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02/03/2026

Convento celebra “ocasiões de reencantamento da fé”

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Paz e Bem.

O Convento da Penha viveu um momento histórico e especial na manhã deste 2º Domingo da Quaresma. Alguns acontecimentos marcaram a Missa das 9 horas, celebrada no Campinho do Santuário de Nossa Senhora da Penha. A Abertura do Ano Jubilar Franciscano, a assinatura do contrato da nova parceria do Convento com a Rádio América 91.1 FM, a romaria de São José do 4º Território de Alfredo Chaves e ainda os 71 anos de vida religiosa do Frei Pedro Engel.

A celebração foi presidida pelo Frei Gabriel Dellandrea, Guardião do Convento e concelebrada pelo Vigário, Frei Evaldo Ludwig. Fiéis provenientes de várias regiões do Espírito Santo e de outros locais também participaram. Ao iniciar, Frei Gabriel destacou a importância de celebrar tantas motivações. “Muitas coisas boas serão celebradas nesta Eucaristia. Tantas intenções, tantos agradecimentos, tantos momentos… Isso é sinal da graça de Deus que vem ao nosso encontro”, disse.

Após a proclamação do Evangelho, Frei Evaldo fez a leitura do Decreto Pontifício do Ano Jubilar Franciscano. Na sequência, os caminhantes de Alfredo Chaves fizeram a entronização da Imagem de São Francisco até o presbitério, enquanto cantavam a “oração pela paz”, atribuída a Francisco.

Na homilia, Frei Gabriel usou uma figura de linguagem para explicar a liturgia deste tempo quaresmal, com as intenções apresentadas na Missa. “Na Quaresma a gente gosta de uma coisa mais ‘tenebrosa’, uma cara um pouco mais amarrada, e de repente Jesus aparece com um corpo glorioso. A Transfiguração do Senhor é meio ‘estranha’ nesse tempo quaresmal, porque nós queremos mais tristeza e o Senhor insiste em nos trazer a sua alegria. E o motivo? Reencantar a nossa caminhada de fé. Vamos observar um passo atrás. O evangelho que nós ouvimos hoje, de São Mateus (26,14-25), fala da transfiguração do Senhor. Mas imediatamente anterior a ele, nós temos uma outra passagem, que é bastante interessante e que faz entender o que é a ocasião da transfiguração do Senhor”.

“Na passagem anterior, – continua explicando -, é aquela em que Jesus diz para os discípulos que ele vai morrer numa cruz. E quem quiser segui-lo, que tome a cruz também. Irmãos e irmãs, com certeza os discípulos não gostaram muito de ouvir isso. Imaginem vocês, a pessoa que vocês amam, que vocês se dedicam a seguir, de repente diz: ‘olha, eu vou morrer na morte mais violenta e vergonhosa. E quem quiser vir após mim, tem que fazer o mesmo’. Dá um desânimo. Quando nós então vivemos a caminhada de fé, às vezes também somos confrontados com a cruz, que desanima, que cansa, que nem sempre é tão fácil de ser carregada, mas tem que ser carregada. E por isso, Jesus convida Pedro, Tiago e João para o momento de reencantamento da fé. Vendo eles desanimados, o Senhor não os abandonou, muito pelo contrário, trouxe eles de volta. Não falou para eles, olha, era tudo mentira o que eu falei. Não, Ele não foge da cruz e não deixa que nós também fugimos. Mas Ele diz que apesar da cruz, há a ressurreição, há a esperança. Nós não estamos perdidos e o sofrimento, realidade da vida, não tem a palavra final, mas somos convidados também a vivermos a oportunidade de vislumbrarmos no Senhor o corpo glorioso, que um dia nós também assumiremos na vida eterna. Nesse sentido, precisamos dessas ocasiões de reencantamento da fé”, explicou Frei Gabriel.

Ano Jubilar Franciscano

Segundo Frei Gabriel, um dos “reencantamentos da fé” é o Ano Jubilar Franciscano. “Celebramos São Francisco como modelo de santidade. Acabamos de ouvir no decreto que ele é este modelo. Nesse mundo em que vivemos tantas vezes perdido, nesse mundo que vivemos tantas vezes perturbado, São Francisco é um refrigério. É aquela sensação que nem tudo está perdido. Olhar para a sua vida como caminho de santidade é dizer, ainda temos a oportunidade de encontrarmos a graça de Deus, porque Ele encontrou e com certeza intercede por nós também. Por isso, ao cumprirmos o itinerário de fé proposto para este Ano Jubilar: o sacramento da reconciliação (confissão), a participação na Eucaristia, a oração pelo Papa e a meditação sobre a vida de São Francisco, com certeza nos concederão a graça do reencantamento na caminhada rumo ao céu”, lembrou o Reitor da Penha.

Ele ainda fez um alerta: “Mas vale lembrar, não adianta nada fazer esse itinerário sem o verdadeiro arrependimento, sem olhar para nós mesmos e assim como Pedro, Tiago e João, também ter a consciência da cruz. Só que a vida cristã não para ali. Com Francisco de Assis aprendemos que estamos aqui como peregrinos rumo ao céu. Por isso, este ano de 2026, nós celebramos os 800 anos de sua morte. Parece estranho rezar pela morte do outro, não é? Nós não estamos dizendo, graças a Deus, ele foi embora. Nós estamos dizendo, graças a Deus, ele viveu tão intensamente a sua vida de peregrino na terra, que no dia de sua morte não foi uma ruptura, mas um encontro”.

Frei Gabriel contextualizou que São Francisco celebrou, com seus confrades, sua páscoa. “Que o dia de sua morte não foi ocasião de tristeza para o seu coração, mas a verdadeira e única alegria, o encontro definitivo com o Senhor. Peregrinos aqui, enfrentamos sim a realidade da cruz e às vezes nos desanimamos. Mas é certo, irmãos e irmãs, que de vez em quando o Senhor nos visita, assim como Pedro, Tiago e João, e nos coloca na montanha do seu encontro e nos faz viver a graça de experimentarmos que a vida não acaba aqui, mas que temos esperança no céu. Só que quando a gente fala para Ele: ‘Ah! Eu quero ficar aqui nessa vida boa para sempre’, Ele nos manda voltar para baixo. Porque enquanto estamos aqui, ainda somos peregrinos. Portanto, que esta ocasião do Ano Jubilar Franciscano e tudo que ela traz, possa ser um período de mudança de vida para cada um de nós, mudança de vida com um rumo, imitarmos o Senhor, assim como fez São Francisco”, finalizou.

Romaria de São José do 4º Território

A tradicional Romaria de São José do 4º Território de Alfredo Chaves já acontece há 26 anos. Contou com a participação de 120 pessoas. Os fiéis saíram da cidade na região serrana do estado na tarde da última sexta-feira (27/02) e caminharam cerca de 100km em três dias de percurso. Na manhã deste domingo (1º) , completaram o trajeto até o Santuário de Nossa Senhora da Penha.

O grupo é formado por muitos jovens que cumprem a tradicional devoção afim de expressarem sua fé à Padroeira. Na história, a romaria começou quando o pai de Renan Tomazini Magnago decidiu se reunir com amigos e familiares para pedir a intercessão de Nossa Senhora pela cura do filho. Eles fizeram, pela primeira vez, a caminhada até o Convento e como alcançaram a graça, resolveram realizar a caminhada todos os anos.

“Tudo começou porque eu tinha um problema de intestino e meu pai fez uma promessa para Nossa Senhora. Ele chamou mais um amigo dele e prometeu que se eu melhorasse, eles viriam ao Convento a pé, de lá do Quarto Território até aqui para agradecer. Ele reuniu a comunidade e perguntou quem gostaria de fazer a caminhada. Deu certo, eu melhorei, recebi esse milagre, graças a Deus e a intercessão de Nossa Senhora da Penha. Eles fizeram a fizeram a primeira Romaria no ano 2000. Vieram em 46 pessoas na época. Não tinha muito apoio, não tinha muita gente, eram eles mesmos e o que deu para fazer, eles fizeram. Mas se não fosse por ele, pela intercessão de Nossa Senhora, eu acho que eu nem estaria aqui também hoje”, explicou o devoto Renan.

Assinatura do contrato com a Rádio América

Antes da Bênção Final, Frei Gabriel convidou o diretor da Rádio América, Alessandro Gomes, para o momento histórico de assinatura do contrato. Antes, o jornalista fez o uso da palavra. “É um prazer a Rádio América retomar essa parceria que já durou muitos anos, e certamente Frei, vamos estar evangelizando mais longe aos domingos às 9 horas da manhã. A Rádio América está presente em toda a região metropolitana, e pelo aplicativo e pela internet, também estamos em todo o Brasil. A Rádio América tem crescido muito, tem se tornado um veículo de ponta, graças a Deus e graças ao trabalho de cada uma e cada um que lá está, incentivando o trabalho, mas também fazendo com que a rádio seja verdadeiramente um canal de evangelização”, disse Alessandro

“Eu costumo dizer que a Rádio América não é mais uma comunidade, não é mais uma igreja, mas ela é mais um púlpito. Ela é o local de fala da igreja, e a Rádio América é de cada um e cada uma de vocês, porque o seu dízimo também contribui para que a Rádio América sobreviva. Obrigado. É a minha palavra aqui hoje. Agradecimento ao Convento por este momento de parceria e a cada uma e cada um de vocês. E um convite: ouçam a Rádio América. Mais novidades virão por aí. Ouçam a Rádio América 91.1. É a Rádio Oficial da Arquidiocese. E se ela é Oficial da Arquidiocese, é de cada um de vocês”, convidou.

A primeira transmissão, inaugurando a parceria já aconteceu na Missa deste domingo. Agora, todos os domingos às 9 horas a Rádio América também transmitirá a Missa do Convento ao vivo. Já de segunda a sábado, às 8h30 da manhã, vai ao ar pela rádio o programa “Minuto do Convento” com informações, a devoção a Nossa Senhora da Penha e a São Francisco de Assis, além de momentos devocionais, curiosidades, a história do Convento e da Província Franciscana e a participação dos ouvintes.

71 anos de vida religiosa do Frei Pedro Engel

A alegria do domingo ficou completa com a ação de graças pelos 71 anos de vida religiosa do Frei Pedro Engel, que neste ano completa 90 anos de nascimento.

Ele falou qual é o “segredo” para uma vida longa e feliz. “Pois é, 71, não é nada. Ele chega depressa. Quando eu entrei para a vida franciscana e vi algum frade, 50 anos, eu pensei, nossa, nunca vou chegar lá. Cheguei quando o meu desespero estava ali. Depois pensei, bom, 50, tudo bem, mas 70, 80, não tem jeito. Está difícil. Ah, passou. Cheguei aí. Estou bem, graças a Deus. Então, para vocês também. Se quer chegar à longevidade, viva bem, faça só o bem, deixe o mal para os outros, tá bom? E assim, viva feliz, faça exercício, não se acomode, lute, trabalhe todo dia. Não descanse, não. Descanse à noite, tá bom?”, contou.

Frei Pedro é natural de Peritiba-SC. Nasceu no dia 24 de agosto de 1936 e ingressou na Ordem dos Frades Menores no dia 28 de fevereiro de 1954. Fez a primeira Profissão em 1º março de 1955 e professou solenemente na Ordem no dia 4 de maio de 1962.


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