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21/02/2026

Jesus posto à prova: as tentações no deserto

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Jesus posto à prova: as tentações que Jesus passou (Mt 4,1-11)

Jesus sofre as tentações do diabo. Poder, prestígio e riqueza. Hoje, no mundo dos seres humanos, essas tentações se desdobram em tantas outras, ou de outras maneiras, como o desejo desenfreado de possuir riquezas, mais e mais; a busca cega de prestígio social; a “compra” de poder em benefício próprio e quando exercido, nem sempre destinado ao bem comum.

Jesus entra nessa história específica, “movido pelo Espírito”, narrada pelo evangelista Mateus no capítulo 4, versículos 1 a 11: “Jesus movido pelo Espírito retirou-se ao deserto para ser posto à prova pelo diabo” (cf. 4,1)

O renomado exegeta Luís Afonso Schökel, ao referir-se ao termo tentações sugere o seguinte: “deve se evitar chamá-las de tentações porque são provações […] o povo de Israel passando o mar vermelho e guiado por Moisés é posto à prova repetidas vezes no deserto, assim Jesus, depois do Batismo, é guiado pelo Espírito e enfrenta a provação. Jesus supera todas as provas”.

A posição é contra o “milagre fácil e injustificado, contra o espetáculo gratuito abusando dos anjos e sobretudo contra o poderio universal, submetendo-se às regras do jogo impostas pelo pretenso soberano do mundo”. O evangelista relata três citações tiradas do contexto do Êxodo: Dt 8,3; 6,16; 6,13 (cf. Êxodo 17,1-7 e Nm 20,7-13).

Nas “provações de Jesus”, o Evangelho “encerra dramaticamente o grande confronto entre o projeto salvador do Pai e o ‘anti-projeto’ apresentado pelo rival” (Pe. Luís Afonso Schökel).

Jesus, humano e divino, “em tudo igual a nós, exceto no pecado”, solidariza-se com seu povo, passando pelas provações, não apenas por um período no “deserto” mas em todas as dimensões da vida.

Em meio a um “desequilibrado mundo de poder, prestígio e riqueza”, o Criador de todas as coisas permanece Soberano, não dominador, mas servidor de todas as criaturas. Ele não está inclinado ao mal e de querer fazê-lo cair nessas malhas do mal, no entanto, Jesus é o novo Moisés que liberta, conduz e salva seu povo de todas as “amarras” deste mundo. O Senhor Deus é o Libertador dos males, já nesta vida presente. O “poder temporal” e a riqueza mal distribuída causam exclusão social e injustiças que clamam aos céus.

Infelizmente, “as tentações de hoje” e a maneira como vencê-las, não se resolvem com toques mágicos. Os poderosos, gananciosos e materialistas, adotam, embarcam no sutil e enganoso princípio: “quanto mais bens, mais bênçãos”.

Ao invés dessas e de tantas outras ilusões, o homem faria muito bem, e melhor, “amar a Deus sobre todas as coisas”. Jesus mesmo indica as melhores opções constantes, como vimos no Antigo Testamento. ‘Alimentar-se da Sua Palavra, não tentar a Deus, mandar embora satanás’.
Deus criou todas as coisas e viu que tudo era muito bom. Pena que o homem quer se apoderar de tudo, achando que possui muitos bens é ser feliz. No entanto, essa felicidade é como a flor no estio; de manhã, bela e formosa; de tarde, murcha e fica seca. Assim é a vida dos que confiam somente em si mesmos e nas riquezas.
Jesus Cristo que, “humano assim só podia ser divino”, solidariza-se com os sofredores e fracos que colocam no Senhor total confiança.

Outras “tentações” que podem e devem ser evitadas, num âmbito mais completo do “deserto” da vida, são mencionadas pelo Papa Leão XIV, quando pediu “jejum de palavras ofensivas”, palavras que não edificam.

O poder que a palavra tem na difamação e calúnia: “Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias”, pediu o Santo Padre.

“Se Deus é por nós, quem é ou será capaz de nos vencer”? São as do “poder” que exercem as palavras negativas. É preciso combatê-las como diz o Papa Leão. Jesus não fugiu das provações, mas nelas não caiu.


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