454 anos de história

1535 – Chegada de Vasco Fernandes Coutinho ao Espírito Santo (23/5)
1541 – Alvará Régio de nomeação do vigário João Dormundo (13/1), 1º registro de nomeação de sacerdote para o Espírito Santo.
1550 – Criação da Alfândega de Vitória devido ao estabelecimento do comércio triangular direto com Portugal e Angola.
1550 – Notícia da existência de culto na Capela de Santa Luzia, em Vitória
1551 – Construção da Igreja do Rosário em Vila Velha pelo jesuíta Afonso Brás, hoje uma comunidade atendida pelos franciscanos do Santuário do Espírito Santo
1553 – Primeiro registro da presença do Padre José de Anchieta no Espírito Santo, quando passou em viagem para São Vicente, acompanhado pelo Padre Brás Lourenço e outros jesuítas.
1558 – Chega à Capitania do Espírito Santo o irmão leigo franciscano, Frei Pedro Palácios, fundador do Santuário de Nossa Senhora da Penha.
1562 – Construção da Capela dedicada a São Francisco por Frei Pedro Palácios
1566 – Início da construção da ermida de Nossa Senhora da Penha do Espírito Santo por Frei Pedro Palácios
1569  – Chega de Lisboa a imagem de Nossa Senhora da Penha encomendada por Frei Pedro Palácios.
1570 – Conclusão da construção da ermida de Nossa Senhora
1570 – Falece Frei Pedro Palácios na capela de São Francisco, no dia seguinte aos festejos da Penha. Seu corpo foi sepultado na ermida de Nossa Senhora da Penha.
1573 – Notícia da primeira romaria ao alto do Morro da Penha realizada pelos jesuítas Luís de Grã e Inácio de Tolosa, em agradecimento por terem sobrevivido a um naufrágio
1589 – O primeiro Custódio franciscano, Frei Melchior de Santa Catarina, a pedido dos governantes espírito-santenses, determina a vinda de dois religiosos de Olinda, Frei Antônio dos Mártires e Frei Antônio das Chagas, para fundarem o Convento de Vitória.
1590 – Entrega da administração da capela de Nossa Senhora da Penha aos religiosos franciscanos
1591 – Chegam a Vitória os religiosos franciscanos para fundarem o Convento de Vitória. Quando receberam por carta de doação de 5 de dezembro, o terreno em que o construíram
1591 – Dona Luiza Grimaldi, Governadora do Espírito Santo, faz aos franciscanos a escritura de doação do Morro da Penha (6/12)
1592 – Os franciscanos de Vitória assumem a assistência espiritual aos romeiros da Penha e o culto divino dominical.
1592 – Tentativa de tomada de assalto da Vila de Vitória pelo pirata inglês Thomas Cavendish.
1595 – Colocação da pedra fundamental da Igreja de São Francisco por Frei Antônio das Chagas, então superior da comunidade no Espírito Santo (21/3)
1609 – Translado dos restos mortais de Pedro Palácios para o Convento de São Francisco de Vitória, por determinação de Frei Lourenço de Jesus (18/2)
1616 – Início do processo regular para canonização de Frei Pedro Palácios, instaurando-se em Vitória o processo de beatificação pelo Custódio Frei Vicente do Salvador (27/7)
1652Lançamento da pedra fundamental da Construção do Convento da Penha
1652 – Doação do Governador do Rio de Janeiro, Salvador de Sá e Benevides, para a construção do Convento da Penha (escritura pública passada aos 17 de junho de 1652)
1653 – Saque dos holandeses ao Convento da Penha, às vésperas do término do domínio holandês no Brasil
1660 – Terminam as obras de construção do Convento da Penha
1675 – Criada a Província Franciscana da Imaculada Conceição, com sede no Rio de Janeiro, a que fica subordinado o Convento da Penha
1750 – O Provincial Frei Agostinho de São José manda ampliar o prédio do Convento da Penha
1765 – O Convento aumentado conta com 23 franciscanos (12 sacerdotes, 6 coristas e 5 irmãos)
1769 – Durante grande seca, a imagem de Nossa Senhora da Penha segue em procissão marítima para Vitória, dando ensejo ao “Milagre da Chuva”
1802 – Tem início no Convento da Penha um curso de língua indígena para os missionários franciscanos do Espírito Santo e de São Paulo
1818 – Viagem de Saint Hilaire ao Espírito Santo e ao Convento da Penha
1824 – D. Pedro I determina a manutenção em vigor da doação anual de 30 novilhos feita à Penha pelo governador Sá e Benevides
1842 – Presença de Padre Feijó na Penha

1844 Oficialização da Festa da Penha pelo Governo Provincial. Lei nº 7 declara, pela Assembléia Provincial, a data do evento como feriado para todas as repartições públicas.
1853 – Frei João Nepomuceno Valadares levanta oito casas de romeiros e restaura boa parte da Penha
1860 – Viagem do Imperador D. Pedro II ao Espírito Santo e visita ao Convento da Penha, sendo guardião Frei João Valadares nomeado pregador imperial (28/1)
1867 – Frei Teotônio de Santa Humiliana, último guardião canonicamente eleito, entrega o cargo, tendo em 1864, colocado a lousa comemorativa na Gruta de Frei Pedro Palácios.
1874 – O administrador da Penha, Frei João do Amor Divino, contrata o escultor José Fernandes Pereira para as obras da escultura do zimbório, retábulos, cornijas, capitéis e arcadas, enquanto o pintor Vitor Meireles é incumbido das pinturas dos retábulos.
1879 – D. Pedro Maria Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, decreta a celebração de festas de Nossa Senhora da Penha fora do Santuário (14/4)
1881 – O papa Leão XIII concede indulgências aos romeiros da Penha
1895 – Criação da Diocese do Espírito Santo
1898 – O Convento da Penha e o de São Francisco passam a ser confiados à Mitra Diocesana de Vitória na pessoa do 1º bispo, D. João Batista Correia Néri
1902 – O segundo bispo, D. Fernando de Souza Monteiro, incentiva as romarias e reforma o interior do Santuário
1912 – A Santa Sé declara e proclama Nossa Senhora da Penha Padroeira da diocese do Espírito Santo
1917 – Inauguração da luz elétrica no Santuário Nossa Senhora da Penha
1918 – O 3º bispo D. Benedito Alves de Souza, adapta o Convento da Penha para retiros do clero
1927 – Inaguração das quatro valiosas telas de Benedito Calixto que evocam a história da Penha
1942 – Início do processo de devolução do Santuário de Nossa Senhora da Penha aos franciscanos, sendo o primeiro superior Frei Luis de Wand, cuja posse como superior do Convento foi em 1/2/1942
1943 – Iphan tomba o Convento da Penha
1945 – Restauração do Convento por André Carloni
1952 – Construção do portão da entrada principal e pavimento da estrada até o Campinho
1955 – Entrega definitiva do Santuário e do Convento de Nossa Senhora da Penha aos franciscanos
1958 – Comemora-se o IV Centenário da chegada de Frei Pedro Palácios
1966 – Restauração da imagem de Nossa Senhora da Penha pelos franciscanos
1968 – Roubo da imagem de Nossa Senhora Menina do altar de Sant´Ana
1970 – Comemoração do IV Centenário da morte de Frei Pedro Palácios
1970 – Início da Romaria das Mulheres
1984 – Reforma do assoalho do Santuário
1999 – Inauguração do Museu reformado e da Sala dos Milagres
2000 – Restauração da imagem de Nossa Senhora da Penha pelo artista plástico Attilio Colnago
2000 – Etapa final de recuperação e conservação da mata do Convento por técnicos da CVRD e CST
2006 – A Arquidiocese de Vitória firma Convênio com a Rede Gazeta para divulgar com exclusividade até 2010 os eventos ligados à Festa da Penha
2008 – Jubileu dos 450 anos da devoção a Nossa Senhora da Penha e presença franciscana em Vila Velha.

 Lendas da Penha

Segundo Frei Basílio Rower, historiador franciscano, não consta precisamente quando Frei Palácios deu começo à construção de uma ermida de Nossa Senhora no cume do rochedo. A lenda, que consta do livro de Memórias históricas do Rio de Janeiro, 10 volumes, de José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, atribui a resolução de edificá-la ao fato seguinte. Certo dia desapareceu o painel da Virgem da capela de São Francisco. O devoto franciscano encheu-se com isto de profunda tristeza e imediatamente andou à procura de seu tesouro nas matas espessas da montanha. Depois de longa procura, encontrou no alto da penha entre as duas palmeiras. Feliz ele recolocou o painel na capela de São Francisco, mas o desaparecimento repetiu-se mais duas vezes, sendo o painel sempre encontrado no mesmo lugar. Frei Palácios reconheceu nestes sinais a vontade de Nossa Senhora em querer que se construísse uma capela no local indicado. E a execução não demorou muito.

Outra lenda fala da fonte de Nossa Senhora que brotou no alto do penhasco, logo que a construção do convento teve início, possibilitando a realização das obras. A fonte estancou depois que as obras terminaram.

É também conhecida a lenda de que frei Pedro Palácios vivia, na companhia de um gato e de um cachorro, na capelinha de São Francisco, que o frade construiu no campinho, no morro da penha. Conta esta lenda que, quando o religioso tinha de se ausentar do morro por algum tempo, deixava, para seus companheiros comer, tantos bolinhos de farinha quantos seriam os dias de sua ausência. E os animais comiam apenas cada uma das suas rações diárias, sendo a última delas no regresso do frei.

Sobre a imagem de Nossa Senhora da Penha existe a lenda de que a pessoa a quem frei Pedro encarregou de fazer a sua encomenda, em Portugal, esqueceu de fazê-lo. Na véspera de voltar para o Espírito Santo, esse encarregado recebeu, de um desconhecido, a imagem de Nossa Senhora, esculpida em madeira de acordo com as indicações de Frei Pedro.

Faz parte também do lendário da Penha a visão que tiveram os holandeses, no século XVII, quando, ao tentar assaltar o convento (foto acima), foram impedidos por soldados a pé e a cavalo que desciam das nuvens, em torno do santuário, para fazer a sua defesa. Esta lenda serviu de inspiração ao pintor Benedito Calixto, para um dos quadros que se acha exposto na galeria ao lado da igreja do convento. Ali está também, do mesmo autor, um outro painel que tem por motivo a procissão marítima que conduziu a imagem de Nossa Senhora da Penha até Vitória, para acabar com a grande seca de 1769 que afetava a sede da capitania que estorricava as matas dos seus morros, enquanto a do convento se mantinha viçosa. Diz a lenda que, logo após a procissão, a chuva caiu.

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