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25/05/2026

Frei Robson: “Cristo oferece sua paz como fruto de um coração reconciliado com Deus”

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Paz e Bem.

A Solenidade de Pentecostes foi celebrada na manhã deste domingo (24), às 9h, no Campinho do Convento da Penha, reunindo fiéis para recordar a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria reunidos no cenáculo, é também o nascimento da Santa Igreja. A Santa Missa foi presidida por Frei Robson de Castro, que refletiu sobre a presença viva do Espírito Santo na caminhada dos cristãos, desde o Batismo até a missão evangelizadora no mundo.

Durante a homilia, Frei Robson destacou que Pentecostes marca o encerramento do Tempo Pascal e, ao mesmo tempo, a continuidade da missão de Cristo por meio da Igreja. Segundo ele, após a Ascensão do Senhor, os cristãos permanecem sustentados pela promessa da presença de Deus através do Espírito Santo.

“O tempo da Páscoa é também o tempo da esperança”, refletiu o frade ao recordar que Jesus prepara os discípulos para sua partida, mas permanece junto da humanidade pela ação do Espírito.

O Frei ressaltou ainda a importância do Batismo como marca da pertença a Deus. Segundo ele, os cristãos são inseridos na família da Santíssima Trindade e chamados a reconhecer-se como filhos amados do Pai. Ele explicou que o Espírito Santo habita o coração dos batizados e os ajuda a recordar os ensinamentos de Cristo, especialmente o mandamento do amor. “Nós pertencemos a Deus”.

“Hoje, a Igreja celebra a continuidade da missão de Jesus neste mundo, que é dada através da Igreja, que são os filhos e filhas de Deus que são batizados, não em nome dos seus pais, dos seus antepassados, mas nós fomos batizados em nome da Santíssima Trindade. E no dia do nosso batismo, fomos marcados na alma, porque não é uma tatuagem, não é na pele, porque não é para homenagear ninguém, é na alma, com o sinal de pertença àquele que entra na nossa vida e permanece para sempre, enquanto estamos nesta existência e também para a vida eterna, que é o próprio Deus. Então, nós, no dia do nosso batismo, nos foi dado a graça de fazermos parte da família da Santíssima Trindade e fomos marcados com o sinal de pertença a Deus”, enfatizou.

Ao comentar a Primeira Leitura dos Atos dos Apóstolos (Atos 2,1-11), o frade destacou a imagem das línguas de fogo repousando sobre os discípulos reunidos com Maria no cenáculo. Para ele, o fogo do Espírito não destrói, mas purifica, inspira e impulsiona à missão.

“A leitura fala onde o Espírito Santo é apresentado, e eu gostaria de usar esta imagem, não como uma pomba branca simbolizado a paz, que ela também é, mas uma outra imagem, outro símbolo, que é como línguas de fogo que repousam sobre os onze apóstolos e sobre Nossa Senhora. Naquela casa, naquele sobrado, que está lá em Jerusalém até hoje, naquele primeiro dia da semana, eis que, estando as portas e janelas fechadas, por medo dos judeus, os onze, e Nossa Senhora, eis que o Espírito Santo vem primeiro como um vento impetuoso, que não se sabe de onde vem, nem para onde vai, e que não pode ser encarcerado. Ele entra de uma maneira, assim, fulminante. Ele abre as janelas, ele abre as portas, e eis que ele pousa sobre cada um dos onze, e também sobre Maria Santíssima, como línguas de fogo. Fogo este, que não vem para destruir, consumir, mas é um fogo que renova, que purifica, e que os inspira”, contou.

Inspirado nos ensinamentos de São Francisco de Assis, o frade recordou a expressão utilizada pelo santo ao se referir a Maria como “Esposa do Espírito Santo”, destacando sua disponibilidade ao plano de Deus desde a Encarnação.

“Eis que lá estava presente, silenciosa, de uma maneira humilde, totalmente devotada a Deus, estava presente uma figura de uma mulher, uma mãe. Então a igreja nasce tendo presente uma figura de uma grande e extraordinária mulher, Maria Santíssima. É como se Deus dissesse para nós neste momento, olha, a nova família que eu vou criar, que é a igreja, tem também uma mãe. Toda família tem um pai, tem um irmão mais velho, que é Jesus de Nazaré, ressuscitado dentre os mortos, tem um amor entre esses dois, o pai e o filho, que é o Espírito Santo, tem uma multidão de irmãos, que somos nós, e tem uma mãe, que está lá, bela, linda, formosa, extraordinária. Recordo aqui, aquilo que São Francisco dizia a respeito de Nossa Senhora. Vejam a genialidade desse homem. Ele chamava Nossa Senhora da esposa do Espírito Santo. Interessantíssimo esta expressão! É nela que o Espírito Santo pode cumprir a vontade de Deus Pai de trazer o seu filho ao mundo através do ventre da Virgem Maria e do seu sim de obediência filial a Deus. Diz o texto sagrado, que assim que o Espírito Santo pousou sobre eles em forma de língua, eles foram tomados por uma força, um vigor extraordinário e saem pelas ruas de Jerusalém a anunciar, na língua de cada cidadão que lá estava, ou de povos, anunciar a Jesus como o Filho de Deus”, afirmou.

Frei Rbson explicou que o Espírito Santo permanece atuante “de geração em geração”, ajudando os cristãos a reconhecer a presença de Cristo no pão e vinho consagrados, na Palavra proclamada e na vivência comunitária da fé.

“É o Espírito Santo que nos traz como presente o próprio Jesus, para quê? Para nos ajudar a termos, suportarmos as nossas dores, as nossas enfermidades, doenças, e também para nos criar. Então vocês vejam como o Espírito Santo está presente até hoje, como um eco que vai permanecendo de geração em geração, por todos os tempos, até a consumação dos séculos. Jesus no Evangelho, que se apresenta lá no cenáculo, meu Deus, como cenáculo importante, aquele sobrado, aonde Jesus celebrou a sua última ceia com seus apóstolos, aonde Ele instituiu a Eucaristia ali, aonde Ele nos deu o ensinamento do Lava Pés, aonde Ele instituiu o mandamento novo do amor, aonde as primeiras aparições se dão neste cenáculo, aquele sobrado, naquele segundo andar. Hoje nós ouvimos o relato desta aparição. Que lugar fantástico, especial, uma sala. Não é uma igreja, não é uma basílica, não é um parque, não. Se dá naquela pequena sala, pequena, que tinha o quê? Um tapete, talvez algumas peças a mais”, comentou.

Ao recordar o Evangelho proclamado na celebração, Frei Robson ressaltou a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos reunidos no cenáculo e a paz oferecida por Cristo como fruto de um coração reconciliado com Deus. Encerrando a reflexão, o frade recordou que Pentecostes continua sendo um chamado para que os cristãos se deixem conduzir pelo Espírito Santo e renovem diariamente sua missão de testemunhar o Evangelho com esperança, amor e unidade.

“Jesus vai aparecer pela primeira vez ali, se colocando no meio, não batendo na porta, mas se colocando como um ser vivente, que ressuscitou o verdadeiro dos mortos e que deseja para os apóstolos e para nós a sua paz. Paz esta que significa estarmos com o coração totalmente preenchidos com a pessoa de Jesus pela ação do Espírito Santo. E Jesus reforça essa paz dizendo que Ele derramou sobre eles o Espírito Santo para que possa perdoar os nossos pecados”, finalizou.


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