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Manhã com a Padroeira nos degraus da fé

Festa da Penha 2019
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Moacir Beggo

 Vila Velha (ES) – A Festa da Penha não espera o dia amanhecer para começar as suas atividades. Antes da meia-noite, os jovens já lotavam o Campinho na Vigília Pascal e, quando o relógio sinalizou 29 de abril, a capela do Convento dava início à primeira Celebração Eucarística do dia da Padroeira do Espírito Santo. Assim também foi às 2 horas da madrugada, às 6, às 9 e 12 horas na Capela do Convento, deixando as escadarias congestionadas. Muitos preferem subir de joelhos, como Júlio Alves, que veio pagar e agradecer a Nossa Senhora. Para o povo, o importante era subir o Morro da Penha e fazer a sua devoção a Nossa Senhora.

Já as grandes celebrações no Campinho começaram às 7 horas, com a Missa Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), presidida pelo Pe. reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha. O dia de sol foi mais convidativo ainda aos romeiros para deixarem suas casas e suas cidades para subir ao Morro da Penha. Mais tarde, entre 11 e 13 horas, a chuva como uma garoa, para refrescar o povo. Mas o sol voltou, e novamente a chuva tentou, mas por alguns minutos, durante a Missa de encerramento.

Para a Festa, o guardião do Convento da Penha, Frei Paulo Pereira, conta com os frades da Fraternidade – Frei Pedro Oliveira, Frei Alessandro Nascimento, Frei Pedro Engel, Frei Paulo César Ferreira – e os frades no Ano Missionário, Frei Danilo Santos, Frei Felipe Carretta e Frei Mateus Borsoi, além da participação da Fraternidade do Divino Espírito Santo. O governo provincial marcou presença com Frei César Külkamp e Frei Gustavo Medella, Ministro Provincial e Vigário, respectivamente. De São Paulo vieram o Definidor Frei Mário Tagliari e Frei Vítor Amâncio.

MISSA DOS RELIGIOSOS

Os ministros ordenados, religiosos, as religiosas, seminaristas e diáconos têm um momento especial para se reunirem diante da Virgem da Penha. Neste dia da Padroeira, Pe. Pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, vice-reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, em Vitória, presidiu a Santa Missa. “Qual um farol, do alto dessa colina a pequena imagem da virgem que traz em seus braços a figura de seu filho, cheia de graça, ilumina a vida de nosso povo, qual aquela coluna luminosa que, no deserto, iluminava o caminho do povo que fora libertado da opressão do Egito, rumo à Terra Prometida”, disse.

Segundo o celebrante, Maria é a síntese e a inspiradora de todas as mulheres fortes de ontem e de hoje, do Antigo e do Novo Testamento, Judite, Rute, Madalena, de tantas mães de família, mártires, consagradas de ontem e de hoje, nos mosteiros e em todos os lugares onde refletem o carinho materno aos mais esquecidos e abandonados da sociedade, aos rostos feridos de irmãos esquecidos onde, como Maria, vê o rosto ferido de Jesus crucificado nas estradas e nos caminhos da nossa história.

“Maria é a síntese de toda consagração que quer radicalizar a consagração batismal, desde aquela dos votos de pobreza, castidade e obediência, até aquela unção que no ministério ordenado do Bispo, do Presbítero e do Diácono expressam o ponto de chegada de todos os vocacionados que têm como vocação primeira a santidade”, disse Pe. Arthur. Segundo ele, o mundo tem necessidade de homens e mulheres que levem, como Maria, a esperança da ressurreição, daquele Deus que derruba os poderosos e eleva os humildes, necessidade da nossa voz de esperança para esses tempos difíceis que vivemos, “a fim de que Jesus seja luz de vida e de amor para nós e para quantos encontramos em nosso caminho”.

Que todos nós, pastores, consagrados e consagradas, seminaristas e vocacionados, tenhamos, como nos dizeres do Santo Padre Francisco, o cheiro das ovelhas. E que, como o bom samaritano, possamos curar, com o óleo da consolação e o vinho da esperança, as chagas dos sofredores de nosso tempo”, pediu.

ROMARIA DOS CICLISTAS

Já na Prainha, o primeiro evento na manhã da Padroeira foi a última romaria. Os ciclistas também fizeram a sua homenagem, seguindo o percurso da Praça de Cobilândia até o Parque da Prainha em Vila Velha. Segundo Sebastião Cardoso, coordenador da Romaria, cerca de 8 mil ciclistas participaram da edição deste ano.

Frei Felipe e Frei Danilo fizeram a acolhida dos ciclistas na Prainha. Voltados para a imagem de Nossa Senhora da Penha, Frei Felipe conduziu um momento devocional, com preces e bênção. Depois receberam água benta aspergida pelos frades.

 

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