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Aberta a Exposição “As Sete Alegrias de Nossa Senhora”

Frei Augusto Luiz Gabriel e Moacir Beggo

Vila Velha (ES) – Os romeiros devotos de Nossa Senhora da Penha podem fazer uma parada, antes de chegarem diante do altar de Nossa Senhora da Penha, na Sala de Exposições do Convento da Penha para admirar e conhecer, através da arte, as Sete Alegrias de Nossa Senhora. A Mostra, que teve início neste domingo, reúne artistas capixabas e vai até o dia 26 de maio.

O curador Celso Adolfo reuniu artistas capixabas para retratar, com destaque, as Sete Alegrias de Maria, uma tradição franciscana do século XIV e que faz parte da devoção “Coroa Franciscana”, e o Convento da Penha. A missão do curador não poderia ter tido melhor resultado, já que conseguiu reunir 43 obras.

expo_020418_2O guardião do Convento da Penha, Frei Paulo Pereira, elogiou o trabalho dos artistas. “Eles foram muito felizes apresentando as alegrias de Nossa Senhora na visão deles”, disse. “Eles mostraram essas alegrias em cada tela, nas suas mais diferentes manifestações. Depois, a outra parte da exposição é o Convento da Penha, um espaço de referência para o povo. Para o capixaba, o Convento fala muito e, para o artista capixaba, fala mais ainda, com detalhes que um olho desatento não consegue captar. Essa sensibilidade do olhar a gente também pode oferecer. A arte leva a isso: despertar sensibilidade. A gente vive num mundo bruto e insensível”, acrescentou Frei Paulo, lembrando que o pintor de uma obra sacra, o faz em uma perspectiva de mais concentração, de reza, de encontro. “Então, todos os conventos ali pintados não são feitos na perspectiva ‘ah vou pintar uma paisagem bonita’, mas, sim, de uma paisagem bonita que me leva à contemplação do mistério bonito que o Convento guarda”, acredita o guardião.

Para Frei Paulo, a Igreja sempre promoveu a arte como catequese, como manifestação do sagrado. “Pela pintura, pela imagem, pela própria configuração de templos, isso tudo é pensado para ajudar o povo a rezar”, observa Frei Paulo.

expo_020418_3“Na linguagem dele, o artista tem uma visão de mundo, de futuro, de céu – mesmo que nem sempre seja cristão católico -, que faz com maestria. Na arte, ele apresenta um projeto de mundo diferente, um projeto de sonhos novos.  Aí ele consegue pintar, consegue colocar cor, consegue forma aos seus sentimentos de mundo novo. Então, a Festa da Penha, a ressurreição do Senhor, inaugura um mundo novo, e o artista traz isso para nós. É importante que o Convento da Penha possa também oferecer espaço para a contribuição dos artistas”, explicou Frei Paulo.

Para Celso Adolfo, esta mostra celebra alegrias. “Aqui, para nós, capixabas, esta devoção é revivida na ladeira ‘velha’ do Convento. A ladeira da Penitência, das sete curvas, das Sete Alegrias. Caminho que nos leva à ‘ermida branca, onde está a nossa esperança’, Nossa Senhora da Penha, seu santuário, nosso convento. Para os artistas, uma fonte de inspiração. Caminhos poéticos de um doce catecismo. Alegrias narradas no íntimo do coração, transparecendo a fé”, ensinou. Para o curador, as imagens do Convento da Penha, presentes em todos os momentos de nossa história, tornam-se versos da identidade cultural capixaba.

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As Sete Alegrias estão retratadas pelos seguintes artistas:

Sétima alegria: Assunção de Maria e sua Coroação no Céu, autor Luís Keiper, têmpera acrílica sobre tela.

Sexta alegria: Maria vê Jesus Ressuscitado autor Lastênio Scopel, acrílica sobre tela.

Quinta alegria: O encontro do Menino Jesus no Templo, autora Vanessa Xavier, mista sobre tela.

Quarta alegria: A adoração dos três Reis Magos, autor Júlio Braga, óleo sobre tela.

Terceira alegria: o nascimento do Menino Jesus em Belém, autora Anna Maria Villa-Forte, mista e pastel sobre tela.

Segunda alegria: A visitação à Santa Isabel, autora Bianca Romano, acrílico e carvão fuseain sobre tela.

Primeira alegria: A anunciação do Arcanjo Gabriel, autor Israel Scárdua, acrílica e giz pastel sobre tela.

A maioria dos trabalhos expostos serão leiloados no final da Mostra, em 26 de maio. Este evento é uma realização do Convento da Penha e tem o apoio do Sindiappes, Sindicato dos Artistas Capixabas; da Koletivo Arquitetura; Luminalle e Look Comunicação Visual.

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