Inclusão e gratidão!
Na manhã deste 17º Domingo do Tempo Comum (27), um momento de emoção, gratidão e inclusão. Mães e pais de pessoas com deficiência foram acolhidas pelo Frei Robson de Castro Guimarães, que fez questão de abençoar cada um e dirigiu algumas palavras sobre a importância de manter a fé.
“Eu percebi a ação da presença de Deus, que para mim ali foi claro, naquelas três mães que subiram até o alto desta Montanha para estarem junto com Deus, diante de Nossa Senhora e com ela, é claro, para agradecer pelo dom da maternidade. E não é qualquer maternidade. Uma maternidade toda especial. Sentiam-se agraciadas pela oportunidade e a graça dada por Deus de serem mães daquelas crianças especiais. Por isso eu digo às mães que aqui estão, as mães de outras crianças também… Não se sintam abandonadas por Deus! Repito aquela frase que aquelas senhoras me disseram. Não é um peso, mas é uma grande graça e se Deus me concedeu essa graça, Ele estará sempre junto com vocês até o último dia”, afirmou Frei Robson.
Logo após, os fiéis aplaudiram o gesto acolhedor e fraterno para com as pessoas especiais. As mães também se emocionaram e como retribuição, recitaram a oração da Ave Maria com todos ao final da Missa.
Na homilia, Frei Robson começou explicando a Primeira Leitura (Gênesis 18,20-32). “A figura de Abraão é muito importante, uma figura limpa, alguém que confia plenamente em Deus. Assim deveriam ser os pais, esposos, deveriam ser como Abraão. Ele tem uma íntima comunhão com Deus, ele dialoga com Deus. A cidade de Sodoma e Gomorra são, talvez a pior coisa que já tenha existido sobre a face da terra. Os dois grandes pecados da população dessas duas cidades são: sexualidade desenfreada, soberba e não tinham empatia pelas outras pessoas. Falta de empatia significa não ter respeito pelos outros, não ver o outro – a outra – também na mesma condição que você, não se coloca no lugar da outra pessoa. O texto diz que Deus quis descer até a terra para ver o que estava acontecendo. Isso significa que Deus é extremamente justo. Ele não vai agir sem antes observar, perceber, avaliar e julgar com justiça. Abraão tem empatia por aquelas pessoas. A oração dele não é pessoal, mas é uma oração de intercessão pelos justos que também moram naquela cidade. Abraão se coloca humildemente diante de Deus, ou seja, diante do Senhor eu não sou nada”, detalhou.
Ainda sobre a Liturgia da Palavra, o Frei destacou a importância da oração, como João ensinou seus discípulos, na narrativa do Evangelho de Lucas 11,1-13. “Quando Jesus inicia a oração dizendo ‘Pai Nosso’, primeiro a ousadia de chamar a Deus com o título de ‘Pai’, Jesus coloca numa outra dimensão, chamá-Lo de Pai, ou seja, Ele a fonte, a origem de nossa existência. Quando me proponho a rezar a oração do Pai Nosso, estou convidando Jesus a junto comigo, rezar esta oração dirigindo-nos a pessoa do Pai. Quando rezamos a oração do Pai Nosso, não estamos rezando sozinhos. Jesus comigo, onde quer que eu esteja, está rezando ali comigo”, contou.



















































