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HISTÓRIA: As ruínas do Convento

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O visitante que sobe ao Convento da Penha, além de contemplar as maravilhas da majestosa vista a partir do alto da Capela, vislumbra também com a paisagem repleta de significados e histórias. Ao visualizar o mar, a 3ª Ponte, Praça do Papa e a Baía de Vitória, o observador está na extremidade frontal do Santuário da Virgem da Penha. Do lado oposto, ao contemplar a quilométrica orla da Cidade de Vila Velha, os altos edifícios e o desenvolvimento da primeira Capital Espírito-Santense, logo no campo de visão, aparece as ruínas sobre uma área gramada, logo abaixo do patamar em frente à Secretaria do Convento.

Há um portão no muro que dá acesso, por uma escadaria, à casa de hóspedes. Deste ponto, pode se ver  a área das ruínas. É também o acesso à antiga senzala dos escravos. As construções foram feitas de óleo de baleia, conchas trituradas e pedras.

Segundo o historiador franciscano desta Província da Imaculada Conceição do Brasil, Frei Basílio Röwer, autor de “Páginas de Histórias Franciscanas no Brasil”, o número de escravos “ultrapassava o de qualquer outro Convento”. Eles atuavam nas lavouras do pomar, no cultivo dos alimentos, cuidado dos animais, atividades da pesca, encargos ligados à rotina diária dos frades e ajudavam na manutenção da construção. Fala ainda Frei Basílio, a existência dos escravos músicos “para solenizar as festas e acompanhar as procissões”.

Estes trabalhadores, auxiliaram também na realização de grandes obras no Santuário e no seu entorno, inclusive o calçamento, a pedra, da ladeira tradicional que dá acesso ao monumento e até a construção das senzalas para teto dos escravos.

Segundos relatos históricos, em 1850 após o Convento ter sido atingido por raios, algumas partes das ruínas foram destruídas, no entanto, no mesmo ano foi realizado um trabalho na tentativa de recuperar os estragos causados pelo acontecimento natural. Ainda de acordo com historiadores, parte da Capela e da “Casa dos Romeiros” (hoje, Sala dos Milagres) também foram atingidas pelos raios. As ações de restauração foram coordenadas pelo Frei João Nepomuceno Valladares, Guardião na época.

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