Paz e Bem. Viva São Brás!
Ao longo desta terça-feira (3), em todas as Missas, centenas de fiéis subiram ao Convento da Penha e receberam a “Bênção de São Brás” contra os males da garganta. A tradicional bênção marca as celebrações em honra ao santo mártir, protetor da garganta. Segundo a história, Brás nasceu na Armênia, Turquia, em meados do século III. Foi médico, procurando curar o corpo mas também, através do apostolado, a alma dos seus pacientes. Por tamanhas virtudes, a comunidade cristã de Sebaste, onde habitava, o elegeu como bispo. Diante das perseguições, deu exemplo de firmeza na fé, exortando os fiéis a perseverar ainda que Licínio, o imperador romano, fizesse muitos mártires em Sebaste.
A tradicional bênção de São Brás, ou “bênção da garganta”, concedida pela Igreja neste dia, está relacionada a um dos muitos milagres do santo. Uma mãe, em desespero, lhe apresentou o filho pequeno sufocando, com uma espinha de peixe entalada na garganta. Brás o curou imediata e miraculosamente. A bênção e a iconografia do santo incluem um par de velas que ele segura, cruzadas, pois teria recebido, no calabouço escuro do cativeiro, um par de velas de um amigo, as quais o iluminavam e aqueciam. São Brás é venerado tanto no Ocidente como no Oriente.
A Missa das 15h30, na Capela do Convento, foi presidida pelo Frei Claudino Dal’Mago, com presença dos confrades Frei David Belineli, Frei Pedro Engel e Frei Silvério Cajonde. Ao final, os freis abençoaram as gargantas dos fiéis presentes.
Inspirado no Evangelho, o frade destacou que a fé é sempre acompanhada de uma resposta concreta e confiante por parte de quem se aproxima do Senhor. Recordando diversas passagens bíblicas, Frei Claudino afirmou: “A fé é um dom precioso de Deus. E essa fé, dela nós somos portadores, portadoras também”. Ele ressaltou que a fé não é passiva, mas envolve colaboração e entrega. “As ordens que Jesus dá pedem, no entanto, colaboração de quem quer colher seus frutos. Você acredita? Acredito. Então, faça-se conforme a tua fé”, afirmou.
Frei Claudino recordou, de modo especial, o episódio da cura da filha de Jairo e da mulher que sofria de hemorragia, ressaltando a confiança absoluta dessas pessoas no Senhor: “Chefe da sinagoga. Coloca sua total confiança no poder do Senhor. E a mulher, também doente, sofria de hemorragia, ela também atesta: ‘Se eu tocar na orla do seu manto, sua roupa, ficarei curada'”.
O momento em que Jesus chama a menina à vida também foi sublinhado como expressão de ternura e proximidade: “Talita cum. Menina, levanta. (…) Talita, menina, levanta-se”, explicou o frade, ressaltando o significado profundo desse gesto de cuidado e amor.
Dirigindo-se aos fiéis, Frei Claudino enfatizou que Cristo continua, hoje, a se aproximar de quem sofre: “Cristo se aproxima dos doentes. Ele tem compaixão, cura os doentes, cura as doenças, liberta e salva”, recordando que o Senhor segue dizendo a cada pessoa: “Levanta-te, tua fé te salvou”
Ao final da homilia, o presidente da celebração convidou a assembleia a reconhecer e agradecer o dom da fé recebido no Batismo: “Nós, pelo batismo, lembramos, recebemos o Espírito Santo, recebemos a força que vem do alto”, exortando todos à gratidão e à perseverança: “Somos felizes, irmãos e irmãs, e continuemos sendo gratos, gratas a Deus pelo dom da fé que ele nos deu a todos nós”










































