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Maria, modelo de vida para todas as mulheres

Nesta segunda-feira da Oitava da Páscoa, o Convento da Penha voltou a receber os devotos para o segundo dia do Oitavário. Ainda pela manhã, muitas pessoas já subiam ao Convento para guardar seu lugar diante do presbitério, no Campinho. Por volta das 14h, um grupo de voluntários estava no final da subida para acolher os peregrinos com cantos e muita alegria. E assim, aos poucos, a multidão se juntou sob o sol forte para celebrar mais um dia de festa.

A Celebração Eucarística de hoje foi preparada pela Área Pastoral Serrana, da Arquidiocese de Vitória, e foi presidida por Pe. Paulo Santhosh, da Paróquia Santa Isabel. Os frades do Convento da Penha e do Santuário Divino Espírito Santo concelebraram, juntamente a Frei Fidêncio Vanboemmel, Ministro Provincial, Frei Gustavo Medella, Definidor Provincial, Frei Atamil, de Cuiabá e os padres responsáveis pelas paróquias desta Área Pastoral.

Como no dia anterior, a imagem de Nossa Senhora da Penha, vinda da capela São Francisco, entrou numa procissão solene, com crianças vestidas de anjos na frente, seguida do andor com a imagem, trazida por homens.

A homilia deste segundo dia do Oitavário ficou sob responsabilidade do Pe. Hélcio Grespan, religioso da Congregação do Divino Verbo, que assumiu a tarefa com muito bom humor e espiritualidade. O tema, como não podia deixar de ser, foi Nossa Senhora. “Maria quis ser a escrava do único Senhor que liberta”, afirmou o padre.

Padre Hélcio destacou ainda que Maria foi a única pessoa capaz de levar Jesus no ventre, mas que cada um, hoje, tem uma missão muito importante. “Quem leva Jesus no coração estremece o mundo, é capaz de transformar o mundo”, acrescentou.

O pregador recordou que antigamente as mães batizavam suas filhas em homenagem a Maria, mas que hoje muito desta tradição se perdeu, o que reflete também nos exemplos que as meninas passam a seguir como modelo de vida. “Que tipo de mulher você quer ser? Que tipo de mulher te espelha?”, questionou o religioso, acrescentando que Maria é o exemplo de amor a Deus que deve ser seguido.

Frei Pedro Palácios

No momento de ação de graças, membros da Paróquia Divino Espírito Santo prestaram uma homenagem a Frei Pedro Palácios, o fundador do Convento da Penha e símbolo de fé do povo capixaba. Crianças, jovens e adultos encenaram momentos importantes da vida do religioso, como a construção da gruta e o Convento da Penha, e a devoção do frade por Nossa Senhora da Penha.

Ao final da missa, Frei Pedro Engel aspergiu o povo reunido com água benta.

MOMENTO DEVOCIONAL

Antes da Celebração Eucarística, aconteceu o momento devocional a Frei Pedro Palácios. Frei Florival Mariano de Toledo, Frei Paulo César e a equipe de música acolheram os presentes, que já estavam reunidos para mais um dia de festa.

Frei Pedro Rodrigues, do Convento da Penha, conduziu a oração desta segunda-feira. Logo no início, ele colocou nas intenções todos os enfermos, os jovens e as famílias que sofrem com o problema das drogas e rezou:

“Nós vos saudamos, Senhora da Penha, Rainha do Céu e da Terra, Mãe de Deus e Mãe nossa. Vós revelastes ao vosso servo, Frei Pedro Palácios, a doçura do vosso coração de Mãe, e o vosso grande desejo de aliviar os sofrimentos dos vossos filhos e vossas filhas. Aqui estamos diante de vossa milagrosa imagem, para receber vossa bênção, para ser aliviados de nossas aflições, para ser socorridos das nossas dificuldades. Sabemos que sois Mãe compassiva, sobretudo dos que sofrem do corpo e da alma. Estamos necessitados de Vós. Estendei vossa mão protetora sobre nós e nossas famílias. Mostrai-nos o caminho seguro que nos leva a Jesus, Vosso Filho e Nosso Senhor. Vós sois chamada de Senhora das Alegrias, concedei-nos a alegria de vos servir como filhos e filhas ao longo de nossa vida e um dia estar convosco na felicidade do céu. Amém”

O primeiro tema abordado no momento devocional de hoje foi a humildade. Frei Pedro recordou a vida humilde de Frei Pedro Palácios e pediu para que Nossa Senhora ajudasse cada um a ter um coração humilde. “Vosso Filho, Jesus, quis nascer numa gruta. Vosso servo, Frei Pedro Palácios, quis morar numa gruta, aqui junto de nós. E com toda a certeza, o grande desejo de Frei Pedro Palácios é que nós, devotos da Mãe, também fizéssemos do nosso coração esta gruta, para acolher o amor maternal de Maria”, acrescentou.

ANUNCIAR JESUS CRISTO É ANUNCIAR A PAZ

Após as orações, Frei Clarêncio Neotti, do Santuário Divino Espírito Santo, falou aos presentes sobre a paz. Ele afirmou que não gostaria de falar de uma paz distante, recordando os conflitos vividos na Síria, no Egito e em outros lugares, mas da paz dos corações. “Enquanto eu não tenho um coração pacificado, eu não posso dizer: creio em Deus”, acrescentando que aquele que não tem um coração pacificado não deveria receber a Eucaristia.

O frade recordou os diversos episódios de violência vividos nas cidades do Brasil, relembrando também o assassinato do responsável da juventude do Santuário Divino Espírito Santo. Frei Clarêncio sinalizou que a corrupção também é uma violência. “Nós estamos vivendo dias de vergonha diante de todos os povos do mundo, através dessa corrupção pública, que tira de nós, pessoas humildes, a animação e a esperança”, afirmou, seguido de uma salva de palmas dos presentes.

Para encerrar, o frade recordou uma frase de São João Paulo II sobre a paz. “A paz é a plenitude da alegria”. E finalizou pedindo a intercessão de Nossa Senhora das Alegrias, a Virgem da Penha.

Texto: Érika Augusto