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6º Dia do Capítulo Provincial: Dia Mundial dos Pobres de uma jeito franciscano

Agudos (SP) – Durante o Capítulo Provincial, os frades deixaram os trabalhos para assumirem uma missão: colocar em ações aquilo que o carisma tem por princípios. Diante deste constante desafio, os frades foram enviados para diversas iniciativas a fim de que pudessem entrar em contato ainda mais com os empobrecidos: em casas de recuperação, com pessoas em situação de rua, idosos, doentes, casas de famílias e na distribuição de refeição nas comunidades. O campo de trabalho se estendeu pelas paróquias franciscanas de duas cidades do interior de São Paulo: em Agudos, nas Paróquias Santo Antônio e São Paulo Apóstolo; e, em Bauru, nas Paróquias Santo Antônio e Santa Clara.

Sabe-se que nas mais diversas iniciativas, os frades já realizam inúmeras atividades com os mais empobrecidos. São trabalhos frequentes de assistência aos necessitados e combate à pobreza. Porém, fez-se necessário dedicar um tempo ainda mais especial a este modo de ser essencial do carisma franciscano. O motivo é o convite de Jesus de exercer o serviço da minoridade, do lava-pés, tema do Capítulo Provincial.

Assim, uma das frases de motivação para esta ação é a epígrafe escolhida pelo Papa Francisco para a Mensagem do Primeiro Dia Mundial dos Pobres, publicada em novembro de 2017, retirada da primeira carta de São João: “Não amemos com palavras, mas com obras” (1 Jo 3, 18). Nesta mensagem, o Papa descreve que o exemplo de Francisco de Assis é uma grande inspiração. O santo não quis somente dar esmolas aos leprosos, mas quis estar junto com eles. É assim que o carisma franciscano quer se atualizar nos dias de hoje: não é uma boa ação estar com os pobres e servi-los, é na verdade uma opção de vida.

Frei Sandro Roberto da Costa, que é pároco na Rocinha (RJ), falou sobre esse dia. “Um dos elementos fundamentais que eu destaco é que somos uma Ordem, uma instituição que tem o seu fundamento numa pessoa que procurou viver junto com os mais pobres, que viu na pobreza não apenas todos os elementos negativos da pobreza, mas um caminho para chegar até Deus. É São Francisco de Assis, o Poverello, o santo pobre”, esclareceu.

Segundo Frei Sandro, quando se fala em Dia Mundial dos Pobres, para os franciscanos essa data tem uma importância fundamental. “E também uma referência de vida. Nós temos que ser cada vez mais próximos, solidários aos pobres. Quando a Ordem começou o seu processo de esclarecimento, clarificação era chamada Ordem dos Irmãos Pobres. Francisco de Assis decidiu: vai se chamar Ordem dos Frades Menores. Para nós, mais do que pobreza, é a minoridade que é o modo de ser pobre.  Minoridade é o modo de ser menores. É um modo do ser humano neste mundo, de modo que não se apegue às coisas, que não se apegue aos bens, que se utilize dos bens para o que seja necessário, mas que não se apossemos, que não nos tornemos senhores, que não nos tornemos maiores, mas ao contrário, que tenhamos esse espírito de menores”, explicou Frei Sandro, que é professor de História da Igreja.

Para ele, é muito importante ter uma clareza sobre o Dia Mundial dos Pobres. “É preciso ter claro que a pobreza é um mal, que tem que ser combatida. Isso está ali no fundamento que o Papa Francisco coloca quando ele diz que temos que celebrar o Dia Mundial dos Pobres com gestos concretos, combatendo a pobreza. A pobreza em si não é um bem. Não é algo que tem que ser mantido. Ao contrário. Agora, o espírito humano com o qual somos criados e que devemos, especificamente nós, franciscanos, quando fazemos justamente essa profissão de sermos frades menores, numa Ordem de uma pessoa que preferiu aos maiores para estar com os menores, estar com as pessoas mais simples, mais sofridas, marginalizadas”.

Para Janaína Augusto, da Comunidade São Lucas da Paróquia Santo Antônio de Bauru (SP), a partir do momento que se começa a trabalhar com os mais empobrecidos, a sensibilidade para com eles aumenta “e o nosso olhar fica mais aguçado”.  “A gente consegue ver e perceber a necessidade do outro. Eles precisam de algo a mais na vida deles”, destaca a jovem.

Diante disso, os frades buscaram doar-se ao máximo nas iniciativas preparadas pelas comunidades. As mangas foram arregaçadas e não faltaram oportunidades de servir. É ouvir o apelo de muitos que clamam por dignidade: estar com alguém, como diz o ditado popular, é estar onde “o filho chora e a mãe não ouve”. Neste caso, a “mãe” caridade, a “mãe” Igreja, a “mãe” Ordem dos Frades Menores, a “mãe” Senhora Pobreza, ouviram e foram se fazer presentes entre eles pelos frades e leigos. É assim o sonho franciscano!

 


As informações são do site franciscanos.org.br e Equipe de Comunicação do CapítuloFrei Augusto Gabriel, Frei Clauzemir Makximovitz, Frei Gabriel Dellandrea e Moacir Beggo

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