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18/01/2019

[A posse de arma de fogo] Armar pra quê?

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FREI PAULO CÉSAR FERREIRA, OFM
Como os religiosos, cristãos católicos, passarão a justificar o acesso descomunal às armas de fogo, mesmo diante do incessante apelo da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, para não mais fabricá-las? Facilitar a posse de armas é incentivar o recuo na busca pela paz.
Desarmar é sempre mais inteligente!
A posse de armas de fogo… Tanta coisa em jogo! Estamos diante de algo devastador. Devastador! É de se esperar um agravamento da violência em todos os níveis, privado e social.
Possuir e permitir a facilidade da posse de armas de fogo, é conclamar, possibilitar e estimular a violência, o revidamento, a falta de fraternidade, a falta de humanidade… De diálogo e sobretudo, a falta de paz.
Quando Jesus foi preso, Pedro tomando uma espada quis defendê-lo. Jesus, porém, disse: “Enfia tua espada na bainha… Quem usar a espada morrerá pela espada.”
O Governo é o responsável pela segurança e proteção da população e da pacificação social.
Desarmar é sempre mais inteligente! Desarmar é sempre trazer a paz! Desarmar é sempre abrir-se ao diálogo.
Havendo emprego, saúde e educação, armar pra quê? Quem disse que isso é vida e solução?
A violência se combate com solidariedade e respeito, com diálogo e compreensão recíproca. Jesus pede pra gente amar até os inimigos. Não estaria aqui o mais eficaz combate à violência?!
É mais inteligente e dignificante buscar a paz pelo caminho da reconciliação!
“Que o perdão seja sagrado… Que a fé seja infinita… Que o homem seja livre… Que a justiça sobreviva!”
O Papa Francisco, representante da Igreja Católica, sucessor de São Pedro, apóstolo do amor e da paz, pediu para “eliminarmos o comércio das armas”.
“É uma absurda contradição falar de paz, negociar a paz e, ao mesmo tempo, promover ou permitir o comércio de armas.
E sempre fica a dúvida: uma guerra aqui, outra guerra ali, será realmente uma guerra por problemas ou uma guerra comercial para vender essas armas no comércio ilegal e para enriquecer os comerciantes da morte? Acabemos com esta situação. Rezemos todos juntos pelos responsáveis das nações, para que se comprometam decididamente em pôr fim ao comércio das armas, que provoca tantas vítimas inocentes”.
No pedido, o Santo Padre deixa claro que não se pode buscar a paz, promover a paz, se promovemos ou permitimos o acesso às armas. Em outra ocasião, Francisco disse: “A história, estudada com paixão, pode e deve ensinar muito ao hoje, tão marcado pela falta de verdade, de paz e de justiça. Bastaria, através da história, que aprendêssemos a refletir, com paciência e coragem, sobre os efeitos dramáticos da guerra, das tantas guerras que perpassam o caminho do homem nesta terra. E parece que não aprendemos!”
O apelo pelo desarmamento e contra o comércio de armas não foi apenas do Papa Francisco. A Encíclica Pacem in Terris, de João XXIII, foi um forte apelo ao desarmamento e de maneira corajosa, condenou veementemente a indústria de armamentos, as políticas de facilidade no acesso às armas.
São Francisco de Assis, convoca para paz. Pede pela paz, instrumentaliza-se pela paz.
“Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz”

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz

Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Paz e Bem!
Artigo de Frei Paulo César Ferreira da Silva, com revisão e edição de Cristian Oliveira

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