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Congo: A marca da alegria da Festa da Penha

Festa da Penha 2019
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Moacir Beggo

 Vila Velha (ES) – A Festa da Penha é do tamanho do coração da Mãe de Deus, Nossa Senhora da Penha, que acolhe todas as expressões de fé. E no dia da Padroeira, com especial carinho, os Franciscanos do Convento da Penha acolheram as bandas de congo do Estado. Às 8 horas,  bandas e o estreante Reis de Boi subiram a ladeira rumo ao Convento, no ritmo contagiante dos tambores, casacas, bumbos, chocalhos, reco-recos, apitos e triângulos, para prestar sua homenagem à Padroeira do Espírito Santo. O guardião do Convento da Penha, Frei Paulo Pereira, acolheu e agradeceu as bandas de congo por esta demonstração de alegria e fé, e convidou a cada grupo de instrumentos a fazer uma demonstração musical antes de, todos juntos, cantarem o tradicional hino “Iaiá, você vai à Penha?”.

A homenagem à Virgem da Penha, a Senhora das Alegrias, trouxe centenas de devotos de São Benedito, São Sebastião, São Pedro, Santo Antônio e, neste ano, pela primeira vez o Reis do Boi, que estavam no meio das bandas conhecendo essa outra expressão cultural. O Rei do Boi do mestre Nilo veio do norte do Estado, em Conceição da Barra, a quatro horas da capital. Diferentemente do congo, o Reis de Boi homenageia os Santos Reis. É realizado no ciclo de Natal, prolongando-se até o dia de São Brás, comemorado no dia 3 de fevereiro. É dividido em duas partes: uma de louvação aos Santos Reis e outra de teatralização. É a expressão folclórica mais popular da região Norte do Espírito Santo. Os integrantes estavam felizes por participar da Romaria e, segundo mestre Nilo, estavam “sem muita sintonia” com o ritmo do congo, porque a expressão musical do Reis dos Boi é diferente.

“Com satisfação e alegria, nós acolhemos a todas as bandas de congo do nosso Estado capixaba, que trazem tradição, cultura, alegria e festa neste dia em que celebramos Nossa Senhora da Penha”, disse Frei Paulo.

“É sempre bom olhar a banda de congo e perceber no rosto de todo mundo a satisfação e alegria”, acrescentou. O guardião falou de harmonia e fraternidade aos conguistas. “Sozinho a gente não consegue nada. Unidos somos fortes. Esta é a lição que a gente quer: Gratidão e confiança. Quando somos gratos somos mais reverentes. O irmão que caminha conosco merece toda a nossa reverência. Mesmo que ele não tenha a mesma tonalidade da pele que nós, mesmo que ele não more no mesmo bairro que nós moramos, mesmo que ele não faça a mesma função que nós fazemos. Ele é meu irmão; é minha irmã. Muito obrigado pelo exemplo de fraternidade e humanidade. É ali, na fraternidade, que nós nos encontramos e no respeito reverente a cada pessoa. Esta é a lição que as bandas de congo nos deixam”, disse.

Os aprendizes de marinheiros trouxeram o mastro de Nossa Senhora da Penha, que foi abençoado por Frei Pedro Oliveira no altar do Campinho e, em seguida, foi fincado no Parque da Prainha. O primeiro mastro fincado na Prainha foi na Romaria de 2017.  Na sequência, os estandartes das bandas entraram em procissão até o altar para recebem a bênção dos frades.

Calcula-se que, no Espírito Santo, existem mais de 65 bandas de Congo e mais de 6 mil conguistas.


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