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26/01/2026

Despedida com gratidão 🙏💙 | Frei Jorge segue para missão em Bragança Paulista

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Paz e Bem.

A Missa celebrada na tarde desta quinta-feira, 23 de janeiro, no Convento da Penha, em Vila Velha, foi marcada por emoção e gratidão na despedida do Frei Jorge Lázaro de Souza, que seguirá para uma nova missão na Fraternidade Franciscana de Bragança Paulista (SP). O frade residia no Convento desde agosto de 2023 e, ao final da celebração, recebeu homenagens, lembranças e o carinho dos fiéis.

Ao final, o Guardião Frei Gabriel Dellandrea fez uma homenagem emocionante, destacando a dinâmica constante do santuário e a presença marcante de Frei Jorge na missão cotidiana da fraternidade. O confrade e amigo recordou algumas tarefas relacionadas a evangelização, a fraternidade e administração que ele tão bem desempenhou. Entre as várias atividades, Frei Jorge se destacou na evangelização, sobretudo pelos meios de comunicação; na administração como ecônomo; no serviço fraterno, inclusive na acolhida aos fiéis e no diálogo com os voluntários, especialmente da manutenção, da acolhida e da liturgia.

A canção do Milton Nascimento eternizada na voz da cantora Maria Rita indica bem o que vivemos hoje: ‘todos os dias é um vai e vem’. E poderíamos pegar emprestada essa frase para definir o Convento da Penha. E nesse sobe e desce deste local, infelizmente, amanhã você ‘vai’ depois de um período vivendo aqui como um peregrino. Nesse ‘vai e vem’, a estação da vida também indica que viver é movimento!”, disse Frei Gabriel.

O Guardião recordou que, apesar de muitos imaginarem uma rotina tranquila, o Convento vive um intenso movimento de serviço, acolhimento e responsabilidade pastoral. “Há quem diga que no Convento a vida é tranquila. Nós dois sabemos muito bem que não. Aqui há muito movimento, há chegada e partida a todo instante. E por falar em movimento, no período que você esteve aqui, movimentou a casa! Nos bastidores, muitas vezes você segurou as pontas. A atividade de compras, o acompanhamento dos comércios, as idas e vindas aos médicos com os freis, o almoço de domingo, o macarrão maravilhoso, o sagu de frutas que Frei Pedro gosta. Enfim, a equipe da TV Aribiri precisaria de muito tempo de transmissão para falarmos tudo o que você ‘movimentou’ no escondimento, no serviço, na missão”.

Entre os exemplos citados, foram lembrados serviços cotidianos e gestos fraternos que marcaram a convivência comunitária. “E você também sabe que o dom da missão deve ser partilhado. E procurou sair das portas do Convento, movimentando o nosso Santuário. O nosso povo fiel lhe conheceu no acolhimento, nas diversas conversas, na secretaria, na disponibilidade para aconselhamentos, no ‘Toda Terça Tem Terço’, no programa de televisão que ia ao ar contando sobre o Convento, nos vídeos de reflexão dominicais… Aqui, mais umas boas horas iriam para fazermos a memória do que você movimentou”, disse o amigo ao Frei Jorge.

Tomado de emoção, Frei Gabriel ainda lembrou do confrade como “presença afetuosa e cuidadosa” onde estiver. “E agora, a subida e descida de escadas, por um tempo, será trocada pelo ar puro e fresco da bela Bragança Paulista, onde você com certeza será presença afetuosa, como foi aqui e em tantos lugares, aos confrades que vivem o movimento da enfermidade. Mas sabemos que você cumprirá a missão de os amparar, não porque aprenderá, mas porque ela já faz parte do seu modo de ser”.

Por fim, o Guardião ressaltou duas palavras como sentimentos. “Cabe-nos duas palavras: perdão pelos nossos limites. Nós sabemos muito bem como os desafios aqui foram intensos. Não é fácil cuidar do Santuário mais visitado do estado do Espírito Santo. Entretanto, não há solidão quando se vive na fraternidade. E os desafios nos enriquecem. E quanta coisa aprendemos juntos, diariamente. Agora, aprenderemos a deixar ir, a visitar e esperar a sua visita, ou quem sabe, uma nova oportunidade de convivência juntos”.

“E a última palavra está estampada naquilo que queremos lhe entregar. No ano em que comemoramos os 800 anos da partida de Francisco de Assis, nós também assistiremos a sua nova missão, que exige partida, mas que em algum lugar, é uma chegada bastante esperada. Nosso Pai Seráfico com certeza assiste do céu a nossa gratidão a você! E como ele, dizemos ‘Louvado sejas, meu Senhor’ pois aprendemos que todo bem, toda graça, vem de Deus! Nossa gratidão, nosso carinho. Esperamos você na Festa da Penha e sempre quando você quiser vir. A Virgem das Alegrias, Mãe Afetuosa, é acolhida calorosa, é ouvinte da prece silenciosa e será sua companheira de viagem”, finalizou.

Na sequência, as voluntárias Marina e Conceição Zampieri entregaram uma lembrança do Convento ao Frei Jorge, uma camisa com a frase “Louvado sejas, meu Senhor” e uma fotografia da fraternidade, simbolizando o afeto e a gratidão por sua presença e dedicação durante o período em que esteve na fraternidade. O momento reforçou a ligação entre os frades e os voluntários que, diariamente, ajudam na missão do Santuário e na acolhida aos peregrinos.


Frei Jorge agradece: “Na porta do meu quarto estava escrito ‘gratidão'”

Em sua fala final, Frei Jorge emocionou os presentes ao recordar um gesto simples, mas profundamente simbólico: uma pequena placa colocada na porta de seu quarto, com uma palavra que resumiu sua vivência no Convento. Ele ressaltou que a vida religiosa deve ser marcada pelo reconhecimento das graças recebidas e pela confiança em Deus. “Na porta do meu quarto tem um pequeno ‘azulejinho’ e estava escrito ‘gratidão’. E eu coloquei de propósito porque às vezes a gente passa a vida reclamando, se queixando de tudo. E a gente tem tanta coisa para agradecer. Eu, nos meus trinta e poucos anos de vida religiosa, eu acho que reclamei muito pouco. Mas eu acho que, diante de Deus, foi muito. Porque Deus é tão bom, que hoje na leitura, na conversa de Davi, ele dizia que Deus era muito bom e ele tinha só feito coisas más. Então, esse espírito de gratidão que eu levo a Deus, a Nossa Senhora, a minha província, onde eu professei, e representando aqui no Frei Gabriel, muito obrigado pelas suas palavras. E no Frei Gabriel agradecendo a toda a fraternidade, que sempre me acolheu muito bem”.

Ao agradecer à fraternidade e ao Guardião, Frei Jorge destacou que sua presença foi resposta ao acolhimento que recebeu e que a vida comunitária é construída em reciprocidade, como um bumerangue. “A vida é como um bumerangue. O que a gente lança, ela volta. Então, eu só tenho que dizer que eu só devolvi aquilo que eu recebi. Carinho, atenção, compreensão, perdão. E esse é o espírito da nossa fraternidade. Esse é o espírito franciscano. Então, a minha vida é de gratidão a Deus… Uma das coisas mais bonitas também que eu aprendi aqui, que me ajudou a viver muito mais, é a devoção à Nossa Senhora. Isso me fez crescer cada vez mais nessa devoção, nesse amor à Nossa Senhora. Então, eu parto daqui com o coração agradecido.

Frei Jorge finalizou destacando que a vida franciscana no Convento só faz sentido porque existe um povo que reza, peregrina e participa — presencialmente ou pelas redes sociais. “E é por vocês que nós estamos aqui. Vivemos em função de vocês. Essa é a nossa missão. É para isso que Deus nos chamou. Para acolher aqueles que vêm aqui, que vêm rezar, que vêm pedir o seu perdão, que vêm fazer o seu agradecimento. Então, minha gratidão também a vocês, que frequentam o convento da Penha, que sempre trazem sempre algo de bonito para nós aqui. Muito obrigado”.


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