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Fé e emoção na Celebração do Perdão de Assis 2019

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Paz e Bem!

Uma noite inesquecível que entrou para a história da fé dos capixabas. Um momento de graça e perdão, num mundo tão marcado pela discórdia e pelo ódio. Uma sexta-feira inenarrável, memorável e maravilhosamente linda. Assim foi a Celebração do Perdão de Assis, neste dia de Nossa Senhora dos Anjos.

Cerca de 3 mil fiéis participaram da Caminhada Penitencial do Perdão de Assis. O evento foi iniciado às 19h30, em frente à Igreja do Rosário, na Prainha, Vila Velha, com a acolhida dos Freis, acendimento das velas, uma apresentação das crianças da catequese, representando Nossa Senhora com os anjos. Eles percorreram aproximadamente 3km, com velas nas mãos, cantando, rezando, caminhando rumo ao Santuário do Perdão e da Graça. Iluminando a escuridão da estrada, fizeram uma bela caminhada.

Ao chegar no Campinho do Convento, após a procissão luminosa e penitencial, os fiéis foram acolhidos pela voz suave, meditativa, contemplativa do Frei Paulo César Ferreira, no melhor estilo “voz e violão”. Ele interpretou canções do Padre Zezinho e melodias que levaram os participantes a rezar cantando, refletindo o infinito amor de Deus pela humanidade, capaz de levar cada filho amado para “viver na Tua luz, na Tua paz”, pois mesmo “sendo pecador” (pecador eu sou), o “Senhor nos ouve”… Foram algumas canções entoadas pelo frade.

Quando as luzes do Campinho e do Convento se apagaram, foi a vez de Laila Eler, Rômulo Madureira, Gabriel Spalla e voluntários, entrarem em cena. Para incrementarem ainda mais o clima orante e meditativo, eles cantaram a música “Doce é Sentir”, enchendo de emoção os participantes. Em seguida, foram acesas as luzes das colunas do Convento e da mata, proporcionando um cenário encantador. Na sequência da apresentação, São Francisco de Assis (interpretado pelo jovem Mateus Maretto) apareceu entre as palmeiras do Campinho, cantando e encenando a Oração pela Paz. “Cristo, quero ser instrumento Cristo, de Tua paz e do Teu infinito amor. Onde houver ódio e rancor, que eu leve a concórdia, que eu leve o amor…” Os fiéis, que já estavam bastante emocionados, ficaram ainda mais contritos e emotivos. Muitos cantavam de olhos fechados, com as lágrimas escorrendo. Algumas famílias se abraçaram para cantar a melodia. Francisco andou no meio das pessoas e foi até o então “palco”, mas que se transformou na “Cidade de Assis”, com a Porciúncula, um jardim florido e um “objeto” encoberto por um tecido preto. Após essa primeira parte da apresentação, o jovem Santo de Assis, contemplou ajoelhado a Cruz de São Damião, que estava com o tecido que foi retirado, mostrando ter sido atraído para a Cruz, que também recebeu iluminação especial, preparada pelos voluntários.

Um dos grandes momentos da apresentação foi quando São Francisco entoou “Perdão e Alegria”, “se soubermos perdoar, muita coisa mudará. Nascerá neste planeta, uma nova geração. Mudará talvez a história, se soubermos perdoar”. Levando os devotos à alegria do perdão do Senhor.

A apresentação foi montada por voluntários e amigos do Convento da Penha, com roteiros e direção de Gabriela Spalla, Valéria Tanure e Zilma Rita, com apoio de Ivone, Vinícius, Nadir. Para montagem das estruturas de decoração e cenários, os responsáveis foram a equipe de palanque, Zeza e demais voluntários.

Terminada a apresentação, Frei Paulo Roberto Pereira, Guardião do Convento, fez a exortação e introdução ao Rito da Indulgência Plenária. “Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam pelo Teu amor e suportam as enfermidades e tribulações. No início de toda celebração que ocorre aqui no Convento da Penha, os fiéis são saudados, sobretudo pelo Frei Pedro Engel, com as seguintes palavas de acolhida que implicam a natureza deste local sagrado: Sejam bem-vindos ao Santuário do Perdão e da Graça. Sejam sempre bem-vindos! Esta Penha abençoada é lugar privilegiado do encontro com o vigor de Deus e com a capacidade de reconstruir pontes. Ao caminheiro que aspira intimidade com o Senhor é dada a água revigorante da bênção divina. Lugar da graça abundante, graça que encoraja e reanima esta casa, a Casa da Senhora das Alegrias, feita por mãos humanas, é a casa da mão de Deus estendida, mão reveladora da misericórdia e da bondade que perdoa e que restaura…”, em seguida, pediu que levantassem as velas e olhassem para quem estivesse por perto. Pediu também que agradecessem mutuamente, às mãos que trouxeram luzes para iluminar a subida e afirmou que o Campinho lotado estava muito bonito.

Frei Paulo ainda destacou a importância do perdão, pois segundo ele “o perdão nos cura, o perdão nos liberta. Com esta celebração, se recorda a página bonita da história franciscana, dia de Nossa Senhora dos Anjos, é dia de memória dos primeiros tempos do movimento franciscano, é tempo de reviver inícios, é tempo de recomeços novos. Por especial pedido do Santo de Assis, a partir da Igreja de Santa Maria dos Anjos, todos aqueles que buscarem o perdão, sejam abundantemente perdoados. ‘Quero levar todos ao paraíso! Quero levar todos ao paraíso!’, com essa expressão, Francisco de Assis sintetiza o sentido desta noite. Ir ao paraíso é o desejo mais profundo de nossa alma. Qual paraíso, senão aquele cantado pelo poeta com singeleza e ternura: ‘eu queria ter apenas, simplesmente, um lugar de mato verde para plantar e pra colher. Ter uma casinha branca de varanda’… Qual paraíso, senão aquele rimado pelo ritmo que surge das favelas e periferias do nosso país. ‘Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci’… Parem de nos matar! É o grito que surge das periferias, das bocas dos pretos, mortos pela nossa violência… Francisco que nos quer todos, levar ao paraíso, nos apresenta o caminho. Ele mesmo trilhou o caminho, que principia no esvaziamento de nós mesmos… Onde quer que estivermos, sejamos instrumentos da paz e do bem”

Ainda na exortação, o Guardião fez questão de citar os males que muitas vezes alimentamos em desfavor do bem e da paz, além das atitudes que isola a possibilidade do perdão. “Se alguém ainda tiver a tentação de repetir a velha justificativa ‘perdoar é difícil demais, afinal somos humanos’, nós muitas vezes repetimos essa máxima tentando nos confortar e nos justificar, mas é exatamente por isso, por sermos humanos que o caminho do perdão é possível. Somos inteligentemente escolhidos, e por isso podemos escolher: o que nos aproxima do paraíso (do irmão), e nos afasta do paraíso”. E encerrou falando do amor de Deus, após, pediu a todos que olhassem para o Convento e cantassem o perdão.

Ainda no Rito da Indulgência, Frei Alessandro Dias fez a Profissão de Fé, Frei Paulo César concedeu a absolvição dos pecados.

“A noite de perdão deve proporcionar a restauração do nosso próprio coração. O perdão que desejamos, deverá começar dentro de nós mesmos”, foi essa a introdução que abriu a apresentação mais “fofa” da noite. A pequena Júlia Trindade e seu papai Fábio Trindade encenaram e interpretaram a canção “haja mais amor, a começar em mim”, levando todos a emoção.

A noite foi encerrada com a Bênção Final, com a presença dos freis no palco e os cantos animados. Perdoados, enviados ao perdão e ao amor do Pai. A Igrejinha de São Francisco de Assis foi iluminada e assim finalizada a celebração.

Agradecimentos à “Javé Construtora e Incorporadora” que colaborou com a realização da celebração e a todos os voluntários que direta ou indiretamente se doaram para o Perdão de Assis 2019.

Confira abaixo uma galeria com os principais momentos da Caminhada e da Celebração do Perdão de Assis.
Colaboração de fotos: Assessoria de Comunicação do Convento, Frei Matheus, Renata Esgario, PASCOM do Rosário, Sol Martinns e voluntários.

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