus despedir a multidão, porém, Ele sensível, percebeu que aquele povo estava com fome e não podia mandá-los embora assim, porque o caminho de volta para casa seria longo e não teria comida. Nós também, irmãos, estamos famintos. Do alimento corporal, graças a Deus, podemos contabilizar em nossas mesas a oportunidade de rendemos louvores a Deus, porque ao menos o arroz e o feijão temos, mas estamos famintos de outros dons necessários para a vida tanto quanto arroz e feijão. São os dons do serviço, da humildade, do respeito, do diálogo. Todos esses dons, estamos famintos e às vezes procuramos comer alguma coisa que alimente-nos, porém, nem sempre buscamos o alimento certo. É preciso comer algo que sustente de verdade, algo que possa nos alimentar”, explicou o Guardião.
Após a Comunhão, houve uma procissão com o Santíssimo no Campinho sobre pétalas de rosas que eram jogadas e a bênção para as cidades, para os fiéis e para a fraternidade do Convento.
































































































